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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Carnaval? Isso não te pertence mais!

 Quando menina adorava carnaval. Ia aos bailes no clube, no Lindóia onde eramos sócios e era pertinho lá de casa. Pulava a noite inteira e ainda tinha pique pra passar o dia na piscina do clube antes de voltar para o próximo baile. 

O clube foi uma referência para mim. Frequentei dos 6 anos (cerca de um ano depois de termos ido morar no bairro) até aproximadamente os 20 quando já levava junto meu filho.  Lá aprendi a nadar, fiz muitas amizades, vivi momentos bacanas e outros aterrorizantes que me marcaram pra sempre (assunto pra outro post), mas o melhor do clube na minha adolescência foram mesmo os bailes, principalmente os de carnaval.

Os bailes eram animados, e não haviam muitas brigas, como a maioria eram os sócios, todo mundo se conhecia ou pelo menos sabia quem era. Minha fantasia na maioria das vezes era a parte de cima do biquini e uma camiseta regata por cima, um short, pés descalços ou tênis. Nada mais simples e confortável para dançar bastante e se divertir. Minha vida era simples também, descompromissada, o que ajudava bastante na diversão.

Bons tempos aqueles! Bons tempos pelos bailes embalados por marchinhas em vez de funk, pagode ou axé. Bons tempos pelo clube que eu adorava e frequentar um clube também é algo que já não me pertence mais. Bons tempos pela energia e disposição que tinha. Quando já trabalhava, no meu último carnaval antes do meu filho nascer, pulei as 4 anoites, sendo que ainda tive que trabalhar o dia inteiro no sábado e na segunda-feira, trabalhava no comércio como atendente de crediário. Quanta disposição!

Depois que o Allyson nasceu, só me lembro de ter pulado carnaval mais uma única vez, carnaval de rua em Laguna. Mas não achei legal o carnaval de rua como achava os bailes no meu clube. Multidão, empurra-empurra, sem um lugar disponível pra sentar mais calmamente e descansar um pouquinho, gente fazendo xixi na rua... definitivamente não gostei!

Depois, o carnaval passou a ser algo muito chato que passa na tv por dias seguidos e não me dá chance de assistir mais nada. Passei a detestar. Hoje em dia, não gosto e nem desgosto. Se pudesse, gostaria de ir a um baile, num lugar fechado como um clube, que é mais seguro e se controla quem frequenta esses lugares, se bem que aqui em Cachoeira esses bailes costumam ser bem violentos. Mas olhar carnaval na tv é um legítimo porre de cana braba, daquelas que dá uma ressaca que dura uma semana!

Marido não é dado a essas coisas e a gente se acomoda com o passar do tempo. Mesmo sentindo saudades dos bailes, não consigo me imaginar em um hoje em dia, até porque nem conseguiria dançar muito por causa da fadiga e da dores que tenho na coluna. Isso definitivamente já não me pertence mais.

Quanto ao carnaval na tv, acho bonito os desfiles, as fantasias e todas aquelas cores e brilhos. Adoro ver as coreografias das comissões de frente das escolas e a alegria de quem desfila. Mas ouvir 80 minutos o mesmo samba repetidamente, vendo aquela escola interminável passar na avenida é um espetáculo que dá muito sono. Carnaval da Bahia e outros parecidos que eu vejo na tv parecem até divertidos, mas não curto muito axé.

E não me animaria a me espremer no meio daquelas multidões, acho insensato, perigoso e não deve ser muito legal ficar se acotovelando no meio do povo. Como não estou "à caça", ficar de roça-roça também não rola. Acredito que assistir o desfile das escolas de samba lá na avenida seja emocionante, mas estou a milhas de distância do Rio de Janeiro e o carnaval de rua aqui na cidade é no mínimo "sofrível", não vou sair de casa e me arriscar nas ruas da cidade em noite de carnaval pra assistir "aquilo".

Ou seja, nos próximos dias e até o desfile das campeãs que é quando a tv finalmente começa a parar de falar nesse assunto, meu humor não estará dos melhores.

E vocês, curtem ou já curtiram o carnaval?




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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Momentos

 Editado:


Dois momentos fofos esta semana:

Papai assistindo TV com a prole empoleirada

Aline dando papá pra Letícia







Não, eu não sou tão desnaturada assim, não faço as maiores dar comida à menor. Acontece que a menor é muito esganada e enquanto eu dou comida de um lado, ela cuida a comida da irmã do outro lado e como a maninha é muito generosa, deu um pouquinho do seu papá pra ela. É ou não é fofo?



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Um excelente final de semana à todos!!!




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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Amor de novela, príncipes e sapos

 Tenho acompanhado vez ou outra a reprise da novela O Clone que está passando à tarde na globo e assim como na época em que ela era novidade, observo o amor dos personagens Jade e Lucas e fico me questionando sobre esse tipo de amor, o amor de novela.

Até que ponto é válido lutar por um amor impossível? Quanto tempo perdido, quanta energia gasta, quanto sentimento desperdiçado...

Será que não é mais válido guardar esse amor idealizado e platônico na memória como uma boa lembrança para nutrir a alma em momentos em que se está triste e tentar ser feliz com o que vida lhe deu em vez de sofrer por algo que ela não dará?

Será que ao buscarem desesperadamente pela realização desse amor juvenil, não se está fechando os olhos, coração e mente para encontrar um novo amor que realmente os faça feliz?

Será que se conseguissem ficar juntos, esse amor sobreviveria às pressões do dia-á-dia, à convivência, ao passar dos anos e à descoberta de que ninguém é perfeito nem mesmo o amor da sua vida?

Família margarina
Na novela, os personagens levam vidas infelizes e amarguradas, fazendo o mesmo com a vida dos parceiros com quem se casaram e também com quem os rodeia. A insistência em alimentar a esperança nesse amor impossível faz com que sejam desleais com seus parceiros e consigo mesmos, auto sabotando a própria vida como se tivessem medo de ser feliz.

Também fui jovem, tive sonhos românticos, com castelos de contos de fadas, príncipes encantados, paixões avassaladoras e eternas, uma vida de comercial de margarina. Mas se permanecesse presa a esses sonhos, não teria me permitido beijar meu sapo e não teria visto ele se transformar dia após dia no meu príncipe, que pode até não ser encantado, mas é encantador.

