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terça-feira, 31 de maio de 2011

Ciumenta! Pára de ser tão ciumenta...

Eu sou ciumenta. Não sou patológica, nem represento risco, mas tenho ciúmes sim. Do marido, dos filhos, do cachorro, dos amigos, das minhas coisinhas... de tudo! Mas certamente não sou a única ciumenta por aqui. Talvez eu seja a mais passional, a que demonstra mais claramente o seu ciume, mas todos aqui em casa são ciumentos. 

Isso às vezes gera situações engraçadas. As crianças por exemplo, não demonstram na convivência entre elas terem ciumes uma da outra. Brigam pelos brinquedos e por coisas que não fazem muito sentido, mas na maior parte do tempo brincam juntas, se ajudam, cuidam umas das outras. É lindo ver a preocupação e o cuidado que as "grandes" tem com a mais nova, que se aproveita bem disso, porque não é boba nem nada.

Mas basta eu entrar na roda para o ciúme aparecer. Se uma delas se sentar próxima de mim, logo aparece outra e se senta ainda mais perto e a terceira já se atira no meu colo. Aí é guerra! Uma começa a empurrar a outra, numa disputa acirrada pelo colinho da mamãe. Eu me sinto a última bolachinha do pacote! Não estimulo, mas acho gracioso. A coisa só perde a graça quando fica demais e elas se agridem. Aí tem que parar tudo, tirar todo mundo do colo e dar uns paratiquieto geral.

Outra coisa é quando o marido chega perto de mim. Ela já quase não chega, nossa intimidade, sempre furtiva como se fosse proibida, está restrita às madrugadas, mas se ele me abraça ou me beija, logo aparece alguém para se enfiar no meio ou choramingar para nos separar e isso nem é exclusividade das pequenas, já que é a grandona a mais ciumenta nesse caso. Volta e meia ela ainda pede pra dormir na nossa cama. Claro que eu boto pra correr né!

Em geral o ciúmes aqui nos rende mais diversão que problemas, mas às vezes rola algum estresse também porque ninguém é de ferro. Mas e vocês, como administram os ciúmes?




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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Televisão

Sou do tempo da TV à lenha. Tínhamos uma TV p&b enorme, caixa de madeira, com um tubo de imagem imenso e enormes válvulas que precisavam "esquentar" antes que a TV ligasse de verdade.

Sempre gostei de assistir televisão. Quando criança, lá pelos meus 3 anos de idade, costumava ficar alguns momentos sozinha em casa. Não gente, minha mãe não me abandonava pra dançar funk não! Pra não me acordar cedo quando ela e o pai saíam pra trabalhar, ela deixava a chave com uma vizinha (Dita querida, que saudades!) e eu ficava dormindo. Quando acordava, ia até a cozinha e pegava minha mamadeira que ficava pronta em cima da mesa e me sentava na sala à espera da vizinha. Até que aprendi a ligar a TV que me fazia companhia até ela chegar.

Tenho na minha memória programas como vila sésamo, TV globinho, muppet's show, desenhos animados da Disney e Hanna Barbera. Mais tarde, meu encantamento com a TV era suprido com a sessão da tarde, onde assisti muitos filmes de Chaplin, Gordo e o Magro, Os três patetas, Jerry Lewis além dos filmes da Disney que passavam aos domingos num programa chamado Disneylandia. Também gostava do Domingo no Parque, parte infantil do programa do Sílvio Santos e dei boas risadas com Os Trapalhões e curtia o Cassino do Chacrinha. Houve uma época em que passavam séries como Chips, Casal 20, Ilha da Fantasia, Profissão Perigo, (MacGyver) entre tantos outros.

Minhas filhas não assistem muita TV, mas olham diariamente Dvd's com filmes de animação infantis que elas adoram, no meu tempo de criança não tinha disso. Ao contrário de muitos pais que simplesmente proíbem os filhos de ver televisão, eu prefiro que se for para assistirem, que seja junto comigo, assim posso ir explicando o que daquilo tudo que estão vendo é certo ou errado.

Continuo gostando muito de assistir TV, embora não exista hoje  nenhum programa que eu goste muito, e nenhum que consiga assistir inteiro por causa das crianças, mas a TV continua a me fazer companhia, gosto de ouvir o barulho dela quando estou em casa.

E vocês, qual sua relação com a TV? Como fazem com as crianças?





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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Meu primeiro emprego

Trabalhar sempre foi muito importante pra mim. Sempre quis ser independente, ter meu próprio dinheiro, ser dona do meu nariz. Comecei a trabalhar aos 13 anos de idade, numa creche cuja dona era conhecida de uma prima de minha mãe (bem assim mesmo). Trabalhava muito meio turno e ganhava meia dúzia de caraminguá furado. Mas foi só aos 15 que consegui meu primeiro emprego de carteira assinada.

Primeiro precisava fazer minha carteira profissional e para isso precisava de autorização da mãe. Como ela não queria mais que eu trabalhasse, coloquei o papel da autorização por entre provas da escola e fiz ela assinar sem saber. Depois peguei a carteira de identidade civil dela que ficava guardada em uma gaveta (ela usava a do COREN) e fui até o Sine fazer minha carteira.

Com a carteira na mão, comecei a procurar emprego. Me lembro direitinho do dia em que fui lá no Supermercado Real (hoje tem outro nome) no Shopping Iguatemi e perguntei para o gerente, Sr. Cláudio se tinha emprego pra mim. Ele me perguntou duas coisas: que idade eu tinha (aos 15 eu tinha cara de 10) e se minha mãe sabia que eu tava lá. A idade eu disse cheia de orgulho, mas sobre a mãe, menti descaradamente. Ele tinha uma cara engraçada, com ar de deboche, sempre me dava nervoso falar com ele. 

Ele disse que tinha uma vaga para empacotadora, me encaminhou para um treinamento. Sim, naquela época, empacotadores de supermercado tinham treinamento para fazer pacotes. Era algo cheio de ciência, nada parecido com esse jogar de mercadorias dentro da sacola que existe hoje em dia, isso nos mercados em que ainda existem empacotadores.

