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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Letícia - E meu bebezinho faz 2 anos!


Hoje meu bebê completa 2 anos! E eu nem estou em casa pra dar uns amassos nela... Estou em Porto Alegre desde ontem  para mais uma rodada de consultas e exames e só volto hoje sabe lá Deus que horas.

Mas não podia deixar esta data passar em branco.

Letícia continua sendo uma criança especial. Doce e delicada, mas braba igual uma onça. Se tudo estiver de acordo com o que ela quer, é risonha e feliz, mas se é contrariada vira uma fera! 

Demorou pra começar a caminhar, tem um pezinho pequeno demais para o seu tamanho e ainda é um pouco trôpega, mas já não temos dúvidas sobre suas habilidades e capacidades. É muito esperta e aprende muito imitando as irmãs mais velhas.

Cabelão tapando "ozóio"
Aliás esse é o esporte preferido dela, imitar os outros. Sempre nos pegamos rindo muito quando percebemos ela nos imitando nos gestos e tentando repetir nossas palavras. Ela não perde uma!

Esta agora bem falante, ainda não entendemos muitas das suas palavras, mas ela sabe se comunicar muito bem, usando mais do que só a linguagem oral, comunica-se por gestos e expressões faciais, é raro não conseguirmos compreender seus desejos.

Como ela é a menor e as maiores são muito pouco maiores do que ela, falamos mais com ela da maneira correta do que falávamos com as gêmeas nessa fase. Quando ela diz uma palavra, sempre repetimos não como ela fala, mas como é a forma correta. Dessa forma, além de a ensinarmos mais rápido, também temos a certeza de que a entendemos corretamente pois ela confirma o que quer quando ouve a palavra certa.

É uma criança geralmente dócil, brinca horas sozinha sem problemas. E brinca mesmo. Nana as bonequinhas, faz papá com panelinhas e vem oferecer pra gente ou café numas xícaras minúsculas. Brinca com carrinhos ou bola com o mesmo interesse com que brinca com bonecas, qualquer coisa a distrai e diverte.

Presta muita atenção aos filmes no DVD e repete algumas expressões e nomes de personagens, mas gosta mesmo é dos DVD's de música, como os da Xuxa, Galinha Pintadinha e Patati Patatá. Adora esses e dança e canta junto.

Adora música. É só ouvir um som de longe que já rebola aquela bunda cheia de fralda que é uma graça!

Achamos que já está pronta pra largar as fraldas, pois nos tem dado muitas pistas disso. Estou só esperando o tempo firmar um pouco mais para iniciarmos o desfralde que creio será rápido e sem contratempos.

Rica mãozinha "xuja" de chocolate
Para comer, é uma draga. O que puser na frente, ela come. Gosta mais de comida do que de lanches, ao contrário das gêmeas, e já pede o que quer comer. Seu lugar preferido da casa é a cozinha e o seu cadeirão que ela pede "sentáqui" por que está com fome (sempre) e quer comer. 

Tenho tanta coisa pra contar sobre ela... Mas vou deixar um pouquinho pra depois. Hoje quero chegar em casa e dar muito beijo e abraço nela. No domingo vamos fazer um almoço para os avós e os dindos e depois eu posto as fotos aqui.

Pro meu bebê, deixo aqui registrado o meu desejo de que Deus a bendiga sempre, que ela cresça em estatura e graça, carregada de toda essa luz que ela trouxe para nossa vida. Ela é quem está de aniversário, mas o presente é meu, pois ser sua mãe é um privilégio, uma benção. Feliz aniversário minha pequena!

video

Letícia sentada no seu cadeirão enquanto mamãe prepara o almoço. No final, ela "telefona" pra vovó.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

domingo, 25 de setembro de 2011

Hoje é dia de alegria!


Hoje, além de comemorar a recém chegada primavera, estação de temperaturas mais amenas, muita cor e perfume das flores, também é o dia do aniversário da minha tia Sônia.

Sobre a primavera, deixo aqui as palavras do meu pai, que mora na praia e me enviou por email: 

"Começou  a primavera. E com ela as flores começam aparecer mais belas, as árvores mais frondosas e os passarinhos dando o ar da sua graça. E com isto vamos deixando de lado as tristezas (mas ficando com as saudades). Vamos vivendo dias mais ensolarados e compridos. O Mar com toda sua beleza traz suas ondas que lambem a areia, deixando conchinhas e mariscos para alegria dos pescadores. Aos poucos as casas começam a serem abertas para uma faxina geral fazendo com que a temporada que se aproxima se torne promissora. " Gilberto 

Tia Sônia é a irmã mais nova do meu pai, era pouco mais que uma menina quando eu nasci e hoje eu pareço mais velha do que ela. É a mais alta da família, por isso tem um porte elegante, alta e esguia, além de bonita é altiva.

Ela é mãe da Mariana, Camila e Gabriela e vovó de Sofia e Alice, as fofas filhas da minha prima Mariana. 