É fácil amar quem está longe, numa lembrança adolescente ou apenas na nossa imaginação e por isso mesmo não pode nos decepcionar, nos machucar. Mas continuar amando aquela criatura cheia de defeitos que erra e que insiste em nos magoar sempre pelos mesmos motivos é que é ter consciência do que realmente é amor e valorizar as coisas que realmente importam nessa vida.

Porque se sabe que apesar das chatices e dos erros que comete, ele vai te fazer esquecer do mundo quando te abraçar, quando sorrir, quando fizer cavalinho no meio da casa com 3 crianças ao mesmo tempo, quando der o banho nas crianças mesmo que tenha acabado de chegar em casa após um dia exaustivo de trabalho só pra poupar a tua coluna, quando mesmo depois de você deixar queimar o almoço dele, ele te trouxer o café na cama no dia seguinte, quando ele te fizer rir até a barriga doer por causa das suas bobices porque só ele te faz rir assim...

Há 18 anos decidi para de sonhar com príncipes e castelos e beijei meu sapo. E descobri que o sapo é que era encantado e que o amor não se idealiza ou se sonha, amor se vive. Temos momentos e fases ruins, mas a maior parte do tempo somos felizes, porque de acordo com o meu próprio conceito de felicidade (como descrevi neste post aqui) ele tem distribuído muitas flores ao longo do meu caminho.
Nosso amor não é de novela, até porque a novela sempre acaba quando o amor se realiza e nunca ficamos sabendo como eles enfrentaram a falta de grana, a educação dos filhos, as doenças, a chegada da velhice, as perdas....

Desejo que ele seja capaz de me aguentar por mais alguns (muitos!) anos, e que o amor dele nunca permita que ele perceba que também tenho a pele verde e berruguenta...



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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vaidades femininas e eu

No meu casamento, maquiada
No meu último post, falei da inutilidade que os cabelos tem para mim. Quando eu mesma fui ler, achei meio agressivo. Então resolvi contar um pouco sobre a minha relação com a moda, os cosméticos e as vaidades femininas.

Sou uma mulher igual à todas as outras do universo, sou vaidosa e gosto de coisas bonitas, adoro um creminho, de estar com as unhas bem feitas, de uma roupa bacana, do cabelo arrumado, de estar bonita (pelo menos o mais perto de bonita que consigo chegar), mas não faço disso a razão da minha vida.

Sou gordinha e preciso emagrecer, mas preciso por causa da minha saúde. Já tenho 40 anos e daqui pra frente TUDO vira fator de risco para a saúde e obesidade então, nem se discute. Sei que ficarei mais bonita se perder uns quilos, que estando mais leve sentirei menos dor nas costas e articulações, que sentirei menos fadiga. Mas não tenho obsessão por emagrecer. Quero e estou emagrecendo, embora ninguém ainda perceba. Mas como diz aquela música: "Ando devagar porque já tive pressa..."

Uso batom, mas só em ocasiões especiais, em algum evento social. No dia-à-dia, simplesmente me esqueço. Não tenho o hábito e nem posso por a culpa nas crianças pois já era assim antes delas nascerem. Gosto, acho bonito, até uso, mas não faço questão. Maquiagem eu usei pouquíssimas vezes na vida, a última no meu casamento. Fiquei linda, até hoje olho as fotos e digo que estava fantasiada de gente naquele dia, mas não usaria diariamente. E os cabelos fazem parte do mesmo pacote. Minha vida requer praticidade. Cabelo curto é só lavar (uso só um pinguinho mínimo de shampoo) e secar com a toalha, passar os dedos e pronto! Já posso botar a minha cara redonda na rua!

Em síntese, sou normal, mas nem tanto. As mulheres com quem convivo pessoalmente e algumas com quem me relaciono de modo virtual falam muito nesses assuntos, tanto que eu me sinto um ser de outro planeta às vezes. Quando criança, saia para escola de calça de abrigo, camiseta, kichute e boné para horror da minha mãe. Minha avó tinha brotoejas quando me via nesses mesmos trajes. 

Kichute. Pra quem não faz idéia do que seja.

Acho que esse meu gosto (oi?) pouco ortodoxo para me vestir vem de basicamente de duas situações: A primeira é que minha mãe me enfeitava igual uma mini árvore de natal para sair. Eu era filha única, menina, ela me vestia igual a uma boneca de porcelana, cheia de rendas e babados. Eu era linda e todo mundo me parava na rua pra elogiar meus cachinhos dourados, minha roupa linda e minha boa educação, mas eu não podia brincar muito. Não brincava para não sujar ou estragar a roupa bonita, para não deixar à mostra as calcinhas (usava muito vestido) e também porque eu era uma menina muito obediente... Quando cresci um pouco e comecei a me vestir sozinha, começou a minha rebeldia contra isso. E a segunda situação vem a partir daí: como eu admirava as crianças que eram mais livres para brincar, que podiam se sentar no chão e se sujar, jogar, correr, subir em árvores, eu queria ser um menino!

Quando cheguei na adolescência essa coisa toda fez um nó na minha cabeça. Queria estar bonita e atraente para os meninos, mas acabava atraindo mais por ser moleca e me juntar à eles nas brincadeiras, por não ser tão "fresca" quanto a maioria das meninas.

Meu estilo acabou sendo a total falta de estilo. Moda para mim sempre foi aquilo em que eu me sentia confortável (saias e vestidos foram praticamente abolidos). Gosto de me sentir à vontade, não gosto de roupa que me aperte, muito menos que me machuque. Calçados então sempre foram um problema. Como meu pé é pequeno, fino e muito alto próximo ao tornozelo, sempre foi uma dificuldade encontrar sapatos, sandálias e coisas do tipo que me sirvam sem machucar. Os tênis acabaram virando meu uniforme. Depois da esclerose múltipla que me trouxe a falta de equilíbrio e muita instabilidade ao andar, eles se tornaram obrigatórios. Hoje só uso havaianas e tênis, mas para caminhar na rua, só os tênis. Para combinar com os tênis (e comigo!) uso jeans, bermuda, corsário, camiseta... 

