Ache aqui o que você procura!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!


Share



No apagar das luzes de 2011, quero agradecer a todos que fizeram parte da minha vida neste ano. Agradecer a todos os que prestigiaram este blog, que é modesto, amador, sem assunto definido, mas que é muito importante pra mim.

Agradeço a cada leitor, a cada seguidor, a cada comentarista, a cada fã (sim, porque o blog é modesto, mas tem fãs, sou chique?) por cada segundo do seu tempo dedicado à este blog e à mim, porque o blog é parte de mim, são as minhas histórias, minhas vivências e minhas opiniões e saber que alguém presta atenção ao que eu digo é de uma importância valiosa, acreditem.

Que em 2012 possamos estar novamente juntos, que eu consiga me organizar melhor e dar mais atenção à vocês que se tornaram amigos e companheiros nesta louca jornada da vida.

Desejo a cada um um Feliz Ano Novo, repleto de bençãos e de luz, em que possamos realizar todos os nossos desejos e anseios, que nossos filhos tenham saúde e alegria, que nossas famílias estejam sempre unidas, que nossos amigos estejam sempre felizes e por perto e que o amor, a paz e a fraternidade deem o tom e a cor de 2012.

Espero poder encontrar (e contar) com cada um de vocês no ano que vem e nos próximos também!
Um Feliz, Feliz, Feliz ano novo!!!!


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ser gentil...


Share

Vale a pena!!!

Blogagem Coletiva
Selinho by Sílvia Azevedo

Diariamente vejo pequenos gestos de gentileza ao meu redor. Seja no sorriso da caixa do supermercado, na informação do balconista da farmácia ou no bom dia dos vizinhos ao me verem passar.

Mas sei que cada pequeno gesto de gentileza dos outros, parte antes de mim mesma. Se eu não me dispuser a sorrir de volta, a dar bom dia ou agradecer pela informação, amanhã já serei tratada com menos gentileza. Já até falei sobre isso aqui, num post do ano passado.

Educação e cortesia são caminhos de mão dupla: a gente dá, a gente recebe de volta. É possível desarmar alguém que está estressado e possivelmente tratando a todos com rispidez, simplesmente sendo gentil e dando-lhe um sorriso de compreensão. Experimente, você vai ver que funciona.

Ser gentil é um exercício, aprimoramos a técnica com o tempo. Consiste inicialmente em nos desarmarmos ao lidar com os outros.Se você vai à padaria, ao supermercado ou ao açougue, sabe que provavelmente haverão outras pessoas lá e que você terá que esperar algum tempo para ser atendido. Então não vá com pressa. Vá sabendo que terá que esperar, enfrentar filas, esbarrar em gente mal educada e em atendentes já sem paciência.

Arme-se com seu melhor sorriso, encha os bolsos de toda a paciência que encontrar e procure desculpar as grosserias que fizerem com você. Antes de responder na mesma moeda, conte até 10 (ou 10 mil) respire fundo e sorria, diga algo que demonstre a sua compreensão diante do destempero alheio, diga que pode esperar (mesmo que não possa e já esteja de saco cheio) e os ânimos certamente se acalmarão.

 Você pode achar que é uma bobagem, que  ninguém irá reparar, mas não diga que é impossível antes de tentar, você vai se surpreender.

Quem lida com público (caixas, balconistas, funcionários públicos, médico, enfermeiros,etc) precisam ter muita paciência, porque a maioria das pessoas não tem nenhuma. E todo mundo desconta aquele empurrão lá atrás na fila da fiambreria na pobre da caixa lá na frente e assim por diante. Chega uma hora em que eles já estão tão calejados de ouvir grosserias, que já ficam prontos, com 4 pedras nas mãos esperando o próximo que vai vir falar qualquer coisa.

É nessa hora que devemos demonstrar nossa compreensão e fazer a pessoa entender que não somos mais um ali para lhe dar patadas, mas ao contrário, estamos ali para dar apoio e um sorriso, mostrando que nem todo mundo é mal educado.

Não quero dizer com isso que sou um poço de paciência, um anjo de candura. Mas eu estou me esforçando. Às vezes  tenho que contar até 10 mil umas mil vezes, mas já aprendi que só tendo paciência e jogo de cintura conseguimos mudar a disposição em contrário das pessoas com quem nos relacionamos.
 
Esta postagem é parte da Blogagem Coletiva proposta pela Rogéria Thompson, do blog "Um espaço pra chamar de meu", uma das pessoas mais gentis com quem tenho a honra de me relacionar nas redes sociais e na blogosfera. A idéia é fazer um post sobre esse assunto todos os meses, divulgando atos de gentileza, sejam da nossa parte ou de alguém que presenciamos.

Achei que falar um pouco sobre como extrairmos a gentileza dos outros era um bom começo, vocês não concordam?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Um pouco sobre o nosso Natal


Share

Este Natal foi especial. Por inúmeros motivos. Porque passamos com meus pais depois de 16 anos (na casa deles) porque estávamos todos bem, porque estávamos alegres.

A  viagem até a praia  foi uma aventura. Saímos muito tarde de Cachoeira na quinta-feira, fizemos muitas paradas, tivemos alguns contratempos (nada conosco diretamente, mas que interferiu no ritmo da viagem) e acabamos chegando na casa dos véios as 3 e 15 da madrugada, depois de pouco mais de 7 horas de viagem.