De tantas histórias que temos, lembro do casamento dela, com uma mesa enorme cheia de frutas de todos os tipos e eu bicando todas elas. A certa altura minha vó veio me dizer que não misturasse melancia, uva e manga, pois me faria mal. Respondi que ela devia chamar o pronto socorro então, pois tinha comido de tudo!

Outra história que lembro bem, é a da despedida, quando ela foi morar em Campo Grande. Não lembro bem se foi da primeira ou da segunda vez (por que ela foi pra lá, ficou um tempo e depois voltou, já com a Mariana e ficou mais um tempo aqui antes de ir definitivamente) e eu brinquei que ia buscar uns limões pra pingar no olho pra chorar, mas depois comecei a chorar de verdade e não conseguia mais parar. Um fiasco!

Nos falamos muito pouco por causa da distância, ela mora em Campo Grande - MS há mais de 25 anos. Fico sabendo das novidades pela minha prima Gabriela que tem Facebook, twitter e blog, mas pessoalmente temos pouquíssimas chances de nos falar. Exceto este ano em que ela esteve aqui no sul no ano novo (veja aqui) e também por ocasião do falecimento da minha dinda (aqui e aqui) e embora este último encontro tenha sido triste, é sempre muito bom convesar com ela.

Impossível não me emocionar com esta foto, vendo minha Dinda tão feliz com sua neta no colo e rodeada pelos  irmãos.

Aqui tia Sônia dança com minha Dinda, observadas pela tia Marta

Minha Dinda, meu pai e tia Sônia, explorando o trabalho infantil da minha filha Camila

Ela tem uma espiritualidade forte e bem resolvida, o que a faz ser uma pessoa serena, de palavras tranquilas e muito positiva. Conversar com ela é bálsamo para minha alma e um aprendizado constante.

Parabéns à minha tia querida, que Deus te conserve sempre assim e te conceda muita saúde, sucesso e alegrias!!!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A cigarra e a formiga


Segundo a Wikipédia, A Cigarra e a Formiga é uma das fábulas atribuídas a Esopo e recontada por Jean de La Fontaine.

Tendo a cigarra cantado durante o verão,
Apavorou-se com o frio da próxima estação.
Sem mosca ou verme para se alimentar,

Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha,
pedindo-lhe alguns grãos para aguentar
Até vir uma época mais quentinha!

- "Eu lhe pagarei", disse ela,
- "Antes do verão, palavra de animal,
Os juros e também o capital."

A formiga não gosta de emprestar,
É esse um de seus defeitos.

"O que você fazia no calor de outrora?"
Perguntou-lhe ela com certa esperteza.

- "Noite e dia, eu cantava no meu posto,
Sem querer dar-lhe desgosto."

- "Você cantava? Que beleza!
Pois, então, dance agora!"

Só que a história não termina aí. Na MINHA versão, depois de negar ajuda à cigarra e vê-la morrer de fome e frio, a formiga sente-se culpada, fica deprimida e como já sofresse com o stress de trabalhar sem descanso, morre também de um enfarte fulminante.

Achou muito triste? Sinistro? Mas assim tem sido as relações das pessoas. Cada um pensa só em si. A cigarra pensou só na sua diversão, no seu prazer e acabou por morrer de fome. Por sua vez a formiga pensou somente no trabalho e em juntar bens que não conseguiu usufruir porque perdeu sua vida para o remorso e as doenças causadas por uma vida onde não se permitiu ser feliz.

Mas existe uma nova versão para esse final de história. 

Nessa nova versão, após tomar uma carraspana da formiga, a cigarra passa a cobrar cachê para cantar, podendo com isso fazer o que mais a faz feliz e ainda se precaver para o futuro e usar o seu cachê para comprar os mantimentos que a formiga juntava e a formiga aprendeu a divertir-se com a cantoria da sua nova amiga e percebeu que o seu fardo ficava mais leve quando dançava ao som da música e que isso não a impedia de trabalhar. As duas viveram uma vida longa e feliz, cada uma respeitando as escolhas da outra e ajudando-se mutuamente.

#FIM.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais de Carpinejar

Li este texto no blog do Fabrício Carpinejar e achei tão belo e verdadeiro que quis compartilhar com vocês. Ele fala em colocar a dor para trabalhar, em fazer dela algo útil ao nosso crescimento. Maravilhoso. Já postei aqui outro texto dele, Mão Grande. (veja aqui)


Minha amiga Dora perdeu seu filho.