Com o treinamento de uma semana concluído, faltava só assinar o contrato e começar a trabalhar. Aí é que fui contar em casa que já tinha arrumado emprego. Foi um bafafá, mas no final eles entenderam que eu queria comprar minhas coisinhas, ir nas minhas festinhas e sabia que eles não tinham condições de me dar dinheiro sempre que eu queria.

Foi assim que arrumei o meu primeiro emprego. Hoje em dia, em que estou há tanto tempo sem poder trabalhar, buscando a minha aposentadoria, que no meu caso é um processo longo e doloroso, lembrar dessas coisas me faz tão bem...

E vocês, como é sua relação com o trabalho? Ainda lembram do primeiro emprego?







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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia Mundial da Esclerose Múltipla

Clique na imagem para ampliá-la
Hoje é o dia mundial da esclerose múltipla. 
Esse dia serve para esclarecer as pessoas sobre o assunto e também para divulgar ações para promover o bem estar e a integração dos pacientes.

Este ano o tema é A Esclerose Múltipla e o trabalho, conforme falei aqui

Fica aqui o meu registro sobre esse dia tão importante para nós portadores e um pedido: para que leiam as informações contidas aqui, se informem e divulguem.

Obrigada



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terça-feira, 24 de maio de 2011

Diabetes gestacional

Já falei um pouco aqui das desventuras da minha gestação da Letícia, principalmente por conta de uma DMG (Diabete Mellitus Gestacional), mas percebo que se dá pouca ou nenhuma importância à essa doença, que foi tratada com desdém por um dos médicos que me atendeu.

Também tive DMG na gestação das gêmeas, mas elas nasceram pouco tempo depois do diagnóstico e acabei não fazendo nenhum tratamento, em parte pelo desdém do médico que me atendia na ocasião. Em primeiro lugar ele se recusou a me solicitar um exame de curva glicêmica, indicado pelos médicos que me atendiam em Porto Alegre por minha gestação ser gemelar e minha idade acima de 35 anos, fatores que aumentavam o risco da diabetes. O argumento que ele usou é de que meu último exame tinha dado bom, mas o último exame foi só de glicemia em jejum, que no meu caso geralmente era boa.

Depois que eu fiz o exame por conta própria e foi detectado um aumento significativo da glicemia pós ingestão de glicose (curva glicêmica) ele me disse que eu só precisava fechar a boca.

Na segunda ocasião, na gestação da Letícia, quando o problema apareceu mais cedo e fiz um controle rigoroso e um tratamento bem cuidadoso, aprendi mais sobre a diabetes e fiquei sabendo que fechar a boca era a última coisa que eu deveria fazer.

Um dos problemas da diabetes é que como o nível de açúcar no sangue sobe muito após a ingestão do alimento, ele também pode cair drasticamente se ficarmos muito tempo sem ingerir alimento e a queda também é muito nociva, tanto para mãe, quanto para o bebê que pode entrar em intenso sofrimento fetal. Tanto na hiperglicemia quanto  na hipoglicemia não controlada, os índices de morbidade são bem elevadas.

Por isso coletei algumas informações sobre o assunto que disponibilizo aqui pra vocês:

Dieta alimentar rigorosa, indicada pelo médico, é fundamental para o controle


A doença que só aparece na gestação


O início de uma gravidez é marcado pelas inúmeras modificações que o corpo da mulher sofre, entre elas as hormonais, que podem trazer algumas disfunções para o organismo, como é o caso do diabete gestacional.


O que é


O diabete gestacional é uma condição de intolerância aos carboidratos, com graus de intensidade variados. Sua principal característica é o início ou detecção durante a gravidez, podendo ou não persistir após o parto, quando se deve fazer nova avaliação. A glândula endócrina localizada no pâncreas, responsável pela produção de insulina, tem como função controlar a quantidade de açúcar no sangue. Devido às mudanças que ocorrem no organismo da gestante, alguns hormônios podem prejudicar a ação da insulina, dificultando a entrada de glicose nas células. Para a maioria das mamães, o corpo compensa este desequilíbrio aumentando a fabricação de insulina, mas quando há uma diminuição desta produção, eleva-se a taxa de açúcar sanguíneo e surge a diabete gestacional.


O que pode causar


O reconhecimento da doença logo no início da gestação desempenha um papel de extrema importância, pois é possível evitar a morbimortalidade obstétrica e complicações fetais, tais como: microssomia (fetos muito grandes), imaturidade pulmonar fetal, hipoglicemia (taxa de glicose no sangue abaixo do normal), hipocalcemia (baixo teor de cálcio no sangue) e hiperbilirrubinemia (aumento do teor de pigmentação vermelha no sangue) nos recém-nascidos, além de má formação do bebê.


Fatores de risco


A presença da diabete gestacional determina uma gestação de risco, os fatores de risco mais importantes são:


Idade materna superior a 25 anos
Baixa estatura
Presença de hipertensão arterial
Gordura de localização abdominal
História pessoal de diabete
Presença de parentes de 1º grau com diabete
Gestações anteriores com bebês muito grandes ou com má-formação
Retardo de crescimento do feto
Morte fetal ou neonatal sem causa aparente
Aumento excessivo de peso na gravidez atual
Altura uterina maior do que a esperada para a idade da gestação
Crescimento acentuado do feto
Presença de grande quantidade de líquido amniótico
Tratamento


Se diagnosticada cedo, a mamãe pode ter uma gravidez tranquila, recebendo orientação especializada e tratamento adequado. Além de realizar uma dieta rigorosa própria para diabéticos para controlar os níveis glicêmicos deve-se monitorá-los constantemente para que permaneçam dentro do padrão de normalidade.


Daí a importância da verificação da taxa de açúcar no sangue durante os exames pré-natais, já que é nesta fase que os índices de glicose no sangue da futura mamãe podem estar elevados. A mamãe deve ainda ser incentivada a realizar atividades físicas com exercícios próprios para gestantes, como hidroginástica, caminhadas e aulas de alongamento e relaxamento corporal, porém sempre respeitando seus limites.


Tratamento com insulina, especificamente aquele que não causa perigo para o bebê, só deve ser introduzido caso apenas a dieta não seja suficiente para manter os níveis adequados de glicemia no organismo da gestante ou se ocorrer um crescimento exagerado do feto.


