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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mamatraca

Hoje estou dando pinta lá no Mamatraca, falando sobre erros, ops, equívocos da maternidade. Corre lá, além do meu vídeo (que tá ridículo) tem outros lá bem legais.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

BC - O dia que eu arrasei

 

Depois das blogagens coletivas "Eu como brega" para comemorar o níver da Fê Iasi e "As músicas da minha vida" do níver de casamento da Ingrid Strelow e Paulo Lima, eu tive uma crise de ciúme+mimimi e chorei tanto que ganhei uma blogagem para o meu aniversário também!

A Fê Iasi, que é uma diva e é cheia de imaginação sugeriu o tema: o dia que eu arrasei. Adorei, embora nunca tenha arrasado muito na vida.

Mas sempre tem um dia em que a gente se acha a última bolachinha do pacote e isso aconteceu comigo no meu casamento. 


Foi uma festa enjambrada, mal elaborada e mal produzida, afinal, fui eu mesma que cuidei de tudo e sou péssima nisso. Mas era o MEU dia, e EU tava "sissi". Eu me diverti pra valer e curti cada momento. Não fizemos festa para os outros e sim para nós, só queríamos compartilhar esse momento importante com as pessoas que eram (e são) importantes para nós.

Esse dia foi o primeiro (e único) em que me fantasiei completamente de mulherzinha: vestido, salto, cabelo escovado, maquiagem, sobrancelhas aparadas, unhas impecáveis. Na minha vida "real" quase não uso vestidos, nunca uso maquiagem (exceto um batonzinho vez ou outra) nunca uso salto. Tava me achando linda e especial. O centro das atenções.

O que nos une

Além disso, era mesmo um momento especial. Já vivíamos juntos há 12 anos, mas fiquei nervosa igual uma mocinha à espera deste momento. Entrar na igreja ladeada por meus pais, com meus 2 filhos (até então eu só tinha dois) na frente, ver meu marido liiiiindo dentro de um terno me esperando no altar, os amigos e familiares reunidos, foi muita emoção. E eu não podia chorar de medo de estragar a maquiagem, que eu não uso nunca e tava linda!

Mas esse foi o dia que eu arrasei, ou pelo menos me senti assim. Ainda choro de emoção vendo as fotos e lembrando daquele dia.

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Sem mudar de assunto, ontem também eu arrasei. Fui à Porto Alegre para consulta e por isso fiquei o dia todo em off, mas recebi centenas de mensagens pelo meu aniversário! Telefonemas, SMS, mensagens inbox ou no mural do Facebook, DM's ou mensagens na TL do Twitter, Orkut, Blog, email... Nossa, foram tantas e tão carinhosas que vou levar semanas respondendo tudo. Arrasei! Me senti muito querida e especial. Obrigada gente!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Completando mais um ciclo

Hoje é o último dia dos meus 40 anos, amanhã já terei 41, e relendo meu post de aniversário do ano passado me emocionei em ver como um ano parece pouco, mas é muito! 

De lá pra cá, as crianças cresceram muito e como são elas que ocupam meu tempo e enchem minha vida, tomei um susto revendo as fotos de um ano atrás.

Eu fiquei mais velha. Tá, essa é óbvia. Mas depois de uma certa idade, essa constatação é cada vez mais verdadeira e visível à distância.


Também houve perdas. Minha dinda querida partiu há menos de 3 meses e sua ausência ainda não foi bem assimilada, ela está presente em muitas lembranças. São lembranças alegres, mas fazem a saudade apertar.

Mas o mais importante é que se passou mais um ano, um ciclo está se encerrando e um novo começando. Permanecer viva, ter as pessoas que amo com saúde e próximas de mim é uma vitória a ser comemorada.


Esta é a parte de mim que não envelhece, aquela que enxerga o brilho do  futuro!

Estou um pouco melancólica. É comum nessa época. Além do meu aniversário, a proximidade do Natal e Ano Novo me fazem refletir sobre essa mudança de ciclos. É um período para balanços, avaliações, reflexões e novas metas.

Além do mais, estou tão cansada! É um acumulo de coisas: a minha fadiga costumeira, o surto recente, o ciclo de corticóide, o calor, o final de ano chegando... tudo se aglomera num cansaço que parece não ter fim.

Mas sou uma otimista incorrigível, talvez por ingenuidade, talvez por fé. Isso significa que este período de introspecção vai resultar em outro de mil planos e esperanças renovadas. 

Amanhã é um novo dia e pra mim, um novo ano. Mais um ciclo que se completa para iniciar outro, com novas metas, novos planos, novas determinações, mas com o bom e velho espírito otimista de sempre!

E amanhã estarei de novo aqui. Na versão 4.1 !!!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CONVERSAS - Quando o cansaço pesa


A convidada de hoje pra nossa CONVERSA é nada menos do que a chique, elegantérrima e muito fina Aline da Silva Dexheimer (ou seria eu a chique por tê-la aqui?) lembram dela? Escrevi sobre ela quando ganhei de presente o livro O Brilho Oculto (leia o post aqui) escrito por ela. 

Depois de ler o livro com a avidez de quem está há dias no deserto e encontra uma fonte de água fresca, me pus a conversar com a Aline via facebook. Lendo o livro, me achei tão próxima dela, que a cada página aguardava o momento da revelação de onde é que eu a conhecia. Não encontrei essa revelação no livro, embora suspeitasse conhecer alguns dos lugares que ela descrevia. Foi no face que realmente descobri: fomos "vizinhas" em Porto Alegre, moramos anos muito próximas e devemo ter cruzado o caminho uma da outra inúmeras vezes, sem no entanto nos encontrarmos efetivamente. Mais uma daquelas amizades incríveis que só a internet nos proporciona!