Ela disse que o momento mais difícil do luto foi quando ela riu de uma piada durante jantar entre amigas. Já havia completado dois anos do acidente e um ano que limpara o quarto do adolescente e oferecera suas roupas e pertences para campanha do agasalho.
Não conteve o riso, ele veio, cristalino, por uma história boba. Ela se penalizou pela alegria, acreditou que traía seu filho com a gargalhada, que não poderia mais ser feliz depois da tragédia familiar, que deveria seguir com a feição contraída e casmurra para homenagear a tristeza e avisar aos outros da longevidade e importância de sua ferida.
A lealdade tinha que ser séria, ornada de renúncias. Para indicar que a viuvez de ventre é definitiva, com o berço dos olhos petrificado em jazigo.
Ela se sentiu culpada por rir, envergonhada perante os céus, pediu desculpa ao filho, prometeu que estaria mais concentrada dali por diante e que o descontrole não se repetiria.
Mas ela quebrou a palavra, e riu novamente, como é próprio da vida superar o pesar de repente. Seu rosto agora participava da conversa com todas as rugas e covas. Bateu vontade de cobrir os lábios de batom para brilhar inteira.
Dora me segredou uma frase pura, que guardei na caixinha de sapatos de minha infância:
– Foi uma injustiça meu filho morrer, mas não poderia deixar a morte de meu filho me matar.
Doralice sempre me surpreendeu pela sua lucidez. Foi minha professora de matemática na Escola Estadual Imperatriz Leopoldina. Na última semana, passei pela frente de sua casa no bairro Petrópolis e arrisquei apertar sua campainha. Ela me recebeu com um longo abraço e me convidou a entrar. Reparei que pintava na varanda.
– Começou a pintar, Dora?
– Eu? Não...
– O que é essa tela? (eu me aproximei da moldura que reproduzia uma praia no inverno)
– Ah, é minha dor que estava pintando, coloquei minha dor a se mexer, a aprender algo de útil, e parar de me incomodar.
E concordei com seu raciocínio. Quantas vezes abandonamos nossa dor no sofá, vadia, assistindo TV? Quantas vezes permitimos que ela fique o dia inteiro dormindo, lembrando bobagens? Nossa dor sozinha, sem emprego, sem fazer nada, desejando morrer no escuro. Nossa dor comendo às nossas custas, terminando com os nervos, o casamento, as amizades.
Dor é feita para trabalhar, senão adoecemos no lugar dela.

 
 
Publicado no jornal Zero Hora
 
Coluna semanal, p. 2, 20/09/2011
 
Porto Alegre (RS), Edição N° 16831






Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Céu, Sol, Sul, Terra e Cor

Céu, Sol, Sul, Terra e Cor  - Leonardo

Em homenagem ao dia do Gaúcho (leia mais aqui) que se comemora hoje queria compartilhar com vocês uma música que considero o outro Hino do Rio Grande, pois é a mais linda canção de amor a esta terra que eu conheço. 

Eu quero andar nas coxilhas
Sentindo as flexilhas das ervas do chão,
Ter os pés roseteados de campo,
Ficar mais trigueiro com o sol de verão.
Fazer versos cantando as belezas
Desta natureza sem par.
E mostrar para quem quiser ver
Um lugar pra viver sem chorar
(E mostrar para quem quiser ver
Um lugar pra viver sem chorar!)

É o meu Rio Grande do Sul
Céu, sol, sul, terra e cor!
Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor.
É o meu Rio Grande do Sul
Céu, sol, sul, terra e cor!
Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor.
(Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor!)

Eu quero me banhar nas fontes
E olhar horizontes com Deus,
E sentir que as cantigas nativas
Continuam vivas para os filhos meus.
Ver os campos florindo e
Crianças sorrindo felizes a cantar!
E mostrar para quem quiser ver
Um lugar pra viver sem chorar
(E mostrar para quem quiser ver
Um lugar pra viver sem chorar!)

É o meu Rio Grande do Sul
Céu, sol, sul, terra e cor!
Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor.
É o meu Rio Grande do Sul
Céu, sol, sul, terra e cor!
Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor.
(Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor!)

Eu quero me banhar nas fontes
E olhar horizontes com Deus,
E sentir que as cantigas nativas
Continuam vivas para os filhos meus.
Ver os campos florindo e
Crianças sorrindo felizes a cantar!
E mostrar para quem quiser ver
Um lugar pra viver sem chorar
(E mostrar para quem quiser ver
Um lugar pra viver sem chorar!)

É o meu Rio Grande do Sul
Céu, sol, sul, terra e cor!
Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor.
É o meu Rio Grande do Sul
Céu, sol, sul, terra e cor!
Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor.
(Onde tudo o que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor!)

sábado, 17 de setembro de 2011

A vida segue seu curso.

Quando soube do falecimento da minha dinda (se não sabe, leia aqui), passava um pouco das 8 da manhã e eu estava terminando de arrumar as crianças para a escola. Atendi o celular já com o coração aos pulos, pois ligação do meu pai aquela hora da manhã era sinal de notícia ruim. Ao ouvir o pranto do meu paizinho, também chorei e minhas filhas me olharam com espanto e perguntavam porque mamãe estava chorando.