Minha cara "básica" - Foto horrível!
Minha relação com a moda e a beleza em geral tem muito a ver com minha vida de um modo geral. Nunca tive muita grana para essas coisas, que não digo que sejam supérfluas, nem que sejam futilidades, mas eu sempre tive outras prioridades. Também nunca tive muito tempo, minha vida sempre foi muito corrida, comecei a trabalhar fora aos 13 anos de idade e aos 17 eu trabalhava, estudava e ainda tinha um filho e dois irmãos menores para ajudar a tomar conta. Minha mãe também sempre trabalhou fora, por isso ajudar em casa não era opção, era obrigação. 

Todas essas coisas influenciaram no meu "estilo" de me vestir e me arrumar. Simplesmente não dou bola para essas coisas, não dou importância, não prendem à minha atenção. Mas obviamente tenho vontade de me arrumar melhor às vezes, sinto falta de poder usar um bom e lindo sapato de salto, um batom vermelho, uma roupa mais sexy. Sou gordinha, não sou bonita, estou ficando velha, mas também tenho meus encantos e sinto falta de poder usá-los. Não para atrair ninguém, ou para me exibir por aí, mas para fazer bonito aos olhos do meu marido, para ficar diferente, com cara de comida de restaurante, se é que vocês me entendem. 

Admiro quem entende de moda, quem se veste com estilo próprio (que acho muito mais bacana que seguir moda), quem usa maquiagem, quem muda a cor e o penteado dos cabelos a cada semana... mas isso tudo, além de atitude, necessita de tempo, de paciência e de dinheiro. Como não disponho de nenhum dos três, não vou ficar queimando minha mufa com aquilo que eu não posso ter e sou feliz com aquilo que eu tenho. 

Meu estilo? Conforto, praticidade e economia.
E você, qual seu estilo? 






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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cabelos curtos + agradecimentos

Cortei os cabelos das meninas bem curtinhos. Já tinha tosado os cachos mês passado, mas agora decidi cortar bem curtinho. A escola recomeça na semana que vem, elas são 3 para lavar, secar, desembaraçar, ouvir choros e lamentos, prender... Eu mesma cortei os meus e já vou tosar mais um pouco amamnhã. Cabelo comprido pode ser mais bonito, mas o curto é mais prático. Eu nunca tive muita paciência com cabelo, não uso secador, não faço esocova nem chapinha, só vou ao salão para cortar. Detesto perder tempo com algo tão inútil pra minha vida quanto cabelo. Além do mais, cabelo cresce, é o que eu sempre digo. Minha adolescente não quer cortar os dela nem por um decreto do papa, mas eu digo que falta ousadia à ela, tem um cabelo lindo, liso como sonham a maioria das mulheres, pode fazer o que quiser com ele, mas está sempre com a mesma cara.
Tá, as meninas ficaram parecendo uns gurizinhos, mas não deixaram de ser lindas. Daqui há poucos meses o cabelo delas vai estar comprido de novo.

Olha elas aí:

Chamei pra foto, Camila agarrou a irmã pelo pescoço (abraço)

Ficaram com mais cara de traquineiras!!!


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Amei os comentários das amigas no post anterior. Me senti tão amada e querida... Obrigada à todas que comentaram aqui no blog, e também as que deixaram seus coments no twitter e FB. Cada dia que passa, adoro mais vocês!






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sábado, 19 de fevereiro de 2011

O twitter e os delírios que ele me proporciona






Uma noite dessas, entrei no twitter pelo celular como faço com frequência quando me sinto sozinha.  Geralmente fico só espiando as conversas, mas me deparei com a Calu (@ctlongo) e a Lau (@liralaudiane) falando justamente em mim. Calu brincava depois de responder a um tweet que eu tinha feito já há algum tempinho que iria iniciar uma campanha (veja a conversa aqui) pra me levar pra São Paulo porque iria adorar me conhecer pessoalmente e Lau endossava a campanha.


Fiquei maluca nessa idéia. As duas são amigas muito queridas do twitter e adoraria conhecê-las também. Além de muitas outras com quem converso quase que diariamente, trocamos idéias, fazemos desabafos, damos muitas risadas... Muitas amigas e amigos moram em São Paulo.



Já contei aqui sobre minha única viagem para lá e da vontade que sinto de retornar um dia e rever a cidade. Quero rever meus tios, minha tia mora no interior, em Tatuí com o novo marido (lembram? falei dele aqui) os vi no ano novo agora, mas gosto tanto que se tivesse chance de vê-los de novo amanhã, eu topava. Meu tio ainda mora na capital e não o vejo há muito tempo. Também tenho vontade de conhecer de verdade meus primos, a última vez que eu os vi pessoalmente, acho que não tinham mais de 7 ou 8 anos, isso já vai pra lá de 20 anos.



Conhecer pessoalmente amigos  do twitter é só mais um (ótimo) pretexto para visitar Sampa. Gente como a turma corinthiana: @hugorkut, @pekenina, @rdjuniorr, @ElaCoelho que me diverte com sua paixão futebolística, os dois primeiros, amigos queridos com quem falo desde meus primeiros tempos de twitter. Ou as meninas da @redemulheremae: @tatianapassagem, @glauciananunes e a já citada @ctlongo, sem esquecer é claro da @danuzza, maluquete querida que não faz mais parte da rede, mas faz do meu coração. Ou ainda uma coleção interminável twittmães como a fofíssima @liralaudiane, a são-paulina doente da @FabiColtri (que vai ter que ficar longe da turma corinthiana por motivos óbvios), a também mãe de meninas gêmeas @MIRZAROSE com que me identifico muito, @LiaSergia, @ligiane_castro, @Cacau_HC e tantas outras, e aqui certamente não vou colocar todas porque são muitas e algumas nem faço idéia de onde vivem, por isso pus só as que tenho certeza serem de Sampa, pois o twitter aproxima tanto as pessoas que a gente tem a sensação de viver tão perto, mas de todos os quatrocentos e tantos seguidores e seguidos que tenho lá, apenas uma meia dúzia são pessoas que realmente conheço e que vivem perto de mim.