As crianças estavam exaustas (e nós também!), o calor era insuportável e chegamos suados demais para pensar em enforcar o banho. Resultado disso: as crianças se acenderam e queriam festa às 4 da manhã.

Na sexta-feira apesar do calor ainda continuar, o vento estragou o banho de mar. Nada que nos impedisse de aproveitar um pouco, mas foi só o que deu, pois ficou muito frio pras crianças que ficaram furiosas de ter que voltar pra casa mesmo com beiço roxo e batendo queixo de frio.
 

No sábado, ficamos nos preparativos para a ceia que foi simples, mas farta e a gritaria que as crianças fizeram com os presentes,valeu a noite, o dia, o ano.

Camila tinha prometido dar o bico pro papai noel se ele lhe trouxesse uma "bonequinha bem grande", como a Aline já não chupava mais bico à meses e a Letícia já estava também na idade de largar, combinamos de entregar todos os bicos pro papai noel em troca de bonecas.

Elas ganharam outras coisinhas também e já estavam muito felizes, num alvoroço alegre, tal qual um bando de caturritas em dia de mudança de ninho. Mas quando viram as tais bonecas, Jesus, a gritaria foi grande!

video


De que vale a vida sem assistir a isso? De que serve essa fantasia de papai noel, esse consumismo natalino, se não for ao menos para ver a felicidade estampada na cara das nossas crianças?

É claro que na hora de dormir, o choro também foi grande. Camila disse que não queria mais  a boneca e queria o bico de todo o jeito. Foi difícil resistir à tentação de devolvê-lo, mas depois ela se acalmou e dormiu.

Ontem, tanto ela quanto a Letícia pediram várias vezes o bico, mas nada que não fosse contornado. Terminamos o dia com uma comilança num restaurante. Devo ter ganhado mais uns 5 quilos, mas valeu pela boa comida, pela companhia e pela diversão.


Agora estamos nos preparando para voltar para casa. Feliz por ter dado tudo certo e não ter havido nenhum tipo de stress nestes dias. Mas com uma pontinha de tristeza por ter que ir. Mas acho que a partir de agora ficará mais fácil voltar.

Espero que o Natal de todos vocês tenha sido tão bom quanto o meu, mas se não foi, não se preocupe, 2012 vem aí e com ele muitas coisas boas para todos nós!

E aí, vai me contar como foi seu Natal?
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal à todos!


Share



Neste dia especial, quero agradecer à todos que passaram por aqui este ano, que me deram a alegria de um comentário ou que apenas se deram ao trabalho de ler este humilde blog.

Agradeço pela companhia, pelas palavras de apoio,pelas risadas que compartilhamos, as dores que dividimos e a amizade e o carinho de todos vocês.

Que o papai noel traga à todos muitas bençãos neste Natal e que o nascimento do menino Jesus seja lembrado e comemorado em cada lar, junto de cada família e que as alegrias desta noite especial se multipliquem e perpetuem por todos os dias do ano novo.

Um Feliz Natal à todos!!!

Com carinho, Tuka Siqueira

video
Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Share


O ano está terminando e como é costume os meios de comunicação fazem suas retrospectivas contando os fatos mais importantes. Também resolvi escrever a minha retrospectiva.

Tomou posse a primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Pra mim ano começou na praia. Depois de muitos anos, consegui passar um fim de ano junto da minha família e esse ano novo em particular foi muito especial, pois nos reunimos na casa da minha dinda e boa parte da família estava presente. Mesmo lamentando as ausências, a festa foi boa e a reunião familiar cheia de recordações, diversão e emoção.

Nesta reunião familiar, conheci o Souza, atual marido da minha tia Marta com quem tenho uma relação cármica de afinidade e amor. Gostei de saber que ela está bem, está feliz e tem ao seu lado um homem bom, companheiro e muito divertido.

Minha pequena Letícia, depois de um período de preguiça e letargia, resolveu (com uma boa ajudinha de fisioterapia intensiva e estímulos) começar a engatinhar e alguns meses depois, andar. Lembro da minha aflição pelo seu "atraso" e das pessoas enchendo a minha cabeça de minhocas dizendo que ela tinha algum problema. Eu sabia da sua capacidade, mas ficava apreensiva. Tinha medo de forçá-la, mas depois de uma boa conversa com uma fisioterapeuta e muitas dicas ótimas, fiz um intensivão com ela que logo deu resultados.

A Yasmin fez 15 anos. Não pudemos dar a ela a festa dos seus sonhos, mas ela ganhou uma festa surpresa, organizada pelas amigas. Foi a festa mais interessante de todas as amiguinhas que completaram 15 anos na mesma época, pois foi uma atitude espontânea das amigas de verdade. Eu achei o máximo e me emocionei com a iniciativa, prova de que minha filha é muito amada.

Neste mês aconteceu muita coisa. Marido ficou dodói e precisou de internação e cirurgia, apendicite. Cortamos um dobrado nesse período que coincidiu com o aniversário das gêmeas que completaram 3 anos. A festinha delas acabou restrita à escola, mas não ficaram sem o principal: abraços, beijos, alguns presentinhos e muito amor.