Chamei-as para perto de mim, as abracei e perguntei se lembravam da tia Gina, que nós íamos na casa dela e com a resposta positiva delas disse-lhes que a tia tinha ido morar com o papai do céu (foi o que me ocorreu na hora), elas então me olharam com aquelas carinhas fofas e sorrindo me disseram: - "Ah, mamãe, então tá bom!" Aquilo me confortou tanto. Elas em sua inocência e pureza me deram o recado: se ela foi morar com papai do céu, porque então está chorando?

Na volta de Porto Alegre, fui direto para a igreja onde se iniciava o encontro do ECC. Estava comprometida em ajudar e não quis falhar com o compromisso. Mesmo muito cansada e bastante triste, fui trabalhar durante os 3 dias do encontro e foi isso que me deu forças para não sofrer além da conta. Continuo muito triste, mas não fiquei caraminholando, remoendo a dor, cutucando a ferida. Isso ajuda a cicatrizar.

Hoje novamente a dor da perda veio bater a nossa porta. Zulmira, uma amiga querida, mãe e sogra de um casal muito amigo e querido também, sucumbiu à um câncer aos 57 anos de idade. Ela tinha o abraço mais caloroso e aconchegante da cidade, era catequista e bastante conhecida e amada em nossa comunidade. Sofri. Sofri pelos 3 filhos, noras e netos que ela deixou e por uma comunidade inteira que ficará um pouco órfã do seu sorriso, da sua alegria e do seu vozeirão no coro das missas. Perdemos uma pessoa de muita fé, fibra, força. 

Mas ai, chego em casa tarde, cansada, triste, desolada. Mas resolvo dar uma espiadinha na internet antes de dormir e encontro a notícia de que a Fabi Coltri que esteve aqui outro dia (aqui), está grávida do segundo filho. Fiquei tão feliz!

A vida segue seu curso. Uns partem, outros chegam. Que bom que seja assim, é a própria vida nos dizendo que temos que continuar, que a terra não vai parar de girar porque estamos sofrendo. Toda a dor irá aliviar e se transformar em saudade e nós iremos continuar a viver, apesar dela. 

Damos adeus a quem parte, com o coração apertado mas desejando-lhes uma boa viagem. Damos também as boas vindas a quem chega, alegres e festivos, desejando-lhes uma longa e feliz permanência.



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

Semana Farroupilha

Este post foi originalmente publicado em 17/09/2010, mas estando novamente na semana farroupilha, um ano depois, resolvi republicá-lo. É uma boa maneira de homenagear minha terra e de levar a conhecer o nosso jeito para quem vive longe do Rio Grande. Para quem já leu, vale a pena ler de novo.

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Estamos em plena semana Farroupilha, dia 20 de Setembro comemoramos o orgulho de ser gaúcho e exibimos nossas tradições e costumes. 


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Saga Farrapa marcou o Rio Grande
As comemorações da Revolução Farroupilha - o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos sociais - relembra a Guerra dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O Marco Inicial ocorreu no amanhecer de 20 de Setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte da Azenha.
A data e o fato ficaram registrados na história dos sul-rio-grandenses como o início da Revolução Farroupilha. Nesse movimento revolucionário, que teve duração de cerca de dez anos e mostrava como pano de fundo os ideais liberais, federalistas e republicanos, foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na cidade de Piratini a sua capital.

Acontecendo-se a Revolução Farroupilha, desde o século XVII o Rio Grande do Sul já sediava as disputas entre portugueses e espanhóis. Para as lideranças locais, o término dessas disputas mereciam, do governo central, o incentivo ao crescimento econômico do Sul, como ressarcimemto às gerações de famílias que lutaram e defenderam o país. Além de isso não ocorrer, o governo central passou a cobrar pesadas taxas sobre os produtos do RS. Charque, couros e erva-mate, por exemplo,passaram a ter cobrança de altos impostos. O charque gaúcho passou a ter elevadas, enquanto o governo dava incentivos para a importação do Uruguai e Argentina.

Já o sal, insumo básico para a preparação do charque, passou a ter taxa de importação considerada abusiva, agravando o quadro. Esses fatores, somados, geram a revolta da elite sul-riograndense, culminando em 20 de Setembro de 1835, com Porto Alegre sendo invadida pelos rebeldes enquanto o presidente da província, Fernando Braga, fugia do Rio Grande. 


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 Eu tenho sim muito orgulho de ser gaúcha,um povo diferente do resto do povo brasileiro. Somos uma gente forte, de espírito guerreiro e alma libertária, temos costumes e tradições muito arraigados e próprios que nos diferem do restante dos brasileiros. Não quero dizer com isso que somos melhores, nem piores. Somos apenas isso, diferentes.

Quando fiz o supletivo para terminar meu 2º grau (ensino médio para os mais modernos) tinha um professor de OSPB que era tradicionalista até o último grau. Dava aulas pilchado (usando a indumentaria tradicional do gaúcho) e havia sido patrão de CTG (Centro de Tradições Gaúchas). Era todo gaudério e viva alardeando as maravilhas de ser gaúcho e as coisas boas que o nosso estado possuía.