Os níveis de açúcar no sangue da gestante devem ser acompanhados também após o parto, ainda que a maior parte das mulheres deixe de apresentar as características do diabete, apesar de ter maiores chances de desenvolver a doença no futuro. Fonte: Site Alô Bebê

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tô pagando...

Me apropriei do bordão da "Lady Kate", famosa e engraçada personagem da comediante Katiuscia Canoro para fazer um questionamento acerca de um assunto que e incomoda muito, conto com a opinião de vocês para chegar à uma conclusão.


Me questiono sobre até que ponto temos o direito de exigir, quando pagamos por um bem ou serviço. Até que ponto, estar pagando, dá o direito de querer isso ou aquilo, assim ou assado e que nem sempre faz sentido, coisas desnecessárias que as pessoas exigem pelo simples fato de estarem pagando. Porque existem pessoas que acreditam que por estarem pagando, tem direito à tudo e nenhuma obrigação, nem mesmo de serem educadas.

Vou tentar exemplificar: você compra um produto que dias depois apresenta um defeito. Claro que você tem o direito de reclamar e exigir, dependendo da situação, a troca, conserto ou mesmo seu dinheiro de volta. Mas não é seu direito ir lá e fazer escândalo na loja, nem humilhar o vendedor porque o produto deu defeito. Até porque, de todas as partes envolvidas, o coitado do vendedor é o que menos tem culpa e poder de decisão para solucionar o problema.

Um outro aspecto dessa mesma questão é até onde, em nome da necessidade de se ganhar o pão de cada dia, uma pessoa pode se submeter a situações humilhantes, ou ir contra seus princípios éticos e morais pra defender o patrão, ou passar por situações que sejam absurdamente incômodas e não tenham realmente sentido para acontecer, exceto pela vontade de quem está pagando.

Minha mãe costuma dizer que quem muito se abaixa, deixa à mostra os fundilhos. Eu complementaria essa frase dizendo que quem mostra os fundilhos está sujeito a perder o fiofó. Ou como diz a personagem citada no início desse texto: "Tô pagano! Porque grana eu tenho, só me falta-me o gramour..." Nesse caso, falta também educação, bom senso e etc.

E vocês, o que acham disso? Até que ponto exigem de quem os serve porque está pagando?




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sábado, 21 de maio de 2011

Notícias da semana

Esta semana estive em Porto Alegre novamente e fui ver minha dinda dodói. É triste ver uma pessoa tão querida e que sempre foi muito ativa assim tão cansadinha, sem forças pra nada e se queixando de dores. Ao mesmo tempo, ainda pude ver nela aquela força interior que me encheu de esperanças de vê-la melhor em breve. Ela está passando por uma grande provação e certamente não está sendo fácil, mas creio que ela será capaz de vencer esta batalha e se fortalecer com toda essa história.

Nesta minha breve visita, pude ver novamente a dedicação e amor da minha prima Dani. É comovente a disponibilidade e o carinho dela para cuidar da mãe. Elas sempre foram muito ligadas e agora essa ligação está ainda mais forte. E vejo que ela não cuida da mãe por obrigação, por ser a mãe dela, é puro amor. Acorda várias vezes no meio da noite para dar os remédios, faz companhia durante o dia, ajeita aqui e ali para que ela fique sempre confortável já que está com tanta dor, leva para as consultas e exames e tudo o que precisar sem ares de enfermeira, é a filha cuidando da mãe. Simples assim.

Continuo aqui sempre na torcida e rezando muito para que tudo fique logo bem e isso tudo fique para história como um pesadelo ruim. Força!!!

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Com isso, encerro este post, desejando à todos um excelente domingo e um início de semana abençoado!!!




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quinta-feira, 19 de maio de 2011

SIAT

Imagem do site: Gravidez Segura
O post de hoje é também uma prestação de serviço de utilidade pública. Vou apresentar para vocês o SIAT ( Sistema Nacional de Informação sobre Agentes Teratogênicos). 

Como sabem, sou portadora de Esclerose Múltipla e além de já ter dois filhos, depois do diagnóstico tive mais três. Como as portadoras desta doença tem muito medo da gestação, sempre recorrem à mim para tirar suas inúmeras dúvidas, pois virei uma espécie de "símbolo" por ter tido gêmeos gerados de forma natural, segundo meu médico, um caso raro na história da E.M.

Quando engravidei das gêmeas, estava fazendo uso de uma medicação para a Esclerose Múltipla, um interferon*¹  e também de um antidepressivo e não sabia que riscos meu bebê poderia correr com essa medicação. Embora tenha suspendido imediatamente as medicações na primeira desconfiança de gravidez que tive, o primeiro trimestre que é o de formação do bebê é também o que mais risco se corre de malformações causadas por medicações, drogas e álcool, entre outros agentes Teratógenos*². Também teria a necessidade de, interrompendo o tratamento com o Interferon, iniciar com outra medicação, o Acetato de Glatirâmer (Copaxone) que eu faço uso até hoje.

Como todo mundo sabe, deve-se evitar o uso de toda e qualquer medicação durante a gestação e amamentação, pois o risco de o bebê ser afetado por essas medicações é muito grande. Mas no meu caso era necessária. Então como faz?

Conversando com a enfª Suzana, que veio a se tornar uma grande amiga, ela me apresentou o serviço que foi de uma grande ajuda neste e também no momento da descoberta da segunda gravidez. Embora os medicamentos fossem os mesmos, as dúvidas eram outras e foi no SIAT que encontrei respostas tranquilizadoras.

Acredito que toda a mulher gestante, ou que pretenda ser mãe e que tome alguma medicação ou tenha alguma doença (como diabetes por exemplo) deva consultar o serviço. Eles fazem uma série de perguntas que devem ser TODAS respondidas da forma mais ampla possível e depois mandam o resultado dessa pesquisa diretamente para o médico indicado pela consultante.

Meu GO recebeu por email todas as informações de que necessitava para avaliar o grau de risco da minha gestação e que problemas poderiam ou não ser acarretados pelas medicações que eu tomava.

Apresento-lhes então:
O que é o SIAT?