Também houve uma tragédia no Japão, um tsunami de proporções épicas devastou o norte do pequeno país, matando muita gente, destruindo cidades inteiras e abalando as estruturas de uma usina nuclear, o que causou grande apreensão em todo o mundo. Mas o povo japonês é louvável por sua capacidade de sobrevivência e poder de se reconstruir.

Um casal de amigos, o Renato e a Maria Clara, ele com esclerose múltipla como eu (porém muito mais grave) e ela nascida com uma paralisia cerebral, contaram sua história no Jornal do Almoço (telejornal local) e comoveram muita gente. Meses depois os reencontrei lá no Hospital de Clínicas em Porto Alegre e ela me contou que a solidariedade das pessoas a surpreendeu, pois ganharam equipamentos indispensáveis ao bem estar deles e muita ajuda através daquele programa.

Em março houve o falecimento do nosso ex-vice presidente José Alencar, um homem que aprendi a admirar pela sua fé inabalável, por sua força e coragem e pela sua resignação. Um exemplo a se seguir.

Neste mês, entre os acontecimentos "externos" houve um massacre numa escola do Rio de Janeiro, fato absurdo e impactante e o "Casamento Real" do príncipe William, filho da Lady Di e segundo na lista de sucessão ao trono da Inglaterra. Havia muita curiosidade e expectativa em torno desse casamento que foi muito falado durante dias.

Aniversário da minha mãe, primeiro sorteio do blog, as crianças crescendo e me encantando com as suas invencionices e aprendizado também marcaram o mês.

Dia das mães e os primeiros passos trôpegos e ainda hesitantes da minha pequena foram o marco do mês. Mas também teve a pane do blogger, eu ganhando um livro bem legal num sorteio, o início da ciranda de leitura e o mamaço, movimento gerado pelo desrespeito ao direito de uma mãe amamentar seu bebê num espaço público. Esse movimento nasceu nas redes sociais e deu o que falar!

Mês também do dia internacional para a conscientização e divulgação sobre a Esclerose Múltipla.

Neste mês recebemos a visita da d. Maricota, a Cléo, uma amiga querida que mudou-se pra outra cidade e que acabamos restabelecendo contato através dos blogs. Foi uma surpresa a visita dela e uma delícia, já que ela veio acompanhada do marido Marcelo e dos filhotes Davi e Cecília. A pequena eu só conhecia por fotos e é uma fofa linda, assim como o maninho que cresce igual abóbora e está enorme!

Mês do aniversário do meu sobrinho Rafael, do Allyson, meu filho mais velho, do nosso aniversário de casamento (oficial) e também do aniversário do marido, entre outros.

Houve um evento muito bom e esclarecedor sobre a Esclerose Múltipla, organizado pelo meu médico dr. Alessandro Finkelsztejn e sua equipe, abordando os protocolos de tratamentos, as medicações fornecidas pelo SUS e também os aspectos legais, benefícios do INSS, aposentadoria, isenção de impostos e outros.

Na Noruega, mais um massacre choca o mundo. Morre aos 27 anos, a cantora Amy Winehouse.

Além do dia dos pais, começamos a obra aqui em casa. Obra é aquele negócio que a gente marca a data pra começar, mas não faz a menor idéia de quando vai acabar. Pois é, a coisa parou e ainda está na metade, mas começar foi uma benção.

Também se celebra em agosto o dia Nacional da conscientização da Esclerose Múltipla, mais uma vez hora de divulgar para esclarecer.
Esse foi um mês cheio. Mês em que se celebra o dia da pátria e o dia do gaúcho. Mês do 10º aniversário do atentado às torres gêmeas em Nova York. Mês do início da primavera, onde flores, cores e perfumes tomam conta do ar. Mês de ECC.

Mês em que o mundo atinge a impressionante marca de 7 bilhões de habitantes. Steve jobs, o genial criador da Apple morre de câncer  aos 56 anos.

Mês do aniversário da minha caçula, 2 anos. O tempo voa e as crianças crescem com uma velocidade assustadora.

Este foi um mês triste, despedi-me da minha madrinha numa cerimônia carregada de muita emoção. Ela partiu para não mais sofrer. Sofremos nós,com a sua ausência e a saudade. Mas a vida continua e aos poucos a dor diminui e vai ficando só a saudade. Por isso gosto de lembrar do meu passado, com ênfase nos bons momentos, pois nossas memórias ninguém, nem mesmo a morte, pode nos roubar.

Ainda no mês anterior, senti os sintomas de um novo surto e foi preciso tratar. Cinco sessões de pulsoterapia e pronto, já passou. Mas a medicação (corticóide) tem seus efeitos adversos. Endireita uma coisa e entorta 3 ou 4...

Mês das crianças e de um encontro com os blogueiros Ingrid e Paulo. Esse contato real com quem eu só conhecia no mundo virtual foi muito bom, consolidando uma amizade surgida das redes sociais.

Esse é o meu mês, quando faço aniversário e começo a pensar no fim do ano. Aqui começam minhas reflexões e meu balanço do ano. 

Talvez por esse momento mais reflexivo, talvez por causa dos sintomas e efeitos do meu recente surto (estou melhor, mas a fadiga aumenta muito com o corticóide), talvez ainda pelo início do calor que chegou arrasando, o blog ficou devagar. Mas também comecei a ter idéias...