Um dia perguntou na sala de aula qual era o melhor estado da Federação, ao que todos responderam prontamente: Rio Grande do Sul, achando que fosse esta a resposta óbvia. Não. Calmamente e com o jeito engraçado de sempre disse assim: "O melhor estado do Brasil é Santa Catarina!" e antes que o espanto de todos causasse tumulto na sala completou: "É o estado que separa nós do resto da porcaria lá de cima!" 

Rimos muito, mas é claro que ele não pensava assim de verdade, mas era uma maneira de nos explicar o quanto éramos diferentes do resto, desde a maneira de falar, de agir, nossas posições políticas, nossa disposição para a defesa de ideais. 

Somos muito incompreendidos pelas pessoas de outros estados que não nos "estudam" um pouco. Defendemos posições geralmente diferentes, nos comportamos de um jeito único, enfim, somos gaúchos. Este termo serve muito para nos definir: é o jeito dele, ele é gaúcho.

Nossa bebida mais comum é uma espécie de chá, quente e amargo, tomado em uma cuia e passado de mão em mão. Muitos acham esse um ritual estranho, mas para nós é o componente obrigatório numa roda de conversa. Nosso "happy hour" pode ser feito a qualquer hora do dia, basta uma cuia de chimarrão e uma chaleira de água, logo um se aproxima e depois outro e mais outro e logo tá formada a roda.

Os homens são chamados de peões e as mulheres de prendas. É claro que não é assim no dia-à-dia, mas é ou não é uma forma bonita de se chamar uma mulher? Os homens geralmente são muito cavalheiros e tratam suas "prendas" com muito amor e respeito.

Tudo isso, associado às nossas belezas naturais, à rivalidade acirrada mas sadia entre ximangos e maragatos, gremistas e colorados, às nossas tradições e costumes, fazem com que cada um nós sinta muito orgulho em ser gaúcho, em pertencer à esta terra, em ter suas raízes fincadas neste chão.


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As comemorações do Movimento Farroupilha, que até 1994 restringiam-se ao ponto facultativo nas repartições públicas estaduais e ao feriado municipal em algumas cidades do Interior, ganharam mais um incentivo a partir do ano 1995. Definida pela Constituição Estadual com a data magna do Estado, o dia 20 de Setembro passou a ser feriado. O decreto estadual 36.180/95, amparado na lei federal 9.093/95, de autoria do deputado federal Jarbas Lima (PPB/RS), especifica que "a data magna fixada em lei pelos estados federados é feriado civil".

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Ouçam o nosso hino e acompanhem a letra  É muito bonito e fala muito sobre nós, é cantado em cerimonias dos mais diversos tipos e é muito difícil conhecer um gaúcho que não saiba cantá-lo


Hino Rio-Grandense
Fontoura / Joaquim José de Mendanha


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CONVERSAS - Cuidado

Hoje nossas conversas são coma queridíssima Fabi Coltri, mãe da linda, doce e espertíssima Sofia e que escreve no blog No mundo de Sofia. Fabi é uma dessas amigas virtuais que parecem assim bem próximas. 

Divertidíssima, faz brincadeira com tudo, até quando está braba, faz graça. 

No texto que ela enviou, fala da previdência divina, que a impediu de saber antes do parto que sua bebê tinha lábio leporino e assim a protegeu de sofrer antes da hora e pôr em risco o restante de sua gestação. 

Acompanhem o texto:

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Cuidado!
por: Fabi Coltri (@FabiColtri)