Sei que aquela noite sonhei, devaneei, delirei com essa idéia e fiquei com esse desejo tão forte aqui dentro do peito. Pena tudo isso ser só um sonho, por enquanto muito distante de ser realizado. Mas sonhar faz bem pra alma, põe poesia na nossa vida e a minha tá precisando tanto... Por isso vou continuar sonhando, quem sabe uma hora dessas acordo lá em São Paulo?


P.S.: Na elaboração desse post, descobri que não tava seguindo a Glau (@glauciananunes) no twitter. Como assim? Não sei, jurava que já a seguia ha tempos. Por isso que não tinha com ela conversa nenhuma até ela entrar para a @redemulheremae e eu começar a devorar os posts dela lá. Glau querida, não sei o que houve, sigo teu blog há muito tempo e jurava que te seguia também no twitter, sou meio lerdinha mesmo, mas já corrigi este grave erro...





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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quem eu sou e quem eu gostaria de ser

Acho que esse post vai ser um daqueles em que vou falar, falar e não dizer nada, mas vamos lá, vou tentar me explicar.

Tenho pensado muito sobre isso. Existe uma pessoa que é a idealizada por mim. É feita dos meus pensamentos, dos meus sentimentos mais fortes, dos meus desejos mais profundos. E existe a pessoa que eu mostro, que na essência é a mesma, mas se comporta diferente da maneira que gostaria.

Eu mostro aqui no blog, com as minhas reflexões e ponderações, uma pessoa equilibrada, ponderada, bem educada, carinhosa e gentil. E eu sou assim mesmo, mas não sou assim o tempo todo, ultimamente tenho sido pouco assim na minha vida real, no meu dia-à-dia.

Pareço uma pessoa egoísta, mas não sou, sou até muito generosa, mas sou individualista. Mas não é a mesma coisa? Não, não é. Não gosto que mexam no que é meu. Mas é só me pedir, e o que é meu pode ser seu num piscar de olhos (menos o marido, que fique bem claro). Divido as minhas coisas sem muito esforço, desde que não invadam abruptamente o meu espaço, se bater na porta, tá liberado, pode entrar!

Quero e tento ser perfeita, mas nem sempre consigo
Gosto de fazer as coisas a minha maneira, do meu jeitinho. Isso não significa que não consiga trabalhar em equipe, mas acredito que um bom trabalho em equipe é quando se divide uma determinada tarefa em outras menores, cada um faz a sua parte que depois se soma à parte do outro. Não consigo conceber trabalho em equipe onde todo mundo faz a mesma coisa ao mesmo tempo, acho confuso e contra producente. Lavar a louça num almoço de família por exemplo. Tem duzentas mulheres na cozinha e todas querem ficar em volta da pia fazendo a mesma coisa. Eu detesto lavar louça, já tem um monte de mulher lá, pra que vou me meter? Pego a vassoura e vou varrer, ajudo a recolher os copos espalhados pela casa ou outra coisa qualquer que ajude. Lidar na cozinha com alguém em volta ma alcançando as coisas sem que eu peça, acho irritante e em vez de me ajudar, me atrapalha.

Eu muitas vezes quero fazer algo sozinha pelo prazer de fazer sozinha, não quero ser ajudada, porque não preciso ou porque simplesmente não quero e se alguém insiste, me irrita, me azeda e invariavelmente me atrapalha. Por isso não sou o tipo de pessoa que está sempre disponível para ajudar os outros, ou melhor, estou, mas espero que a pessoa demonstre querer ser ajudada.


Também não sou equilibrada, centrada e calminha como pressupõem meus posts. Sou ciumenta, ansiosa, mau humorada e às vezes histérica. Grito, dou piti, resmungo, sou ranzinza, chata, fico sensível a qualquer palavrinha mais atravessada que me dizem, sou desconfiada, choro à toa...Mas isso é quando não estou bem, quando estou cansada, com dor ou sendo privada da atenção do marido. Tá, sou chata mesmo, mas é tão fácil me deixar feliz...




Eu não sou uma pessoa diferente daquilo que eu falo. O que eu falo é o que eu penso, é como eu gostaria de ser, como tento me portar, é o ideal que busco em mim diariamente, mas o que sou não é exatamente assim. Sou mentirosa? Falsa? Fake? Não, sou humana, como você que está lendo esse post. Busco ser melhor, tento me aproximar cada vez mais dessa pessoa ideal, que mora em mim, mas não se manifesta em todas as ocasiões.

Mas se eu busco ser melhor, aproximar a minha pessoa real daquela que eu idealizo, minhas atitudes dos meus pensamentos, um dia quem sabe eu seja uma pessoa única e próxima da perfeição.








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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A internet e a colcha de crochê

Tenho tido pouquíssimo tempo pra Internet e o tempo que tenho é de concentração quase zero pois tenho que ficar com um olho no peixe e outro no gato (ou seja, cuidar das crianças) e não posso me dar ao luxo de ficar muito tempo absorta em leituras ou escritas, por isso o blog anda tão abandonadinho.

Hoje pensando em algum assunto para escrever aqui, passei algum tempo no twitter, jogando conversa fora e procurando inspiração. Me ocorreu que algumas pessoas com quem conversava diariamente já nem tenho mais notícias, outras pessoas novas se chegaram, e algumas continuam lá desde sempre. 

Ainda me surpreendo com o poder de alcance da Internet. Não por ser alienada, já uso Internet há vários anos e sei que qualquer coisa aqui pode chegar do outro lado do mundo, mas me surpreende o fato de mesmo nesse mundão sem fronteiras, formarem-se círculos.
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Fico admirada por ver que tenho seguidores aqui no blog e que comentam com frequência que moram em lugares distantes. Tenho leitores que moram em Portugal, Japão,Grécia, Austrália, Tailândia... Fora aqueles lugares que aparecem todos os dias nas estatísticas mas não sei quem são pois não deixam comentários como São Tomé, Cabo Verde, EUA, Canadá, Nova Zelândia...