Bem, aqui estamos. O blog continua devagar, mas já ganhou roupa nova. Não é um layout profissional, mas fui eu que fiz e por isso tem mais a minha cara. Ganhei (oi???) meu note e agora posso me organizar melhor.

Outro encontro entre blogueiras, desta vez com a Aline, a mesma de quem ganhei o livro em maio. Mais um momento delicioso, selando mais uma amizade.

No balanço do ano, posso dizer que apesar de grandes períodos no vermelho, vamos encerrar o ano de forma positiva. As coisas começam a entrar num ritmo em que parecem que vão finalmente começar a se movimentar pra frente. Ainda que seja em passo de tartaruga, andar pra frente é melhor que estagnar.

Estamos cheios de planos e expectativas e isso por si só já é bom.

E você, como foi o seu ano de 2011?

==============================

Nota: clicando sobre o mês, abrirá outra página com os posts do blog publicados naquele mês. Também as palavras ou expressões em destaque levam a outros textos com assuntos relacionados ao que eu estou falando neste. Sei que este post já ficou suficientemente grande e enfadonho, mas se tiver dúvidas sobre o que eu estou falando, ou quiser relembrar o que disse a respeito, clique nos links.




Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O fim de ano e o dia "D"


Share



Fim de ano é sempre uma loucura,não é mesmo? É as provas na escola, o planejamento (oi?) das férias, as compras de final de ano, as festas, as crianças em casa... Aff!

Eu já tenho andado devagar, por conta da minha EM associada ao calor, e é tanta coisa pra pensar e fazer, que estou parada no meio do caminho sem saber o que faço primeiro. Acabo não fazendo nada!

Hoje é um dia de importância crucial. Comecei o uso de uma nova medicação (nem tão nova assim) e minha adaptação à ela é de grande importância para o sucesso do meu tratamento.

Além disso, hoje é a data marcada para o julgamento do meu processo sobre a aposentadoria. Uma resposta positiva seria um grande presente de Natal! #todastorce

Outra preocupação é ultimar os preparativos para nossa viagem. Estamos planejando passar o Natal com meus pais, mas viajar com (TRÊS!!!) crianças não é tarefa simples. Ano passado fomos de ônibus e foi uma aventura, este ano iremos de carro, mas nem por isso a aventura vai ser menor. São tantos detalhes a se pensar!

Isso tudo sem falar na natural introspecção e reflexões típicas desta época. Muito naturais em mim, mas que me causam sempre um certo estresse, pelo menos até que eu faça as minhas "considerações finais" sobre esse assunto.

Mas, de qualquer forma, tudo parece estar indo bem. Que continue dando tudo certo, amém!

E vocês, como andam com o corre-corre de fim de ano?


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

No cardápio, amizade!


Share

Na segunda feira fui à Porto Alegre. Desta vez não tinha consulta, mas um outro compromisso. Aproveitei esta ida para marcar um encontro com uma amiga virtual que se tornou especial nos últimos tempos, a Aline Dexheimer (tem mais sobre ela aqui e aqui).

Nosso encontro já estava "prometido" há muito tempo. Aline sempre me disse que quando viesse para o sul para visitar parentes, iríamos nos conhecer. Apesar de eu ter pouco tempo, ela topou ir almoçar comigo.

Nos encontramos na frente do restaurante e nos reconhecemos automaticamente. Foi muito legal!

Almoçamos juntas e conversamos por aproximadamente 3 horas, até que eu tivesse que ir ao meu compromisso. No cardápio do nosso almoço, a amizade. Surgida de um encontro casual numa rede social, aprofundada pelas coincidências compartilhadas e afinidades descobertas e agora, finalmente, selada com um encontro.


Aline é exatamente como eu a imaginava, exceto por uma coisa: a voz. Aquele detalhe ao qual não temos acesso pelas redes. A voz dela é suave, sua fala é tranquila, delicada... Uma delícia!

Adorei conhecer essa amiga pessoalmente. Acho uma delícia materializar essas amizades que surgem "do nada" e vão demonstrando dia após dia afinidades e admiração mútua. Embora eu adore este espaço virtual, curto muito o contato pessoal, o olho no olho, um abraço fraterno.

A única ressalva é que pra variar, falei mais que "o hômi do leite" e quase não deixei a criatura falar, mas ela foi uma querida, me ouviu pacientemente, foi uma companhia muito agradável. Nosso encontro foi uma delícia e essas 3 horas passaram voando.

Este post é um registro de um encontro delicioso, um papo agradável e a luxuosa e deliciosa companhia da minha amiga. 

Adorei conhecer vc amiga! Obrigado pela companhia, pelo papo e pela paciência!
* Em tempo: Aline Silva Dexheimer é autora do livro “O BRILHO OCULTO” publicado pela Amazon. Também possui crônicas publicadas pela Editora Mackenzie para livro didático. Escreve sobre maternidade, vida e atitude positivas no site: http://www.alinedexheimer.com/

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Blogagem coletiva - Minha carta para o Papai Noel


Compartilhar

Por uma sugestão da Michele Imilio do blog Meu dia a dia de mãe e com a organização da Tathy do Entre Fraldas e Livros resolvi aderir a mais esta Blogagem que serve para que nós, mães, possamos dizer o que NÓS queremos ganhar neste Natal.

Então vamos lá.

Querido papai Noel, ano passado eu fiz uma cartinha pra você (se você não lembrar, pode ler aqui) e acredito que de uma forma ou de outra, você atendeu todos os meus pedidos.