O SIAT – Sistema Nacional de Informação sobre Agentes Teratogênicos, ao mesmo tempo em que,
presta atendimento gratuito tanto para a comunidade como para profissionais da área médica localizado no Serviço de Genética Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), é um projeto de extensão do Departamento de Genética e do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Fundado em 1990, o SIAT é coordenado por professores e médicos especializados em genética e obstetrícia e sua equipe conta com diversos profissionais e estudantes de medicina supervisionados. O SIAT faz parte do European Network of Teratogen Information Services (ENTIS) e do Estudo Colaborativo Latino Americano de Malformações Congênitas (ECLAMC). 

Por que existe o SIAT?

O SIAT preocupa-se com a prevenção de danos no bebê durante a gravidez.
Chama-se de agente teratogênico tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, defeitos físicos ou alterações funcionais (restrição de crescimento, por exemplo), ou ainda distúrbios neuro-comportamentais, como deficiência mental.
Alguns exemplos de agentes teratogênicos

Alguns medicamentos (talidomida, misoprostol, ácido retinóico, entre outros)

Doenças Maternas (diabetes, epilepsia, hipotireoidismo, entre outras)

Infecções Congênitas (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovirus, entre outras)

Radiações (radioterapia)

Substâncias Químicas (mercúrio, chumbo, por exemplo)

Outras Drogas (álcool, fumo, cocaína e outras)

O SIAT tem agora também um site chamado de Gravidez Segura e onde tem todas estas e outras informações muito úteis à todas as mamães, como os cuidados da gravidez, os riscos próprios da idade da mãe, recomendações e outras notícias.

Um alerta: 

Não fiquem consultando essas informações sem o apoio de um médico que possa explicar detalhadamente os resultados. Mulheres grávidas já tem uma tendência à ansiedade e preocupação exageradas, a leitura de alguns dados podem assustar ainda mais, por isso a recomendação de usar o serviço com o auxílio do médico. O serviço não indica que o seu bebê TERÁ um problema, só indica as possibilidades de ter. De posse dessas estatísticas, o médico irá avaliar a necessidade de se fazer mais alguns exames que normalmente não são de rotina e acompanhar a gestação de uma forma mais intensa para evitar os problemas que poderão ocorrer.

Como consultar?

O SIAT – Sistema Nacional de Informação sobre Agentes Teratogênicos está localizado no Departamento de Genética Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (www.hcpa.ufrgs.br) na rua Ramiro Barcelos, 2350 – Largo Eduardo Zaccaro Faraco CEP 90035-903 – Porto Alegre/RS.

Público em geral:
As consultas podem ser feitas pelo telefone +55 51 3359-8008

Profissionais da área médica e sáude:
As consultas podem ser feitas pelo mesmo telefone.
Para consultas via email, o profissional deve se cadastrar previamente. (CADASTRAR)



Quem pode consultar o SIAT?

Gestante
acompahamento médico

Pré-concepcional
Mulheres que planejam engravidar

Gestação passada
Pais de crianças que nasceram com algum tipo de malformação ou alteração de comportamento cujas mães foram expostas a algum agente externo potencialmente nocivo para o nenê (medicamentos, drogas, infecções, radiações, etc.)

Amamentação
Mulheres que estejam amamentando ou planejam amamentar

Médico
Qualquer área que tenha pacientes em alguma das situações de risco teratogênico

Pesquisa
Profissionais da saúde que buscam informações atualizadas sobre o potencial teratogênico de algum agente físico, químico ou biológico na gestação.

Fonte: site Gravidez Segura

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* ¹ O Interferon, Interferona ou Interferão é uma proteína produzida por todos os animais vertebrados e por alguns invertebrados. O interferon é produzido pelas células do organismo para defendê-lo de agentes externos como vírus, bactérias e células de tumores.
Os interferons induzem um estado de resistência antiviral em células teciduais não infectadas. O vírus, ao replicar-se, vai ativar o gene codificante do interferon. Após a síntese proteica, a proteína sai da célula e entra na corrente sanguínea, até chegar às células vizinhas que ainda não foram atacadas. A proteína liga-se à membrana celular dessas células e ativa o gene codificante de proteínas antivirais. Estas proteínas antivirais, por sua vez, vão impedir a replicação do vírus, quando este tentar replicar-se nessas células. Os IFN são produzidos na fase inicial da infecção e constituem a primeira linha de resistência a muitas viroses. Um grupo de interferons (IFNa e IFNb) é produzido por células infectadas por vírus, e um outro grupo (IFNg) é sintetizado por determinadas células ou linfócitos T ativados. Fonte:
Wikipédia.

*² Teratógenos. A teratologia (do grego teratos = "monstro" + logos = "estudo") é a especialidade médica que se dedica ao estudo das anomalias e das malformações ligadas a uma perturbação do desenvolvimento embrionário ou fetal. A Teratogênese (também chamada de teratogenia) se refere à formação e ao desenvolvimento no útero de anomalias que levam a malformações e é estudada pela Teratologia. Fonte:
Wikipédia.





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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Meus irmãos


Diego e Bruno

Falo muito pouco ou quase nada aqui sobre meus irmãos. Tenho 2, o Diego, 8 anos mais novo que eu e o Bruno, 9 anos e meio mais moço. Portanto, fui filha única até os 8 anos de idade, mas sempre quis ter irmãos. 

Queria muito ter um irmão mais velho, mas minha mãe me disse que isso era impossível, então me dei por satisfeita em ter irmãos mais novos. Rezava todas as noites pedindo à papai do céu que me desse um irmão.

Fiquei radiante e eufórica quando minha mãe me deu a notícia de que minhas preces tinham sido finalmente atendidas. Quase na mesma hora já disse que seria um menino e se chamaria Diego. Minha mãe ficou muito preocupada e tentava me explicar que não tinha como sabermos se seria menino ou menina (naquela época, ultrassom era quase uma novidade e mal dava para saber se tinha realmente um bebê dentro da barriga, descobrir o sexo então, nem pensar), mas eu dizia que estava certa. Também não dei o direito à minha mãe de escolher o nome do filho, já que eu decidi que seria Diego e pronto.