É claro que são brasileiros que moram nesses lugares e lêem meu blog, mas é tão impressionante saber que o que eu escrevo aqui chega até o outro lado do mundo em questão de segundos e atinge muitas pessoas que nasceram aqui, muitas no Rio Grande do Sul, o que reforça uma tese que eu tenho de que a gente procura por quem é minimamente parecido conosco.


Pois cada vez que descubro um blog novo, quando vou ver seus seguidores ou ler nos comentários, acho sempre alguém que eu já sigo em outro blog, ou que comenta com frequência no meu. Ou seja, o mundão da Internet funciona exatamente como o nosso velho mundo real: eu conheço você, que tem uma amiga que é irmã de outra pessoa que tem um amigo que conhece outro amigo que também me conhece...

No início estamos assim, próximos...
Moro numa cidade pequena e digo sempre que a cidade é uma rosca. Você dá uma volta e encontra algum conhecido, e não se atreva a fazer fofoca porque a pessoa para quem você vai falar certamente conhece alguém que é primo do vizinho desse outro alguém de quem você ia falar.

E na Internet também é assim. Formam-se círculos de amizade, seja no twitter ou na blogosfera propriamente dita, vamos atrás das referências dos conhecidos quando buscamos coisas novas. E por mais que acreditamos andar longe de casa, sempre encontramos alguém pelo caminho.

E como na vida da gente, essas amizades também tem ciclos. A gente se liga a alguém por ter interesses em comum, mas com o passar do tempo e com as mudanças em nossas vidas e nas dos outros, os interesses vão mudando e a gente vai se desligando um pouco de uns e se ligando mais em outros.


Mas mesmo sendo essas amizades com pessoas desconhecidas, das quais sabemos só o que elas mesmas nos informam, criamos laços e quando a convivência diminui fica uma tristeza, um vazio. São amizades verdadeiras criadas a partir de interesses em comum, em gostos, em atitudes, em pensamentos parecidos.

Nos últimos 3 anos essas amizades tem sido mais reais para mim do que qualquer outra, tenho mais contato com meus amigos na Internet que consigo ter com meus amigos de carne e osso. Sei que isso é uma fase e que logo isso vai mudar de novo e que perderei de vista muitos amigos queridos do mundo virtual, mas ganharei outros, virtuais e reais. São ciclos...
...depois vamos ficando mais distantes, mas ainda fazemos parte de um todo.


Como numa imensa colcha de crochê, estamos todos ligados de alguma forma, uns bem próximos, outros mais distantes, mas somos parte da mesma colcha. A cada novo ciclo, vamos ficando mais longe de alguns, mais próximos de outros, mas continuamos a fazer parte da mesma colcha. Estamos ligados para sempre pelos fios tecidos pela amizade.





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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Notícias, novidades, expectativas e etc

Linda minha filha, né?
Como vocês sabem, a Yasmin fez 15 anos no último sábado (leram o post que fiz pra ela?). Não fizemos festa, só um almoço com toda (ou quase) a família. Os dindos dela vieram de Passo Fundo especialmente para a ocasião. Tios e primos reunidos, ganhou alguns presentes, tava feliz.


Mas as amigas bolaram um jeitinho de ela ter a festa de 15 anos dela. Fizeram vaquinha, alugaram um salãozinho, cada um trouxe um refri, umas fizeram salgadinhos, outras docinhos, eu fiz uma nêga-maluca e fizeram uma festa surpresa pra ela. A princípio ela ficou braba, pois não sabia de nada e foi pega totalmente de surpresa, mas depois se emocionou e chorou muito com as amigas.

 


Um pai feio, uma mãe horrorosa e uma filha linda. Como pode?
Eu fiquei muito emocionada, pois tenho a real dimensão do que as amigas fizeram por ela. São todas meninas, preocupadas com suas próprias festas de 15 anos, mas acharam um tempinho e um jeito de homenagear a amiga. A Yasmin é querida por todos. Não é por ser minha filha, mas ela é muito doce e meiga, todo mundo adora ela.



Mas temos novidades com as crianças também: Aline e Camila finalmente largaram as fraldas! Ainda estão usando à noite, pra dormir, mas logo vou começar a tirar estas também. Foi bem difícil no início, pareciam cachorrinho novo, deixando seu rastro pela casa. Uma fazia xixi num canto, logo a outra ia lá e fazia também, no mesmo canto, igual cachorrinho mesmo, marcando território. Um saco! Mas aos poucos foram aceitando o peniquinho e acertando DENTRO dele seus xixizinhos. No início da semana recebemos a visita da Cíntia, uma amiga querida que foi morar por dois anos no nordeste por conta do trabalho do marido, Alex, que é militar. Agora eles voltaram pro sul, pra Santa Maria que é aqui pertinho e vieram nos visitar. Eles tem um menino, Eduardo, de 3 anos e brincaram muito com ele, adoraram a companhia, ficaram encantadas. E elas foram espiá-lo quando foi ao banheiro. Pronto. Foi o que bastou para não quererem mais usar o penico, agora usam o vaso sanitário direto, como mocinhas que já são. Santo Dudu!

A Letícia também teve progressos. Depois de aprender a engatinhar (como contei aqui) agora ela já levanta de pé sozinha, agarrada às grades do berço ou outro lugar. Foi no domingo, vi ela no berço de joelhos e agarrada às grades, depois colocou um pé no colchão e fez pose de quem ia se levantar. Fui lá e ajudei ela a ficar de pé. Deu um sorrisão, mas depois se sentou e me olhou com aquela cara de quem diz: "quando eu quiser ficar de pé, eu vou ficar de pé." Ta bom, pensei eu, vou deixar você em paz. Saí e fui pro meu quarto, mas ao sair do quarto, olhei pra lá e vi o exato instante em que ela levantava e ficava em pé sozinha pela primeira vez. Fiz uma gritaria! Chamei o papai, as maninhas também gritavam: "a Letícia está em pé!" Foi uma festa. Logo estará caminhando, com a graça de Deus!

As expectativas agora são com o recomeço da escola, daqui há duas semanas. Estou ansiosa, querendo ver como vão se comportar esse ano, sabendo que em tão pouco tempo desde o fim das aulas no ano passado, tanta coisa já mudou.
Espero que elas se acertem bem com a escola este ano e que o tempo ajude, porque o ano passado o inverno foi muito rigoroso e sofremos bastante com os dodóis delas. Acho que este ano vão estar mais fortes e sofreremos menos, se Deus quiser!