Por ser grata a isso, não vou exagerar este ano. Peço apenas que o senhor continue me presenteando com saúde para mim e minha família, e também para os meus amigos, pois esse é um bem precioso que não se pode comprar.


Também peço que dê mais uma forcinha aí para nossas finanças. Elas finalmente saíram da UTI, mas seu estado de saúde ainda é frágil e inspira cuidados. Sabemos que sua recuperação será lenta, mas se o senhor ajudar para que ela não tenha nenhuma recaída, já fico feliz.



Tenho um pedido especial, que já está incluído no primeiro, mas que quero reforçar: traga um pacotão extra de saúde e bênçãos para dois anjinhos que moram aqui na terra: a Ana Clara, filha dos meus queridos amigos André e Deise e irmãzinha do Artur, que já nasceu guerreira e vencedora, e também para a doce Beatriz, filha da minha amiga Emanuele, que ta com um dodói bem grande. A saúde desses anjinhos trará alegria para seus pais, que são pessoas especiais que fazem a minha vida mais bonita.


De presente mesmo, aqueles materiais, já ganhei todos os que eu mais queria este ano, então não precisa se preocupar com esses.


De resto, abençoe minha família, meus amigos e todas as pessoas que passaram por aqui este ano. Que todos tenham um Natal de mesa farta, junto daqueles que mais amam e tenham sempre na mente e no coração que Jesus Cristo é o único motivo para essa festa e que estando ele em destaque, certamente o Natal será imensamente feliz.


Desejo também que toda a energia positiva, gerada pelo amor e união, emanada durante os festejos de Natal, se multipliquem por todos os dias do ano novo que logo começa.

E você, já fez seus pedidos para o bom velhinho?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cérebro em Stand By


Share


Não sei se é a fadiga excessiva resultante do meu recente surto, se é efeito do calor, ou se é desânimo mesmo, o fato é que meu cérebro entrou em stand by. Estou mais lenta do que de costume.

Há dias, semanas pra ser mais exata, que não consigo me concentrar para escrever um texto decente. Mais que isso, não to conseguindo prender minha atenção na leitura de nenhum blog, nem mesmo daqueles que mais curto. Tenho me esforçado para manter a leitura em dia, mas tenho me abstido de comentar. Seria preguiça?

É comum isso acontecer nessa época do ano. Aliado ao calor, que este ano parece ter vindo com força total, as festas de fim de ano sempre me deixam assim um pouco mais reclusa, reflexiva.

Não gosto do corre-corre das compras, nem de me acotovelar no comércio em busca de presentes, principalmente quando todo mundo esquece o real motivo da festa. Se as pessoas quase se matam nas lojas apesar do clima natalino, fico imaginando essa loucurada toda em outras épocas do ano. O_o

Fico triste por não poder passar a festa com TODA a família reunida, pois quando a gente consegue juntar um pedaço, sempre fica faltando outro, e essas ausências sempre pesam na hora das comemorações.


Mas eu gosto do Natal. Principalmente com crianças em casa, elas criam uma expectativa em torno do papai Noel e essa fantasia facilita muito as coisas. Em nome da fantasia, elas obedecem mais, comem melhor, aprendem sobre o menino Jesus e até fazem promessas.

Camila entrou em acordo de entregar o bico para o papai Noel em troca de uma “boneca grande”, idéia da pediatra dela (obrigada drª!) e agora é só o que se fala aqui em casa. Por fim, não sei se cumprirá a promessa, mas estamos confiantes.

Espero que se aproximando a chagada do Natal, principalmente diante da possibilidade de passarmos junto com meus pais dessa vez, o ânimo melhore e apesar do calor e da fadiga, meu cérebro volte a funcionar como deve.

O interessante é que, ao mesmo tempo em que tenho dificuldade em me concentrar na leitura, não consigo manter a atenção e tenho problemas com a compreensão do que leio, fui capaz de em poucos dias refazer o layout do blog, reorganizando e criando coisas que não tenho conhecimento técnico pra fazer, mas fui capaz de pesquisar, inventar, adaptar e chegar ao resultado que pretendia. Alguém explica?

Forçando um pouquinho, até que saiu um textinho...

Espero que tenham gostado da nova cara do blog! Beijos


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira




domingo, 4 de dezembro de 2011

Adeus Dr. Sócrates


Já falei aqui em outras ocasiões que gosto de futebol. Não sou fanática e nem aficcionada, mas gosto e procuro acompanhar na medida do possível.

Foi com tristeza que ouvi hoje pela manhã, a notícia da morte do ex jogador Sócrates. Ele jogou na seleção de 82, o primeiro time que eu vi jogar e que me encantou e despertou meu interesse pelo futebol.

Era um jogador elegante, diferente da maioria. Também era culto, o que também o diferenciava dos demais. Enfim, ele era isso: diferente. Formado em medicina, ficou conhecido como doutor, mas no futebol

Mas acima de tudo, era um homem ainda muito jovem, que teve sua vida destruída pelo álcool. Suas últimas aparições públicas, evidenciavam a decadência física.

Deixo aqui minha homenagem ao jogador de talento, ao exemplo de cidadania e inteligência. Mas deixo também um alerta: para o álcool ou qualquer outra droga, pouco importa o prestígio e o dinheiro que se tem, eles simplesmente destroem.