Fabi e sua filha linda Sofia

Quando a Tuka me convidou pra estar aqui, confesso que fiquei meio com medo! =o)
Ela escreve tão maravilhosamente bem, tem assuntos diversos e eu tão sem graça com minha vidinha máomeno!!
Resolvi então falar de como tem coisa que a gente não explica, acredito que só Deus tem mesmo explicação pra algumas coisas na nossa vida!
Quando me casei, meu marido e eu combinamos de ter filho logo, assim que desse. E 1 mês depois que parei de tomar o anti-bebê, engravidei.
Não me lembro de querer ser outra coisa na vida que não fosse mãe!
E assim, com semanas de gestação eu já me sentia, a mais completa mãe de todas as mães do planeta!
Tudo planejado, tudo cor de rosa, todo o mundo Sofia ao meu redor!
Quando a gente espera um bebê, é óbvio que desejamos sempre o melhor, que venha com muita saúde, perfeito, e que o dia do nascimento seja marcado de coisas boas.
Lembro que marquei pra fazer uma ultrassonografia 3D, só pra ver com quem a Sofia parecia, pra me gabar que ela seria a minha cara.
Não conseguimos fazer a ultra por motivos que nem lembro qual.
E eu fiquei triste, pq queria muito conhecer ali o rostinho da minha princesa, até chorei.
Depois disso fizemos um ultra morfológico, e nele não foi possível ver o rosto da Sofia, dava sim pra ver os olhos, a testa, o queixinho, as orelhas, mas a boca não, ela não tirava as DUAS mãos da frente, de jeito nenhum, saí pra comer chocolate, pra dar uma sacudida na garota, mas nada. Isso aconteceu em 3 ultras!
Logo depois chegou o dia do parto. E ali, enquanto meu médico fazia os procedimentos, ele me perguntou: ¨Fabiana, vc já ouviu falar em Lábio Leporino?¨
 Na mesma hora, visualizei a cena da Sofia tapando a boquinha pra que eu não visse ali no ultra. Na mesma hora, visualizei minha tristeza por não conseguir fazer o tal do ultra 3D.
Eu só imagino como teria sido minha gestação se eu tivesse visto nas ultras.
Sem saber que grau de L.L era, sem saber se era só isso que ela tinha.
Uma coisa eu sei: Deus escreve certo, por linhas certas!
 Ali, eu senti a união de Deus, e da minha filha, que ainda que não soubesse, ajudou a mamãe.
Independente do que aconteça Deus cuida de nós, e ele cuidou de mim ali, da maneira dele, mesmo sem eu entender, e naquele momento aceitar, Ele cuidou de mim!
Muitas vezes planejamos as coisas e quando não sai do jeito que gostaríamos, nem paramos pra pensar no pq daquilo, nossa primeira atitude é de reclamar, se irritar, mas tudo tem o outro lado, tudo tem o motivo pra acontecer.
E no meu caso, não era pra eu ver a boquinha da Sofia na ultra. Não vejo coincidência nisso, vejo sim o cuidado!
É certo que choraria a gestação inteira, e sabe Deus o que mais aconteceria.
Hoje ainda choro, mas de felicidade, por tamanho presente enviado por Deus pra mim!!


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Fabi, me emocionei com o teu texto e acredito sim que Deus está o tempo todo nos protegendo e cuidando. 

E nossos filhos são anjos, enviados por Ele para nos ajudar a superar momentos como esses e nos ensinar a sermos fortes e crescermos como pessoa. Sofia é linda e a pequena cicatriz em seu lábio é parte do seu charme. 

Obrigada por compartilhar conosco esta história!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Não há despedida sem dor.

Estive off line por muitos dias, havia deixado postagens programadas, pois já sabia que estaria fora no final de semana, envolvida com o ECC em nossa paróquia (lembram? falei sobre isso aqui), mas na quinta de manhã recebi a triste notícia do falecimento da minha tia e madrinha, que lutava bravamente contra um câncer. (Leiam o post que fiz pra ela aqui).



Não pensei duas vezes, só larguei as crianças na escola, tomei um banho e um café e me fui à Porto Alegre, na companhia da prima Alice para velar minha dinda. 

Não foi um programa agradável. Embora tivesse tido pequenos momentos felizes, como o reencontro com minhas tias, com meu tio Gustavo que também não via há tempos e mais algumas pessoas queridas, as circunstâncias desse reencontro eram muito tristes.

Por causa das minhas tias e do meu tio que moram todos em outros estados, o velório foi longo. A cerimônia de adeus foi só no dia seguinte e eu passei a noite toda lá, acompanhando meus primos Daniela e Rafael, e meu tio Noronha, inconsoláveis.

Todos já sabíamos que ela estava doente e que esse momento poderia acontecer de uma hora para a outra, mas ela estava bem e não estávamos preparados naquele momento.

A primeira coisa que me veio à mente foi o reencontro familiar promovido por ela no ano novo, (leia aqui) quando ela mesma disse que acreditava ser o último. Pra mim, quando os quatro irmãos se reuniram em abraços à volta do caixão dela, foi um dos momentos mais tristes e emocionados que presenciei na vida. Deste momento em diante, já não consegui mais parar de chorar, mesmo tendo passado toda a noite ali, conversando com minha tia Sônia e relembrando muitas coisas. 

Depois, ver o sofrimento do Rafael, um menino que se faz de forte, de auto-suficiente, mas que estava destruído pela dor chorando convulsivamente até precisar ser amparado pela esposa, que aguentou o tranco até o fim para só depois desabar e chorar também.

O choro mais contido, silencioso, mas igualmente doído da Dani, a filha mais velha, abraçá-la sem saber o que dizer ou fazer para que se sentisse amparada e confortada.

Mas chorei muito por mim mesma, que perdi um referencial. Minha Dinda era um misto de tia, mãe e avó, aglutinando todas as qualidades que essas figuras representam na vida de uma pessoa. Ela era o braço forte da família, era determinada e decidida, mesmo quando meus avós eram vivos, era ela quem "comandava" a família toda, não no sentido de mandar ou ditar regras, mas no sentido de proteger, ajudar, mediar e estar sempre por perto, disponível para cada um de nós.

Em determinado momento, me senti meio deslocada lá. Era a única sobrinha presente, pois a maioria mora longe, e mesmo me sentindo como filha, não me encaixava nesta posição. Mas fiquei lá, segurei a mão dos meus primos o quanto pude, e pretendo segurar sempre, ajudando eles no que eu puder, pois é o mínimo que posso fazer por ela que fez tanto por mim.