Ontem estive em Porto Alegre para exames, e como sempre, fiquei muito cansada com a viagem. Hoje estou que é só o bagaço. Mas fui gentilmente acordada assim:

Um ninho de mafagafos...


Bom, as notícias eram essas. Bom final de semana à todos!!!




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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Minha dinda

Já escrevi muito aqui sobre minhas tias, mas propositadamente deixei meio de lado minha tia/madrinha por dois motivos claros: 
1) queria escrever um post SÓ para ela; 
2) queria escrever algo que estivesse à altura da mulher que ela é. 
Bom, equacionada a primeira questão, aqui estou eu escrevendo sobre ela. Quanto à segunda, me convenci de que nada que eu seja capaz de dizer, irá descrevê-la como merece, então vou fazer o melhor que posso e ela que me perdoe que o meu talento como escritora não alcance o tamanho dos meus sentimentos.

Amamnhã é o aniversário dela e achei que a ocasião era propícia para homenagens. Oficialmente ela já está na "3ª idade" (acho esse termo horrível), mas ela tem um espírito tão forte, uma alma nobre e uma vontade que ainda não abandonaram a juventude.

É uma mulher admirável. Sempre tive muito respeito por ela. Das tias, irmãs do meu pai, ela é a mais velha, enquanto as outras duas eram meninas, mocinhas quando eu nasci, ela já era mulher feita, formada e já independente. Por isso minha identificação maior com as outras duas, que eram mais molecas e brincavam comigo, enquanto ela me doutrinava e educava. Era mais dura, muito parecida com minha vó, tanto físicamente quanto no espírito e no jeito.


Era ela quem me levava aos passeios, me comprava coisas, me fazia as vontades, me levava ao seu trabalho e me deixava brincar na máquina de escrever (jurássica eu hein?) e fingir que era sua secretária, mas também era ela quem ralhava comigo, me mandava escovar os dentes, mastigar de boca fechada...

Sempre foi muito presente na minha vida, estava sempre lá quando precisávamos dela e quando não precisávamos também. E é assim até hoje.

Com a minha mudança para o interior, nos afastamos um pouco, perdemos o contato, mas sempre procurávamos saber uma da outra através do meu pai que sempre tratou de "distribuir" as notícias. Quando eu e meu marido decidimos realizar nosso casamento, depois de 12 anos de união, ela veio, claro, e a partir daí reiniciamos uma aproximação que só tem se intensificado de lá para cá.



Enquanto as gêmeas estiveram na UTI eu "morei" na casa dela por longos 50 dias. Ela me buscava no hospital todas as noites quando eu deixava a UTI para descansar um pouco e voltar na manhã seguinte, esperando meus bebês crescerem e ficarem bem para ir embora. Na gestação das gêmeas, e também na da Letícia, pela preocupação com a minha doença e todo o cansaço e desconforto gerado por uma gravidez, ela se prontificou a me buscar no hospital ao término das consultas (e eram muitas) e me levar pra casa dela, para que eu pudesse esticar o esqueleto e descansar um pouco enquanto aguardava o horário de ir embora. 
Ela ainda faz isso quando viajo em companhia das crianças, sai do trabalho (sim, ela ainda trabalha mesmo estando aposentada há anos), vai até o hospital, nos carrega pra casa e depois nos leva de volta na hora do retorno. Muda toda a sua rotina, atravessa a cidade, nos dá almoço e a possibilidade de descansar com conforto e segurança, aguenta a bagunça das crianças numa boa e ainda nos dá atenção e carinho.

Mas o que faz dela uma pessoa admirável não é tudo isso que ela faz por mim sem pedir retribuição. É como ela é, sua postura diante da vida que me causa admiração. Ela sempre foi moderna, arrojada. Empresária, sempre foi independente, dona do próprio nariz e orgulhosa disso. De tudo o que já fez na vida, sua obra prima sem dúvida é a filha mais velha, Daniela, tão generosa e amável quanto ela, acrescida de doses cavalares de doçura.

Agora ela está tratando (e vencendo!) um câncer que teve a ousadia de desafiá-la. Ela tem enfrentado este intruso com muita altivez e coragem. Se abateu, claro, em alguns momentos, sentiu-se cansada, mas mais em função dos efeitos da quimio que sabe-se é um tratamento muito duro e difícil. Mas nunca a vi reclamar, nunca percebi nela nenhum sinal de covardia, de esmorecimento. Continuou trabalhando e manteve o mais que pode sua rotina normal.

Ganhou uma neta, a Rafaella filha do Rafael, o filho mais novo e junto com ela mais energia e vontade de viver. É nítida a injeção de ânimo que essa criança deu à ela.

É forte, amável, prática, determinada, generosa, caridosa, embora se revista de uma casca dura é molinha por dentro, cheia de bons sentimentos e amorosa com os seus.

Todas essas coisa fazem dela um exemplo pra mim. Teria muitas coisas ainda pra falar sobre ela, mas aí não seria mais um post e sim, um livro!

Encerro dizendo que tenho por ela um amor imenso e muita, mas muita admiração que só fazem aumentar.

Feliz aniversário Dinda! Que eu possa viver muito para poder dizer-te à cada dia o tanto que te amo!






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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SUS de Cachoeira no Jornal do Almoço

Hoje no Jornal do Almoço, programa local da RBS Tv que passa no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, saiu uma reportagem falando sobre o pronto atendimento do SUS aqui em Cachoeira do Sul. A reportagem fala específicamente sobre a precariedade do posto, faltando falar sobre a precariedade do atendimento em si. Então falo eu.