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pérolas da semana

As novidades por aqui com relação às crianças se sucedem numa velocidade tão alucinante que eu acabo perdendo as pérolas pelo caminho, mas consigo reter algumas pra contar aqui.

Aline, sempre muito agitada e dispersa, para que ela preste atenção no que falamos é preciso às vezes segurar o rosto dela para que nos olhe por alguns segundos. Pois bem, agora ela faz isso com a gente: segura nosso rosto com as duas mãos e ainda diz: - "mamãe, prestenção, tô falando com você!"

A Letícia já fala muitas palavras certinhas e muitas outras ainda erradas mas fáceis de entender, mas quando ela se enrola muito eu às vezes murmuro um "humrum" só pra não deixar ela sem resposta. Mas a pequena não é boba e agora quando pergunto alguma coisa ela me responde com um "humrum" também. Das palavrinhas que ela fala a que eu mais gosto é "ábua" (água) que ela pede o tempo todo e enche as bochechas pra falar.

Mas as boas dessa semana são da Camila. Outro dia ela tava brigando com o papai porque ela queria fechar uma porta que o papai queria que ficasse aberta. Pra encerrar a discussão eu disse pra ela que saísse dali e deixasse a porta aberta. Ela franziu a testa, me fuzilou com os olhos e com a mão na cintura e fazendo bico me soltou essa:- "Mamãe, você não é boa!"
Agora nesses dias no hospital, enquanto ela brigava comigo não querendo fazer a inalação, depois de ouvir impacientemente minhas explicações sobre o quanto era importante e bla, blá, blá, ela põe a mão na cintura e diz: "mamãe, você tá muito teimosa!"

Depois dessa, vou lá dar jeito na vida, antes que ela me ponha de castigo.

********************
As fotos são do aniversário da Júlia (Leia também À espera de Júlia e Eis a Júlia). Ela completou seu primeiro aninho na última sexta. Ela não é linda? As crianças se divertiram a valer na festinha.

Bom final de semana!!!


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mamatraca

Hoje estou dando pinta lá no Mamatraca, falando sobre erros, ops, equívocos da maternidade. Corre lá, além do meu vídeo (que tá ridículo) tem outros lá bem legais.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

BC - O dia que eu arrasei

 

Depois das blogagens coletivas "Eu como brega" para comemorar o níver da Fê Iasi e "As músicas da minha vida" do níver de casamento da Ingrid Strelow e Paulo Lima, eu tive uma crise de ciúme+mimimi e chorei tanto que ganhei uma blogagem para o meu aniversário também!

A Fê Iasi, que é uma diva e é cheia de imaginação sugeriu o tema: o dia que eu arrasei. Adorei, embora nunca tenha arrasado muito na vida.

Mas sempre tem um dia em que a gente se acha a última bolachinha do pacote e isso aconteceu comigo no meu casamento. 


Foi uma festa enjambrada, mal elaborada e mal produzida, afinal, fui eu mesma que cuidei de tudo e sou péssima nisso. Mas era o MEU dia, e EU tava "sissi". Eu me diverti pra valer e curti cada momento. Não fizemos festa para os outros e sim para nós, só queríamos compartilhar esse momento importante com as pessoas que eram (e são) importantes para nós.

Esse dia foi o primeiro (e único) em que me fantasiei completamente de mulherzinha: vestido, salto, cabelo escovado, maquiagem, sobrancelhas aparadas, unhas impecáveis. Na minha vida "real" quase não uso vestidos, nunca uso maquiagem (exceto um batonzinho vez ou outra) nunca uso salto. Tava me achando linda e especial. O centro das atenções.

O que nos une

Além disso, era mesmo um momento especial. Já vivíamos juntos há 12 anos, mas fiquei nervosa igual uma mocinha à espera deste momento. Entrar na igreja ladeada por meus pais, com meus 2 filhos (até então eu só tinha dois) na frente, ver meu marido liiiiindo dentro de um terno me esperando no altar, os amigos e familiares reunidos, foi muita emoção. E eu não podia chorar de medo de estragar a maquiagem, que eu não uso nunca e tava linda!

Mas esse foi o dia que eu arrasei, ou pelo menos me senti assim. Ainda choro de emoção vendo as fotos e lembrando daquele dia.

*************

Sem mudar de assunto, ontem também eu arrasei. Fui à Porto Alegre para consulta e por isso fiquei o dia todo em off, mas recebi centenas de mensagens pelo meu aniversário! Telefonemas, SMS, mensagens inbox ou no mural do Facebook, DM's ou mensagens na TL do Twitter, Orkut, Blog, email... Nossa, foram tantas e tão carinhosas que vou levar semanas respondendo tudo. Arrasei! Me senti muito querida e especial. Obrigada gente!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Completando mais um ciclo

Hoje é o último dia dos meus 40 anos, amanhã já terei 41, e relendo meu post de aniversário do ano passado me emocionei em ver como um ano parece pouco, mas é muito! 

De lá pra cá, as crianças cresceram muito e como são elas que ocupam meu tempo e enchem minha vida, tomei um susto revendo as fotos de um ano atrás.

Eu fiquei mais velha. Tá, essa é óbvia. Mas depois de uma certa idade, essa constatação é cada vez mais verdadeira e visível à distância.