Ele nasceu apenas 6 dias depois do meu aniversário e me lembro como se fosse hoje. Fiquei morando na casa dos meus avós nos últimos meses, então ou meu vô ou minha dinda me buscavam de carro na escola no fim da tarde e me levavam pra lá. Numa dessas tarde, quando estávamos a caminho do carro estacionado em frente à escola, vimos meu pai correndo rua acima, pedindo pro vovô levar mamãe no hospital que tinha arrebentado a bolsa. 

Ao contrário do que qualquer pessoa pudesse supor, quando chegamos em casa minha mãe estava bem tranquilona, no tanque lavando roupa e pra desespero do meu pai e do meu vô, disse que podiam me levar lá na casa da vovó antes de levá-la ao hospital. Bati o pé pois queria ir junto, mas depois aceitei esperar.
No dia seguinte quando fui vê-lo no hospital, me arrumei toda, fiquei bonita e fomos. 

Chegando lá, vi minha mãe com aquele rato branco nos braços e me lembro que pensei: "como é feio, tadinha da minha mãe!" É claro que eu não disse isso à ela. Nem a ele, que ficou misteriosamente lindo aos meus olhos alguns minutos depois e se transformou mais tarde no meu "primeiro filho". A única coisa que não fiz, foi amamentar, de resto, queria fazer tudo. Amava fazê-lo dormir, deitado sobre meu peito, e ele adorava isso também.

Ele ainda era um bebezinho quando minha mãe revelou que estava grávida de novo. Novamente eu sentenciei: é um menino e vai se chamar Bruno. Outro drama por conta da preocupação em ser uma menina, mas eu nem ligava, estava certíssima de que sabia o que havia dentro da barriga da minha mãe. Novamente decidi o nome e não dei chance pra ninguém. Fiquei em casa dessa vez, e a vizinhança toda avisada foi quem ajudou no dia em que ele resolveu dar o ar da sua graça. Chegou de madrugada, às 4 da manhã, nem vi meus pais saírem. Meu pai acordou o vizinho que estava de "plantão" e pediu o carro emprestado pra levar a mãe enquanto a vizinha subiu para o nosso apartamento para tomar conta de mim e do Diego que dormimos tranquilos até o pai voltar com a notícia da chegada do maninho.

Dessa vez minha mãe segurava um ratinho preto. Pele bem clarinha, mas uma vasta cabeleira negra faziam dele o bebê mais diferente da família Güttler, já que eu nasci careca e o Diego tinha um cabelo amarelo-quase-branco espetado a lá Bart Simpson. Minhas únicas primas na época, Patrícia e Michele, também eram quase não tinham cabelos e os que tinham eram quase brancos.

Amo meus irmãos. Desejei que eles nascessem acho até que mais do que meus pais. Mas temos um relacionamento um pouco conturbado. Nos damos bem, mas não nos falamos com frequência e quando nos encontramos, a paz reina por pouco tempo. Minha mãe diz que temos ciúmes uns dos outros e isso tem lá sua verdade. Mas não é só isso. Talvez sejamos muito iguais, mas com pontos de vista e posicionamentos muito diferentes. Aí os atritos aparecem.

Mas a intenção desse texto não é analisar nossas diferenças, mas sim afirmar o quanto os amo e dizer que sinto muito a falta deles. Moramos longe e quase não temos a chance de nos ver e o tempo e a distância me deixam triste. Somos só nós três e desejo que um dia possamos nos reunir, os três, e dar boas risadas juntos contando histórias da nossa infância como assisti embevecida, meu pai e minhas tias fazerem no encontro que tiveram neste início de ano.
Quem sabe?





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domingo, 15 de maio de 2011

A fábula do bebê onça

Vou contar pra vocês uma pequena fábula, uma historinha de como a cegonha se enganou e trouxe aqui pra casa um filhote de onça.

Filhotinho é tão bonitinho, mas depois que cresce...

"Era uma noite de muito vento e a cegonha já cansada de tanto distribuir bebês, tinha no seu bico um último bebê para ser entregue: um filhote de onça. 

Com a ventania, todos os papéis (documentos, mapas e coisas do tipo) voaram para longe. Sem ter mais como saber a identidade da mamãe onça nem onde encontrá-la, a cegonha ficou desesperada e começou a voar à esmo, sem destino, procurando avistar a mamãe do bebê onça.

Coitada da dona cegonha! Já estava cansada e ainda teve que ficar voando horas segurando no seu bico aquele bebezinho que nem era tão pequenino assim. Estava pesado e seu bico já ameaçava se quebrar de tanto esforço. 

Desnorteada de tanto cansaço, com os olhos turvos de aflição, a cegonha avistou algo na terra que parecia ser a mamãe onça. Era uma criatura bastante ansiosa, que andava de um lado para o outro como se estivesse à espera de algo e de vez em quando lançava uns grunhidos. Estava certa, essa era a mamãe onça!

Sem demora, dona cegonha desceu e entregou àquela mãe o seu filhote, e antes que houvesse tempo para reclamações, tratou de desaparecer. Afinal ainda tinha muitas entregas para fazer e precisava descansar um pouco.

Foi assim que a Letícia veio parar aqui em casa: a cegonha me confundiu com uma onça (isso nem é tão difícil assim) e entregou pra mim um filhote do felino.

Filhotes de onça são tão fofos quando pequenos! Dóceis, e mimosos, parecem gatinhos. Mas à medida que crescem, começam a mostrar suas garras afiadas e mantê-los domesticados é um desafio enorme. 

Principalmente porque o seu DNA felino aflora justamente quando ela está cansada e com sono, e como ela não gosta de dormir para não perder os acontecimentos à sua volta, sempre alerta ela vira uma verdadeira fera.

Mas ela nasceu de mim, que também sou uma onça de braba, mas tenho meu lado doce. E é esse lado que tem que ser explorado, juntamente com muita paciência para conseguir "domar" esse bichinho brabo.

Moral da história: Dizem que a fruta não cai muito longe do pé. Se Letícia parece às vezes com um pequeno filhote de onça é porque ela tem a quem puxar."