Ainda estou sofrendo muito e vou sofrer por muito tempo, minha Dinda sempre esteve presente na minha vida, mesmo nos anos em que nos falamos e nos vimos muito pouco devido à distância. Mas não sofro por ela, que sei que descansou do sofrimento que a doença lhe impunha, sofro por mim, pelos filhos dela, pela netinha que ela amava tanto e que não terá essa avó maravilhosa por perto, por meu pai que ficou sem chão com a perda da irmã tão querida.

A vida de todos nós continua e todos nos adaptaremos à sua ausência. Mas ela deixou muitas lembranças, sinal de que foi realmente muito presente em nossas vidas, muito especial e importante.

Este post é só uma singela homenagem, um registro da importância que ela teve e continuará tendo na vida de todos nós e aqui deixo os meus votos de que seus filhos encontrem o conforto de que necessitam e reajustem suas rotas de acordo com o norte que ela lhes deixou.

Descanse em paz minha querida! Vou te amar sempre!

Uma das últimas fotos que tenho com ela, no ano novo. Estava feliz pela reunião familiar. Essa é a lembrança que quero guardar dela.




Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

domingo, 11 de setembro de 2011

Onde você estava?

O atentado mais filmado e fotografado que já se teve notícias.

Quem tinha mais de 5 anos de idade  e alguma consciência de que algo grandioso estava acontecendo, lembra bem onde estava há 10 anos atrás (minha filha tinha 5 anos e se lembra) quando aconteceram os atentados de 11/9 em Nova York. 


Eu estava no trabalho. Ouvimos no rádio que um avião havia batido em um prédio em Nova York. De cara achei muito estranho, mas ligamos a TV para ver se aparecia alguma notícia. O resto vimos ao vivo. O tempo praticamente parou naquele dia, só fizemos o absolutamente necessário, o dia todo com os olhos e ouvidos grudados na TV.

De todas as sensações daquele dia, lembro bem que tive medo, muito medo. Aquilo estava acontecendo muito longe de nós, mas sabia que não ficaria sem resposta, e uma guerra envolvendo a nação mais importante do mundo não podia resultar em boa coisa.

A guerra veio, mas as consequências, pelo menos para nós, não foram assim tão dramáticas como eu previ naquele dia sombrio. 

Até hoje lembro bem daquele dia e das cenas que vimos ao vivo pela TV. Aquele atentado foi o maior que o mundo já presenciou porque foi transmitido pela TV e porque atingiu um lugar que o mundo todo julgava inatingível. Por isso nos trouxe tanto medo: se conseguem entrar lá e fazer essa barbárie, nenhum lugar no mundo é seguro agora.

Mas as barbáries sempre trazem lições e o 11/9 nos ensinou que ninguém é grande o bastante que não possa ser derrubado. Isso traz uma certa humildade. Esperemos que esse tipo de coisa aconteça cada vez menos em nosso mundo e que não tenhamos mais que presenciar tanta violência pela TV.

Que o mundo tenha paz.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dia da Pátria

Já faz tempo que deixou de ser interessante ser patriota. Acho que nem ensinam mais nas escolas a cantar hinos, fazer reverência à bandeira ou qualquer outro símbolo de amor à pátria. No Brasil, por causa da ditadura, o povo associou essas coisas à repressão.

Mas eu acho bacana. Acho que as crianças aprendem a cantar fácil qualquer rap ou funk da moda, podem também aprender a cantar o hino nacional.

É claro que o Brasil tem muitos problemas, mas não é por isso que não devemos amar nosso país, nem tentar mudá-lo. Sim, é possível mudar o país, basta que aprendamos a votar nas pessoas certas, escolhendo quem realmente pode fazer essas mudanças almejadas e necessárias à nossa sociedade.

Então em homenagem ao dia da Pátria, o nosso hino, em sua linguagem formal e arcaica e sua explicação em português.




Clique duas vezes na imagem para ampliar

Imagem: Daqui

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CONVERSAS - desOCUPADA

Hoje apresento a vocês a Cléo. Conhecemos-nos há mais de 6 anos, tivemos a oportunidade de trabalhar juntas por um curto período de tempo, mas suficiente para ficarmos amigas. 

Cléo é dessas pessoas solares, com uma risada contagiante e que está sempre rindo e fazendo a gente rir. Novinha, casada há pouco tempo com o Marcelo, esse casal passou a fazer parte de nosso círculo de amigos, e embora não nos falássemos com freqüência, quando nos encontrávamos era sempre muito divertido. 


Ficamos grávidas na mesma época e nossos bebês deveriam ter nascido com 4 dias de diferença, mas eu esperava gêmeas, então elas nasceram quase 2 meses antes do Davi. Senti muito quando ela foi embora de Cachoeira, ainda mais porque estava grávida da Cecília que só vim a conhecer quando passaram por aqui, lembram? (A visita da D. Maricota).