Também houve perdas. Minha dinda querida partiu há menos de 3 meses e sua ausência ainda não foi bem assimilada, ela está presente em muitas lembranças. São lembranças alegres, mas fazem a saudade apertar.

Mas o mais importante é que se passou mais um ano, um ciclo está se encerrando e um novo começando. Permanecer viva, ter as pessoas que amo com saúde e próximas de mim é uma vitória a ser comemorada.


Esta é a parte de mim que não envelhece, aquela que enxerga o brilho do  futuro!

Estou um pouco melancólica. É comum nessa época. Além do meu aniversário, a proximidade do Natal e Ano Novo me fazem refletir sobre essa mudança de ciclos. É um período para balanços, avaliações, reflexões e novas metas.

Além do mais, estou tão cansada! É um acumulo de coisas: a minha fadiga costumeira, o surto recente, o ciclo de corticóide, o calor, o final de ano chegando... tudo se aglomera num cansaço que parece não ter fim.

Mas sou uma otimista incorrigível, talvez por ingenuidade, talvez por fé. Isso significa que este período de introspecção vai resultar em outro de mil planos e esperanças renovadas. 

Amanhã é um novo dia e pra mim, um novo ano. Mais um ciclo que se completa para iniciar outro, com novas metas, novos planos, novas determinações, mas com o bom e velho espírito otimista de sempre!

E amanhã estarei de novo aqui. Na versão 4.1 !!!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CONVERSAS - Quando o cansaço pesa


A convidada de hoje pra nossa CONVERSA é nada menos do que a chique, elegantérrima e muito fina Aline da Silva Dexheimer (ou seria eu a chique por tê-la aqui?) lembram dela? Escrevi sobre ela quando ganhei de presente o livro O Brilho Oculto (leia o post aqui) escrito por ela. 

Depois de ler o livro com a avidez de quem está há dias no deserto e encontra uma fonte de água fresca, me pus a conversar com a Aline via facebook. Lendo o livro, me achei tão próxima dela, que a cada página aguardava o momento da revelação de onde é que eu a conhecia. Não encontrei essa revelação no livro, embora suspeitasse conhecer alguns dos lugares que ela descrevia. Foi no face que realmente descobri: fomos "vizinhas" em Porto Alegre, moramos anos muito próximas e devemo ter cruzado o caminho uma da outra inúmeras vezes, sem no entanto nos encontrarmos efetivamente. Mais uma daquelas amizades incríveis que só a internet nos proporciona!

E como temos muito em comum, inclusive um trio de crianças (Aline é mãe de trigêmeos), o texto escolhido por ela é justamente sobre um tema que eu vinha pensando em escrever. Vamos à ele então:


*********************************

Quando o cansaço pesa

Todos os finais de ano praticamente me sinto assim: cansada.  Já não consigo acordar mais na hora e nem dormir tão cedo! O caminho da escola me irrita; as compras do supermercado de repente ficam insuportáveis e levam um tempo interminável; as ideias para o almoço são escassas; a limpeza da casa atrasada; minha cesta de roupas para lavar e a pilha para guardar parece tão mais imensa!

Mãe não tem férias mesmo! Nem quero ter férias dos meus filhos, que fique isso bem claro. Mas o cansaço é real. Nesses casos, me permito deixar as coisas um pouco para depois. Não brigo com meu cansaço. Às vezes, é preciso fechar os olhos para as obrigações e rotinas do dia a dia em prol de situações mais importantes. Nas duas últimas semanas me permiti ficar assim. Deixar os pratos na mesa e sentar no sofá com as crianças; lavar a louça mais tarde, enquanto descemos para dar uma volta no prédio lá embaixo no playground; deixar o quarto da minha filha para organizar depois! Anotar as ideias para não perdê-las, mas escrever em outro momento.

As três últimas semanas foram cansativas porque tivemos um agravante somado ao cansaço natural do final de ano. Minha filha fez uma cirurgia (garganta, nariz e ouvidos). Na primeira semana tive que me concentrar para ficar forte, na segunda encarar e manter a força para deixá-la segura e tranquila, enquanto, ao mesmo tempo, mantinha a casa e o ambiente mais ou menos organizado para os meninos enquanto eu estivesse no hospital. E a terceira, simplesmente eu fiquei meio paralisada e cansada esperando minhas forças voltarem! Durante o tempo todo que estávamos no hospital só pensava em trazer minha filha de volta para casa e ter meus trigêmeos juntinhos outra vez. Graças a Deus tudo passa e tudo deu certo para nós. No entanto, durante o processo e o envolvimento nesse esforço todo, eu fiquei meio esvaziada.

Agora, corro atrás das roupas acumuladas, da poeira nos cantos e daquilo que deixei para trás. Busco minha energia e recomeço. Sem empregada já há bastante tempo, aprendi a não me estressar e não ser escrava do trabalho doméstico. Claro, não gosto de viver na sujeira, mas desacelerar e se permitir jogar os pés para o alto procrastinando o serviço de casa de vez em quando não mata ninguém, o trabalho doméstico é ingrato e quase não aparece. Deixei sim as coisas acumularem e ficarem um pouco empoeiradas; as roupas ficaram a espera para serem guardadas, mas sentei com meus filhos, os levei lá embaixo no playground, assisti a filmes com eles, descansei e também conclui muitas coisas positivas nessas semanas lentas.