São criAnças....
... ou criOnças?
 É isso. Aquele bebê fofo, calminho e pra quem tudo estava sempre bom, deu lugar à uma criança que não tá de acordo com nada e briga por tudo.  Letícia é a criança mais sorridente, meiga e feliz que eu conheço, mas quando resolve complicar, sai de baixo! É como eu costumo dizer: aqui em casa não tenho criAnças, tenho criOnças. E a pequena não fugiu à regra, ao contrário, é quem mais faz jus à ela!


Boa semana à todos!




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sábado, 14 de maio de 2011

A vida em ciclos


Abri minha janela dos fundos hoje e vi muitas folhas caindo das árvores. Borboletas alaranjadas voavam aqui e ali. Assisti esse espetáculo como se nunca tivesse visto nada igual e compreendi o quão sábia é a natureza.

As árvores perdem suas folhas no outono para poderem dar frutos, e depois, na primavera, recuperam todo o seu viço e florescem novamente.

A vida da gente é assim também. Só que não compreendemos isso, por isso sofremos.

Às vezes passamos por perdas e ficamos nos debatendo, sofrendo por elas. Mas se em vez disso compreendermos que elas são necessárias para que possamos frutificar, poderemos voltar a florescer, recuperamos o viço.


Hoje estamos no outono. Amanhã enfrentaremos o inverno rigoroso, frio, sombrio. Mas depois a primavera certamente virá e com ela toda a cor e alegria serão novamente parte da paisagem e em seguida teremos toda a luz e o calor do verão.

A vida é feita de ciclos. Quando um se encerra, outro já está começando e assim sucessivamente.

Precisamos estar prontos para o que vier. Compreensão, aceitação, resignação e atitude para não deixar passar o tempo certo de florir.


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Este texto estava programado para quinta-feira, dia 12, mas mudei a programação por ter surgido outros assuntos para postar. Depois disso o Blogger "engoliu" minhas portagens e a última a ser "regurgitada" foi justamente essa, que programei novamente pra hoje.

Ao reler o que escrevi, pude perceber claramente o quanto é difícil utilizar na prática aquilo que SEI na teoria. Ontem, por coincidência ou não uma sexta-feira 13, foi um dia de perdas pra mim. Perda dos meus textos (já recuperados, ufa), perda do meu equilíbrio, que fica péssimo quando estou muito cansada ou me estresso, perda do meu chão com a notícia de que minha dinda querida está novamente enfrentado desafios quanto à sua saúde.

Mas depois de uma noite de sono (não muito restauradora, diga-se de passagem), acordei com o pensamento voltado em outra direção. Hoje restauro minha fé em Deus e acredito que tudo vai dar certo e que minha dinda amada logo estará bem de novo. Assim seja!

'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo'.




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sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Blogger está de volta

O Blogger está de volta   (Clique no link para ver a postagem original)

O texto está em inglês, mas numa tradução livre (leia-se deficiente) do google dá pra entender que eles ainda estão trabalhando para restaurar as postagens e comentários "desaparecidos". Vamos dar um crédito a equipe do blogger e esperar mais um pouco. :(

Os 3 últimos posts daqui sumiram temporariamente e também alguns comentários. Por isso não estranhem a falta deles, eu não os excluí. Se o blogger não for capaz de recuperar os posts e comentários, tenho cópia deles e farei a restauração do jeito que for possível, mas vou esperar mais um pouco por eles.

Obrigada pela compreensão.
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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Mamaço

Letícia aos 6 meses
 Minha humilde contribuição ao movimento  do MAMAÇO virtual. 


Entenda aqui, o porquê do mamaço virtual.
E daqui a pouco tem mamaço em frente ao Itaú Cultural na av Paulista. Saiba mais

Tem foto amamentando o seu filho? Publique também.
Vamos dar força ao movimento.


Aline e Camila.
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O brilho oculto

Imagem retirada do site da Amazon

Participo de muitos sorteios na Internet, principalmente em blogs amigos, mas nunca ganhei nada. Talvez até por isso, nunca leve muita fé quando me cadastro. 

Através do grupo "mamães blogueiras" cheguei ao site da Aline Dexheimer e recebi um convite da própria para me cadastrar e concorrer a um livro. Ainda não sabia que livro era, muito menos que era de sua própria autoria, mas assim mesmo QUIS ganhar esse presente. Quando mais tarde me informei do que se tratava, fiquei ainda mais interessada. 

Imaginem minha surpresa e alegria quando recebi um email dela me informando que eu havia sido a sorteada! Vibrei muito, fiquei eufórica, quase enfartei de tanta faceirice. Ontem quando o carteiro chegou me trazendo meu presente, tratei logo de tirá-lo das vistas das pequenas (porque senão né) e coloquei-o na gaveta da minha mesinha de cabeceira e planejei sua leitura para a noite. 

Fazia anos, com certeza mais de 15, que não conseguia ler um livro inteiro de uma vez só como era costume quando era mais moça. Quando me acomodei na cama por volta de meia noite, imaginei ler um ou dois capítulos até minhas pálpebras pesarem de sono irremediavelmente alguns momentos depois, mas dessa vez o efeito foi inverso. A cada página que lia ficava ainda mais desperta e interessada. Me reconheci inúmeras vezes, me emocionei e chorei tantas outras.Conclui a leitura pouco mais de duas horas depois.

Fiquei muito feliz até pelo simples fato de ter conseguido novamente ler um livro com tanta vontade. É claro que vou relê-lo ainda inúmeras vezes, não só para perceber coisas que só se percebe numa segunda ou terceira leituras, mas também porque gostei realmente do livro.

Aline mora em São Paulo, mas é gaúcha e sua linguagem simples me parecia a de uma amiga me fazendo confidências. Tem filhos trigêmeos, mais uma semelhança comigo que tenho gêmeas e mais uma pequena de pouca diferença de idade que já me fazem ouvir a clássica pergunta: "são gêmeas?" numa nova versão: "são trigêmeas?" Embora sua vida tenha sido diferente, tenha tido trajetória muito distinta, vi na sua história muitos  momentos e crises semelhantes aos meus.