Os funcionários até se esforçam, se forem tratados com educação e respeito, também tratam à todos com educação e respeito, mas o atendimento é no mínimo tosco. É sempre cheio de gente, um único médico atende à todos. Não tem um pediatra no posto, as crianças são atendidas por clínico geral. A triagem só serve para dar (alguma) prioridade para quem necessita de atendimento com mais urgência, mas não há uma área de isolamento para quem esteja com suspeita de doença contagiosa. Por exemplo: em pleno surto de catapora na cidade, fui ao posto com minha pequena e fiquei sentada ao lado de uma criança com suspeita da doença. Alguns médicos atendem com total preguiça a falta de vontade que chega a ser repugnante. Médico com jaleco sujo (imundo), unhas grandes e sujas, cara de sono e arrastando as chinelas em plena luz do dia é comum por ali. Não é querer julgar pela aparência, o médico em questão até é um bom médico, mas acho que medicina e falta de higiene pessoal são duas coisas que não combinam.

Espera-se por horas por um atendimento de 5 minutos (se tanto) e o médico na maioria das vezes nem olha pra cara do paciente. Na maioria das vezes querem que a gente mesmo dê o diagnóstico, eles escrevem uma receita e mandam embora. Se o atendimento no posto médico, com consulta marcada ainda fosse melhor do que isso não era nada, mas não é. Depois ainda falam em medicina preventiva, fazem campanha na tv para as pessoas procurarem um médico ao menor sinal de algum problema e NUNCA se auto-medicar. Mas não explicam como a gente faz isso num lugar como esse.

Esse papo todo não vai mudar em nada a situação do atendimento por aqui, mas ilustra a situação para quem não conhece. Como falei neste post AQUI, o SUS até funciona, mas é preciso que se dê à ele um mínimo de estrutura para ser eficaz.

Abaixo reproduzo o vídeo do 3º bloco do programa onde a reportagem foi exibida. É o bloco inteiro, pois não consegui descobrir como colocar só a reportagem, mas arrastem a barrinha até mais ou menos os 50 segundos de exibição que é quando começa a reportagem.

Aliado à tudo o que falei, ainda tem mais isso que a reportagem mostra. 









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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sobre o lixo

Assistindo ontem ao Fantástico, fiquei horrorizada com a quantidade de lixo retirada das praias. Na verdade  fiquei horrorizada em saber como locais públicos frequentados por pessoas que tem dinheiro (e com isso pressupõe-se educação) sejam tão desrespeitados assim.

Veja bem, a reportagem mostrou praias bem frequentadas, locais turísticos e portanto frequentado por pessoas que viajam para aqueles lugares especialmente para conhecê-los ou porque já os conhecem e gostam muito e essas pessoas chegam lá e despejam todo o seu lixo no chão! 

Aí eu me pergunto: Será que elas jogam as guimbas dos cigarros que fumam no chão da sua casa? Será que ao comer um sorvete elas pegam o pote e jogam no meio da sala? É possível que sim por terem empregados para recolher sua bagunça e limpar sua sujeira, mas mesmo assim é  cúmulo da falta de educação, não acham?

Eu como uma balinha que me deram de troco no supermercado e caminho até em casa com o papelzinho melado na mão para colocar no lixo, ou coloco dentro da bolsa. Não acho que seja difícil ou humilhante carregar um papel na mão ou colocar num cantinho da bolsa para colocar no lixo de casa ou numa lixeira quando encontrar uma. Porque todo mundo não faz a mesma coisa?

Quando viajo, normalemnte faço lanche (passo o dia todo fora, em algum momento preciso comer) e se carrego meu lanche para o ônibus ele vai dentro de uma sacolinha. Pois bem, eu como e as embalagens, copos, garrafas, guardanapos e etc vão tudo pra essa sacola que depois eu amarro e coloco num cantinho onde não me atrapalhe. E lá na frente do ônibus, pertinho da porta de saída, tem uma lixeira. Já aconteceu de eu descer do ônibus e esquecer a sacolinha no banco, principalmente quando estamos com as crianças e carregados de mochilas e sacolas, mas certamente é mais fácil ao motorista recolher uma sacolinha fechada deixada no banco do que um monte de papel, copos, garrafas e latas espalhadas no chão embaixo dos bancos.

E ao termos esse tipo de atitude, nossos filhos estão nos vendo e certamente irão nos copiar. Não é preciso ensinar à eles o que é certo, eles aprendem com os nossos exemplos. Lugar de lixo, é no lixo. Ver lixo nas calçadas, nas praias, nos rios é vergonhoso pois demonstra o quanto nosso povo é mal educado e burro. Sim, burro. Pois esse mesmo lixo vai voltar todo pra dentro das nossas casas na primeira chuva forte, pois entope boeiros que não permitem que a água escoe, as ruas enchem e a água suja e contaminada pelo lixo invade as casas e causa destruição.

Boa parte das destruições e tragédias provocadas pelas chuvas são causadas pelas forças da natureza. Contra essas, pouco podemos. Mas uma boa parte é causada pela nossa flata de educação e descaso. Por acharmos que o que é publico não é de ninguém quando na verdade é de todo mundo. Sinto a mesma indignação quando vejo um telefone público quebrado (coisa muito fácil de se encontrar) pois as pessoas quebram e estragam achando que o prejuízo será da companhia telefônica ou da prefeitura que são órgãos que lidam com muito dinheiro. Mas isso é burrice pois quem sofre com o prejuízo somos todos nós, que ficamos sem um telefone para uma situação de emergência e ainda iremos pagar o prejuízo com nossas contas de telefone particular cada vez mais altas para repor as perdas com a depredação do patrimônio da empresa.

Tem uma historinha que conta que durante um incêndio em uma floresta todos os bichos trataram de correr o mais rápido possível para longe, no intuito de salvarem suas vidas. Foi quando passaram por um minúsculo beija-flor voando no sentido contrário e perguntaram-lhe se não havia percebido que a floresta estava em chamas e que deveria correr para o outro lado a fim de salvar-se. Ele com pressa respondeu que estava levando no seu bico uma gotinha de água para ajudar a apagar o incêndio. Os outros bichos riram-se dele e disseram que não adiantaria nada,pois ele era muito pequeno e uma gota só de água não faria a amenor diferença naquele incêndio tão grande. Calmamente ele olhou-os e disse: "Mas eu estou fazendo a MINHA parte."
 