Esse tempo reforçou ainda mais minha forma de ver as coisas e viver a vida, ou seja, o que importa mesmo é o aqui e o agora e as pessoas que nós amamos, bem como a saúde delas e as pequenas coisas simples da vida, como por exemplo, um filho sem dor. Temos que levar isso sempre dentro de nós, agarrar tais momentos e usá-los de forma positiva quando estivermos encarando neuroses domésticas ou problemas tão bobos do dia a dia, essas coisas são tão pequenas e desnecessárias diante do valor e a saúde dos nossos filhos. Prefiro mil vezes ficar mandando meus filhos pararem de brigar do que vê-los em camas chorando de dor.

Lembre-se que não precisamos de tragédias, doenças e problemas sérios para valorizar tudo àquilo que realmente importa para sermos felizes. O mundo não vai acabar se você deixar a louça ou qualquer outra tarefa secundária para depois.


Aline Silva Dexheimer  é mãe de trigêmeos e começou a escrever a fim de entender, aceitar e encontrar caminhos alternativos para enfrentar as dificuldades da vida. Escreveu o livro “O BRILHO OCULTO” publicado pela Amazon.  Também possui crônicas publicadas pela Editora Mackenzie para livro didático. Escreve sobre maternidade, vida e atitude positivas. Site:  http://www.alinedexheimer.com/




Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Liberdade! Liberdade! Abra as asas sobre nós...

"E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz"


O que é essa tal liberdade, que todo mundo quer e que ninguém acha que tem?
Segundo a Wikipedia, Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
Não se trata de um conceito abstrato. É necessário observar que filósofos como Sartre e Schopenhauer buscam, em seus escritos, atribuir esta qualidade ao ser humano livre. Não se trata de uma separação entre a liberdade e o homem, mas sim de uma sinergia entre ambos para a auto-afirmação do Ego e sua existência. E na equação entre Liberdade e Vontade, observa-se que o querer ser livre torna-se a força-motriz e, paradoxalmente, o instrumento para a liberação do homem.

Segundo o dicionárioweb,  é a Faculdade de fazer ou de não fazer qualquer coisa, de escolher. Independência: conquistar a liberdade. Estado oposto ao do cativeiro ou prisão: pôr um prisioneiro em liberdade; à escravidão: dar liberdade a um escravo; ao constrangimento: falar com inteira liberdade. Direito que alguém se arroga: tomar a liberdade de contradizer uma pessoa. Liberdade de consciência, direito de ter ou não uma crença religiosa ou filosófica. Etc, etc, etc...

A questão nem é o conceito de liberdade, mas até onde ela vai. Quando criança, sempre escutei meus pais falarem que a liberdade de um termina onde começa a do outro e que para se ter liberdade é preciso ter responsabilidade. Achava que isso era papo de adulto, querendo tolher a liberdade alheia, no caso, a minha. Mas é só a gente começar a ter noção das coisas que percebe que isso é a mais profunda verdade.

Aqui em casa, uso sempre um exemplo simples (nojento, mas simples) de morar sozinho. A gente sempre pensa em quando for morar sozinha, quando tiver a casa da gente, vai ter liberdade pra fazer o que quiser. Verdade, dá até pra fazer cocô no meio da sala se quiser. Mas é preciso ter em mente que é você mesma quem vai ter que limpar o cocô do meio da sala, ou no mínimo, ter cacife pra pagar alguém que faça. E não pense que vai poder fazer isso todo dia, pois não há dinheiro que pague uma empregada para limpar cocô do meio da sala todo dia!

É a isso que me refiro. Só é livre pra fazer o que bem entende, quem tem responsabilidade para assumir as consequencias daquilo que faz. Só é livre pra fazer o que bem quer, quem respeita a liberdade do seu semelhante de não ter que aturar as suas maluquices. E é esse conceito que as pessoas não tem mais. Todo mundo quer ser respeitado na sua individualidade, mas para isso desrespeita o outro.

E é desrespeito que eu vejo nessa onda de politicamente correto que se instalou por aí. Se eu disser que não gosto de uma determinada pessoa, corro o risco de ser chamada de racista se ela for negra, de homofóbica se ela for gay, de intolerante se ela for de outra religião, corro o risco de ser linchada em praça pública ou ser presa por preconceito, quando na verdade eu não gosto dela só porque ela é fofoqueira.

Por exemplo, não acho que nenhuma das ditas "minorias" consiga ganhar respeito afrontando quem não as compreende e hostiliza, afinal isso também é hostilizar. Acho que eu só posso ter a liberdade de ser quem eu sou, se respeitar a liberdade do outro de gostar ou não de mim. Isso não dá ao outro o direito de me hostilizar ou prejudicar de qualquer forma, mas se eu fizer isso ao outro, que moral tenho pra exigir que me respeite?

E você, o que pensa sobre isso?

******************************

Mudando um pouco de assunto, o bloguito anda abandonadinho, ando com uma preguiça de postar! Isso é sintoma do meu recente surto, efeito colateral da pulso, adicionado do recente calor e muita fadiga acumulada! Ainda por cima, já estou sentindo o peso de mais um ano chegando para se somar à minha idade, sempre fico meio macambúzia quando meu aniversário se aproxima, sinal das minhas reflexões costumeiras. Mas vai passar.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...