Além de uma leitura agradável, foi reveladora. Pude ver claramente coisas que eu já enxergava mas não sabia como modificar. Talvez até soubesse o que deveria fazer, mas não tinha ideia de como fazer. O livro não é uma receita pronta até porque nossas realidades são diferentes, mas me deu uma luz tão forte que consigo ver melhor muita coisa sobre mim mesma.

Fiquei tão empolgada com a leitura que não via a hora de poder escrever esse texto para agradecer. Agradecer a Aline por ter gentilmente me indicado o sorteio (e por tê-lo feito) e me presenteado com esse pequeno "manual de instruções" que se não me ensinar o que fazer, pelo menos me mostrou claramente o que não fazer. E agradecer à Deus, ao cosmos, às forças do universo que conspiraram para que este livro chegasse em minhas mãos.

"Tudo está bem no meu mundo. E assim é." (Aline Dexheimer)




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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os primeiros passos

No início do ano contei aqui sobre as dificuldades da Letícia em "sair do lugar". Não tivemos nenhum apoio médico especializado, só a ajuda de uma fisioterapeuta que me deu dicas sem sequer conhecer a Letícia.

Fizemos tudo o que nos foi ensinado, em casa e na escola. Mas o problema dela nunca foi físico, é uma preguiça aliada a um medo enorme que não sabemos de onde vem. Uma vontade de ganhar colo, de continuar sendo o nenê da casa. Mal sabe ela que sempre será o nenê da casa, não importa o quanto cresça.

Mas independente de tudo isso, ela aprendeu a andar. Acreditem se quiserem, mas apesar de caminhar sem apoio nenhum em cima da cama, no chão a danadinha ainda tinha muito medo, se agarrava às nossas mãos e na falta de uma delas para se segurar, já sentava logo pra não cair.

Mas aos poucos foi perdendo o medo. Fomos mostrando o quão divertido poderia ser dar alguns passos e abraçar a mamãe ou o papai. E finalmente ela entendeu.

Pra quem duvidou e pra quem torceu contra tá aí a prova:

video

video

Os vídeos são curtinhos, mas mostram minha gorducha caminhando. Ela continua preguiçosa e medrosa, mas cada dia se solta mais e mais. Acabou nossa preocupação, nosso tormento e também o restinho de sossego. É o preço a se pagar. Pago com gosto!

Agora tenho que cuidar para que o mapa da casa da Fabi Coltri não chegue nunca as mãos dela, vai que a bichinha resolve mesmo ir andando até lá? rsrs



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segunda-feira, 9 de maio de 2011

E foi assim....

Das ausências anunciadas, só a do filhote mais velho se confirmou. Tive que me contentar com uma mensagem no celular. Valeu por ele não ter esquecido de mim... #mimimi

Minha mãe e meu pai vieram no sábado à noite. Apesar da correria de sempre, fiquei feliz em poder abraçar minha mãe já que é tão difícil para mim ir até ela.

Passamos um dia agradável, com almoço na casa da sogra com direito a cunhadas e sobrinhos. O tempo não tava lá colaborando muito e por causa do gre-nal todo mundo acabou dispersando cedo. Nós também viemos logo pois as crianças estava agitadas e costumam não dormir direito o soninho da tarde quando estão assim. Elas ainda precisam desse soninho e em casa acabaram dormindo.

Curtiram bem a visita da vovó, principalmente a Aline, mais mimizenta e que encontrou alguém disposta a lhe dar colo o tempo todo. Letícia finalmente perdeu o medo e se arriscou aos primeiros passos sozinha. Já fazia vários dias que dava uns passinhos, mas a gente tinha que estimular muito. Ontem ela se soltou sozinha por diversas vezes e à noite em casa já tava bem soltinha fazendo arte.

Antes de tudo isso, na sexta, houve uma apresentação na escola. Tava bem bonito e fiquei bem emocionada. Também ganhei presentes feitos por elas, pinturas e desenhos e uma agendinha com a foto de cada uma na capa. Causei ciumes nas outras mães, pois fui eu quem saiu com as mãos mais carregadas de presentes!

Algumas imagens especiais:
Meu bebê

Na escola


Eu, minha mãezinha e minha filha Yasmin.

Depois do almoço

Papai fazendo cavalinho

Meu dia das mães foi assim. E o seu?






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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Para o dia das mães

 Estou há dias ensaiando escrever algo para o dia das mães, mas olho a tela em branco por horas e saio deixando ainda a tela em branco.

Amo tanto minha mãe, teria tantas coisas pra falar sobre ela e para ela. Também tenho um amor imenso pelos meus filhos e poderia falar horas sobre isso.

Então porque cargas d'água não consigo escrever nada? Emburreci de vez? É uma possibilidade, mas não é bem por isso.

Talvez seja porque muuito já foi dito. Não há nenhum sentimento que já não tenha sido exaustivamente explorado pela mídia e até mesmo pelos blogs.
Talvez seja porque eu saiba que no dia das mães não estarei perto da minha, e que minha penca de filhos não estará toda reunida.

Estas ausências, mesmo que circunstanciais, sempre me deixam macambúzia. Porque eu só tenho uma mãe. E porque apesar de ter muitos filhos, nenhum preenche o vazio do filho que está longe. Mesmo que as distâncias sejam encurtadas pelo telefone ou internet, nada substitui aquele abraço gostoso que vai ficar faltando.

Isso não significa que eu não vá curtir a data, é claro que sim! Vou me deliciar com cada abraço, me alegrar e sorrir com cada sorriso das filhas e certamente derrubar algumas lágrimas de emoção.


Porque mais do que os presentes, são os sentimentos (e essas carinhas lindas aí das fotos) que realmente nos emocionam e às vezes nos deixam assim: sem palavras. 

Então, como não consigo pensar em nada especial para dizer sobre o dia das mães, vou dizer o óbvio: Um feliz e abençoado dia das mães, para mim e para todas as mães que passarem por aqui e em especial para a minha mãe, que por coincidência (ou não) é a melhor mãe do mundo! Te amo mãe!