Se cada um fizesse a sua parte, tudo seria mais fácil. Alguns podem fazer mais, outros menos, não importa. Se cada um fizer o pouquinho que pode já diminui muito o problema. Com menos lixo para ser retirado das ruas a prefeitura pode direcionar recursos financeiros e humanos para outras áreas. Com menos lixo nas ruas, praças, praias a cidade fica mais bonita, mais agradável e corre menos risco de alagamentos, perdas materiais e tragédias por causa as chuvas.



É tão fácil contribuir. É só querer.




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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Yasmin - 15 anos

Seu nome me foi dito num sonho quando ela era pouco mais que uma sementinha no meu ventre. Foi o primeiro sinal que tive de que ela seria especial. Muitos outros surgiram ao longo desses 15 anos.

Temos uma convivência estranha: amo essa minha filha com toda a força do meu coração, vejo nela muito de mim, somos amigas, companheiras. Mas ao mesmo tempo vivemos nos estranhando. Talvez seja uma reedição da minha convivência com minha mãe a quem amo com ardor, mas que é difícil a gente se aguentar por muito tempo. Embora eu queira fazer tudo diferente, acabo fazendo tudo muito igual, talvez porque o que é certo é certo, quer a gente goste ou não.

Mas apesar da sua rebeldia, das suas convenientes crises de "esquecimento", de contestar minha autoridade e de adorar me provocar ciúmes me jogando na cara (e rindo muito) todo o amor que o pai sente por ela e todas as regalias e ousadias que esse amor lhe permite, ela é doce, meiga, inteligente, generosa, solidária, amiga e muitos outros adjetivos do tipo.

Assim como o significado do seu nome (Yasmin = flor branca) ela era uma florzinha, linda, cheirosa, delicada e branquinha quando a peguei nos braços pela primeira vez e a pus no meu peito. Mamou até os 9 meses, e teria mamado mais se o pediatra tivesse me orientado direito quando ela não quis aceitar outros alimentos e   ele me recomendou suspender o peito.

Como quase toda mãe que espera seu 2º filho, tinha medo de não sentir por ela tanto amor quanto sentia pelo primeiro. Bobagens de mãe, porque meu coração quase parou de susto quando percebi que amor de mãe se multiplica igual gremlins e que o coração de uma mãe pode armazenar e distribuir tanto, mais tanto amor...



Sei que ela vai odiar cada foto que está aqui, mas eu acho todas lindas ou divertidas. É o olhar da mãe.

Ela fez parte do início de uma nova vida, a que decidi construir ao lado do pai dela, o amor da minha vida, e foi esse amor que não coube em nós, e por isso ela veio para nossas vidas, enchendo ela de bençãos e coisas boas.

Sua meiguice, doçura e lealdade sempre foram armas poderosas, consegue extrair de nós quase tudo o que quer. É claro que tem defeitos, muitos defeitos. Alguns são próprios da idade e desaparecerão com o amadurecimento, mas os outros perdem a importância diante das qualidades que possui, e do imenso amor que sentimos por ela.

Ela está fazendo 15 anos amanhã. Oficialmente, perante a sociedade, deixa de ser uma menina para se tornar uma mulher. Aquele bebê branquinho de bochechas redondas e rosadas cresceu e se tornou uma linda moça, que só não é mais linda, por não ter consciência de sua própria beleza. Mas ela ainda é minha menininha, aquela que sempre foi minha companheirinha, que passeava de mãos dadas comigo e ia junto onde quer que eu fosse.

Queria dizer tanta coisa pra ela, mas só consigo pensar no amor que tenho por ela e no orgulho que sinto ao vê-la crescida e tão linda, experimentando seus primeiros amores, suas primeiras dores, pensando no futuro, na profissão que irá escolher, em trabalhar, em ser independente... logo ela que sempre foi tão dependente de mim!

Filha, desejo que Deus te dê em dobro todas as bençãos que trouxeste para nossas vidas, te conceda saúde e paz, amor e sucesso. Que tua vida seja longa e feliz, que realizes todos os teus sonhos e que não percas nunca a tua doçura.

Eu, teu pai, teu irmão e tuas maninhas te amamos muito. Nossa vida não teria sentido se você não existisse!!!

Feliz Aniversário!!!
 





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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

40 graus

Editado em 20/10/2011


Depois de receber um comentário dizendo onde encontrar o vídeo, resolvi editar o post e colocar aqui o vídeo da música em questão. É bem anos 80 e até divertida! Assista!









Nesses dias de calor sufocante, lembro sempre dessa musiquinha. Brega pra mais de metro, antiguérrima, lá de  mil e novecentos e guaraná de rolha, foi da trilha sonora de alguma novela dos anos 80, não me perguntem qual. 

Lembro ainda de uma cena de um casamento e numa escadaria de igreja (ou coreto), dois personagens loucos pra dar aquele pega um no outro e essa música fazendo  fundo. 

Procurei durante horas por um vídeo ou clipe de som e simplesmente não encontrei. Nem mesmo uma "fotinha" dos intérpretes. Mas coloco aqui a letra da música, de gosto bem duvidoso, mas que tem enchido a minha paciência com sua tênue lembrança nestes dias tão quentes.


 

40 Graus

Sionara E Valmir

Que calor de louco eu sinto, já não posso aguentar
Quando estou ao seu lado, o calor me sufoca
Eu só quero te amar
São 40 graus e sinto, que eu vou desmaiar
Nem a sombra adianta, você do meu lado
Eu só penso em te amar

Que calor de louco eu sinto, já não posso aguentar
Quando estou ao seu lado, o calor me sufoca
Eu só quero te amar
São 40 graus e sinto, que eu vou desmaiar
Nem a sombra adianta, você do meu lado
Eu só penso em te amar

À 40 graus está também meu coração
Quando eu te vejo, tenho essa sensação
E como um delírio sinto você me beijar
É coisa de louco e louca eu fico só de olhar
 
Que calor de louco eu sinto, já não posso aguentar
Quando estou ao seu lado, o calor me sufoca
Eu só quero te amar
São 40 graus e sinto, que eu vou desmaiar
Nem a sombra adianta, você do meu lado
Eu só penso em te amar

À 40 graus está também meu coração
Quando eu te vejo, tenho essa sensação
Mas já não importa, posso até sentir calor
Nada é importante, eu só quero seu amor
À 40 graus.....

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