Cléo é professora e tem muitos dons artísticos, faz trabalhos manuais lindos, tem muita imaginação e criatividade e ingressou a pouco no universo blogueiro editando o blog A dona Maricota. Está, como muitas mães da blogosfera, vivendo a experiência de não fazer nada cuidar dos filhos e da casa e é sobre isso que ela nos conta um pouco...

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Kátia,

Não sei onde andava com a cabeça ou o que tinha na cabeça quando me pediu pra escrever. Passei dias caraminholando sobre o que escrever, como escrever e aos poucos as letrinhas foram se “acuierando” na minha cachola, e saiu isso ai...

Espero não decepcioná-la!


desOCUPADA

Ingressei cedo no mercado de trabalho.
Comecei vendendo rapadura de leite e amendoim com meu irmão André, mamãe fazia e nós vendíamos pros vizinhos e conhecidos. E o pagamento é claro que eram rapaduras...
Depois comecei a vender cosméticos em vários catálogos que mamãe revendia, e ela me dava comissão pelas vendas...
Quando maiorzinha trabalhei no mercado do meu tio Artemio (em memória), eu e minhas primas, cada uma fazia um serviço determinado, eu cuidava das verduras, frutas e bebidas...
1994 virei a “Tatá”, babá da Júlia, e também fazia alguns afazeres domésticos. Com carteira assinada e tudo!
1995 fui serviços gerais num consultório odontológico...
Nesse período conheci a Inajara e comecei a fazer animações de festas infantis, pra fazer uma grana extra.
1996 passei no vestibular em Ed. Especial Audiocomunicação e comecei a trabalhar em uma creche, a Anjo da Guarda, que nem existe mais, como professora. E continuava a fazer animações, eu era o Palhaço Pipoca.
1997 comecei a fazer magistério também e tinha uma bolsa de estudos na faculdade, pois trabalhava na biblioteca setorial de Centro de Educação.
1998 troquei de creche e fui para Ipê Amarelo, a creche modelo da UFSM por alguns meses, depois comecei a trabalhar na Casa Abrigo de Meninas, mantida pela Prefeitura Municipal, para cuidar de adolescentes em situação de risco ou bando, em convenio com o CIEE por dois anos.
2000 comecei oficialmente como professora o Colégio Franciscano Sant Anna, onde fiquei até o final de 2003.
2001 voltei a trabalhar nos abrigos, porém no de meninos, onde fiquei por 6 meses e voltei pro de meninas até completar meus dois anos de convenio. Nesse período as animações eram muito esporádicas, mas as revendas de produtos e semi-jóias iam de vento em popa!
2004 casei e mudei de tudo: ESTADO CIVIL – CIDADE – TRABALHO – CASA – AMIGOS – PETS – VIDA!
Daí comecei no Colégio Imaculada Conceição, em Cachoeira do Sul onde fiquei até o final de 2008, ano em que nasceu meu amado filho Davi.
2007 iniciei na Prefeitura Municipal, pois passei em 7° lugar no concurso do ano anterior. Fui pra escola Maria Paccico de Freitas, e trabalhei num projeto da SMED de teatro para adolescentes nas escolas municipais. Eram 60h semanais de trabalho.
2009 mudei de escola e fui pra minha amada APCRIM, e iniciei também no projeto ACELERA BRASIL, do Governo do Estado. Participei da gravação de um longa metragem, dei entrevistais e tirei muitas fotos.
2010 fui garota propaganda nacional da Avon, engravidei e recebi a notícia de que mudaríamos de cidade!
2011 fiquei em licença maternidade até 03/07, depois...
desOCUPADA,
em Bagé, só...
... limpando casa, lavando louça, passando roupa, cuidando de dois filhos pequenos, 2 cachorros... blogando e agora escrevendo no blog das outras. kkkkkk
Se ainda tiver alguém ai, pergunto:
Como se pode dizer que uma mulher que cuida da casa é uma desocupada? Ou então responder essa pergunta assim:
- O que sua mãe/mulher faz?
- Nada. É do lar!
As donas de casa ou do lar deveriam receber muito bem por tudo que fazem!
Agradeço a todas por “me lerem” e principalmente a Tuka, por ter me feito escrever isso, me fazendo analisar a mim mesma, fazendo-me entender que só porque estou em casa não sou uma desocupada!!!!!!!!!!
Tenho que curtir meus pimpolhos até que cresçam um pouco mais, para depois pensar se volto pro mercado de trabalho. Kkkkkkkk
Bjocas em todassssssssss

Davi, Marcelo, Cléo e Cecília

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Cléo, querida amiga, obrigada pela tua presença aqui. Você, com seu jeito solar de sempre, nos faz ver quanta coisa deixamos pra trás ao decidirmos ser "apenas" mães, mas que ganhamos tanto e também fazemos tanto...

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
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