Fotos: arquivo pessoal





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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Viagens e acidentes

Como vocês sabem, viajo com frequência para Porto Alegre para consultas médicas e exames, às vezes com as crianças, utilizando o transporte da prefeitura. Volta e meia reclamo (aqui e aqui) do quão desconfortável é esse ônibus que nos carrega e de todo o cansaço gerado por essas viagens. Também já fiz post's (aqui e aqui) falando sobre o lado engraçado dos meus "passeios". Relutei um pouco para falar sobre este assunto, mas hoje queria refletir sobre outro aspecto, o das estradas e os perigos que elas representam.

Na última viagem que fiz, na volta, já cansada e tensa, demos de cara com um grave acidente. Dois carros bateram de frente, 3 feridos graves, uma vítima fatal. Já era noite, estava escuro e não deu pra ver muita coisa, mas o pouco que vimos foi suficiente para nos deixar chocados e ainda mais tensos no restante da viagem: num dos carros os socorristas tentavam tirar um homem das ferragens e dava para perceber mais alguém preso lá dentro, no caso, o corpo da moça que morreu.

Os acidentes nas nossas estradas e cidades estão se tornando uma verdadeira praga, que mata diariamente mais gente do que se estivéssemos em guerra.

Veja algumas estimativas e informações (dados do site SOS Estradas):


ESTIMATIVA DOS ACIDENTES E VÍTIMAS NAS ESTRADAS BRASILEIRAS PAVIMENTADAS
RODOVIAS
ACIDENTES
MORTOS
FERIDOS
VÍTIMAS
Federais(1)
104.863
5.780
60.326
66.106
Estaduais (2)
134.240
6.156
77.744
83.900
Municipais (3)
24.960
1.200
14.400
16.600
TOTAL (1)+(2)+(3)
264.063
13.136*
152.470*
166.600

* Dos 152.470 feridos, aproximadamente 10.864 morrem posteriormente. Consequentemente o total estimado de mortos é de 24.000 pessoas.
(1) Dados oficiais
(2) Dados oficiais de 14 estados com estimativa para os demais estados
(3) Estimativa considerando malha rodoviária, frota e comparativo com demais estados
OBS: O número de mortos é relativo as vítimas que falecem no local do acidente ou durante o transporte para o hospital.



Estes números são assustadores. Mas não são só os números que me impressionam. Fico impressionada em saber que a grande maioria desses acidentes poderiam ser evitados! Ou seja, milhares de mortes, outro tanto de pessoas mutiladas ou incapacitadas por sequelas de acidentes poderiam não acontecer se houvesse mais cuidado, mais gente usando cinto de segurança, menos negligência, menos imprudência, menos excesso de confiança, menos pessoas dirigindo cansadas ou sob efeito de álcool ou drogas, se os carros só fossem para as estradas depois de passar por manutenção preventiva, se as estradas fossem melhores, se....

Sei que os fatores a serem levados em conta são muitos, mas também sei que se eles FOSSEM LEVADOS EM CONTA não haveriam tantos acidentes, tanta carnificina em nossas estradas e cidades.

Nós que precisamos constantemente andar por essas estradas, nas mãos de motoristas que trabalham em cargas horárias às vezes bem pesada, em veículos nem sempre em condições ideais, viajando sempre à noite sabemos muito bem o risco que corremos. 

Todas as vezes que precisava viajar, perdia o sono na noite anterior. Por ansiedade e por medo de perder o horário, já que saímos daqui sempre às 4 da madrugada. Mas de uns tempos pra cá, tenho começado a perder o sono dias antes. Fico nervosa, irritada, ansiosa. Já percebo alguns sintomas semelhantes à chamada "síndrome do pânico" e nem me espanto com isso, pois todo dia vemos notícias e mais notícias da violência no trânsito, e esses microônibus e ambulâncias de prefeituras são especialmente assíduos dos noticiários.

Graças à Deus (e aos motoristas!) nunca sofri nenhum acidente de trânsito, por menor que fosse. Mas já presenciei alguns e conheci gente que se feriu ou morreu em acidentes (quem não conhece?) e isso me assusta muito. Como não posso deixar de fazer essas viagens, só me resta rezar e pedir muito que Deus continue a me abençoar com viagens que tenham um bom final.




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domingo, 1 de maio de 2011

O dia do trabalhador e a Esclerose múltipla

Nada melhor do que o dia do trabalhador para falar neste assunto.

Maio é o mês mundial da E.M., e no dia 25 de maio comemora-se o Dia Mundial da EM.

Esse ano o tema escolhido para divulgação e pesquisa é "A EM e o Trabalho", com um enfoque sobre o papel que os empregadores podem desempenhar para permitir que pessoas com esclerose múltipla continuem a trabalhar, porque a gente sabe o quanto a EM pode atrapalhar o trabalho e o quanto colegas de trabalho e empregadores podem ser preconceituosos.

Lá no site oficial (http://worldmsday.org/) tem mais informações e uns vídeos bem legais que coloquei aqui para todos verem. Mostra que na verdade não perdemos nossa capacidade de trabalhar, mas que precisamos de compreensão e adaptação, coisas que só serão possíveis se a doença não for um mito, um completo mistério para chefes e colegas.







Eu mesma poderia ter continuado a trabalhar se tivesse tido esse apoio. Oficialmente não fui demitida por causa da EM, mas é óbvio que a alegada queda na produtividade e falta de atenção poderiam ser facilmente dribladas se houvesse alguns ajustes, pois evitando-se a fadiga, ou minimizando-a quando aparece, a cabeça certamente funciona melhor. 

O fato de eu ter tido um monte de crianças poderia causar problemas logo adiante? Talvez sim, mas minha intenção era colocá-las na creche e continuar a trabalhar. 

Interrompendo o trabalho e ficando em casa só cuidando das crianças, minha mente se fechou para o resto. Mudei o foco e desaprendi tudo o que sabia. Os aspectos cognitivos já abalados pela doença em si, pioraram muito devido à depressão causada pela perda do emprego e todas as dificuldades geradas por isso. 

Ouso dizer que a perda do emprego (e principalmente da confiança e apoio)  foi mais danosa para minha deficiência cognitiva do que a própria E.M.

Voltar a trabalhar fora agora, é praticamente impossível.

Mas trabalho bastante em casa, pelo menos o tanto que posso. Por isso, pra mim e para todos, um Feliz dia do trabalhador! Um ótimo domingo e feriado à todos!




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