E como temos muito em comum, inclusive um trio de crianças (Aline é mãe de trigêmeos), o texto escolhido por ela é justamente sobre um tema que eu vinha pensando em escrever. Vamos à ele então:


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Quando o cansaço pesa

Todos os finais de ano praticamente me sinto assim: cansada.  Já não consigo acordar mais na hora e nem dormir tão cedo! O caminho da escola me irrita; as compras do supermercado de repente ficam insuportáveis e levam um tempo interminável; as ideias para o almoço são escassas; a limpeza da casa atrasada; minha cesta de roupas para lavar e a pilha para guardar parece tão mais imensa!

Mãe não tem férias mesmo! Nem quero ter férias dos meus filhos, que fique isso bem claro. Mas o cansaço é real. Nesses casos, me permito deixar as coisas um pouco para depois. Não brigo com meu cansaço. Às vezes, é preciso fechar os olhos para as obrigações e rotinas do dia a dia em prol de situações mais importantes. Nas duas últimas semanas me permiti ficar assim. Deixar os pratos na mesa e sentar no sofá com as crianças; lavar a louça mais tarde, enquanto descemos para dar uma volta no prédio lá embaixo no playground; deixar o quarto da minha filha para organizar depois! Anotar as ideias para não perdê-las, mas escrever em outro momento.

As três últimas semanas foram cansativas porque tivemos um agravante somado ao cansaço natural do final de ano. Minha filha fez uma cirurgia (garganta, nariz e ouvidos). Na primeira semana tive que me concentrar para ficar forte, na segunda encarar e manter a força para deixá-la segura e tranquila, enquanto, ao mesmo tempo, mantinha a casa e o ambiente mais ou menos organizado para os meninos enquanto eu estivesse no hospital. E a terceira, simplesmente eu fiquei meio paralisada e cansada esperando minhas forças voltarem! Durante o tempo todo que estávamos no hospital só pensava em trazer minha filha de volta para casa e ter meus trigêmeos juntinhos outra vez. Graças a Deus tudo passa e tudo deu certo para nós. No entanto, durante o processo e o envolvimento nesse esforço todo, eu fiquei meio esvaziada.

Agora, corro atrás das roupas acumuladas, da poeira nos cantos e daquilo que deixei para trás. Busco minha energia e recomeço. Sem empregada já há bastante tempo, aprendi a não me estressar e não ser escrava do trabalho doméstico. Claro, não gosto de viver na sujeira, mas desacelerar e se permitir jogar os pés para o alto procrastinando o serviço de casa de vez em quando não mata ninguém, o trabalho doméstico é ingrato e quase não aparece. Deixei sim as coisas acumularem e ficarem um pouco empoeiradas; as roupas ficaram a espera para serem guardadas, mas sentei com meus filhos, os levei lá embaixo no playground, assisti a filmes com eles, descansei e também conclui muitas coisas positivas nessas semanas lentas.

Esse tempo reforçou ainda mais minha forma de ver as coisas e viver a vida, ou seja, o que importa mesmo é o aqui e o agora e as pessoas que nós amamos, bem como a saúde delas e as pequenas coisas simples da vida, como por exemplo, um filho sem dor. Temos que levar isso sempre dentro de nós, agarrar tais momentos e usá-los de forma positiva quando estivermos encarando neuroses domésticas ou problemas tão bobos do dia a dia, essas coisas são tão pequenas e desnecessárias diante do valor e a saúde dos nossos filhos. Prefiro mil vezes ficar mandando meus filhos pararem de brigar do que vê-los em camas chorando de dor.

Lembre-se que não precisamos de tragédias, doenças e problemas sérios para valorizar tudo àquilo que realmente importa para sermos felizes. O mundo não vai acabar se você deixar a louça ou qualquer outra tarefa secundária para depois.


Aline Silva Dexheimer  é mãe de trigêmeos e começou a escrever a fim de entender, aceitar e encontrar caminhos alternativos para enfrentar as dificuldades da vida. Escreveu o livro “O BRILHO OCULTO” publicado pela Amazon.  Também possui crônicas publicadas pela Editora Mackenzie para livro didático. Escreve sobre maternidade, vida e atitude positivas. Site:  http://www.alinedexheimer.com/




Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Liberdade! Liberdade! Abra as asas sobre nós...

"E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz"


O que é essa tal liberdade, que todo mundo quer e que ninguém acha que tem?
Segundo a Wikipedia, Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
Não se trata de um conceito abstrato. É necessário observar que filósofos como Sartre e Schopenhauer buscam, em seus escritos, atribuir esta qualidade ao ser humano livre. Não se trata de uma separação entre a liberdade e o homem, mas sim de uma sinergia entre ambos para a auto-afirmação do Ego e sua existência. E na equação entre Liberdade e Vontade, observa-se que o querer ser livre torna-se a força-motriz e, paradoxalmente, o instrumento para a liberação do homem.

Segundo o dicionárioweb,  é a Faculdade de fazer ou de não fazer qualquer coisa, de escolher. Independência: conquistar a liberdade. Estado oposto ao do cativeiro ou prisão: pôr um prisioneiro em liberdade; à escravidão: dar liberdade a um escravo; ao constrangimento: falar com inteira liberdade. Direito que alguém se arroga: tomar a liberdade de contradizer uma pessoa. Liberdade de consciência, direito de ter ou não uma crença religiosa ou filosófica. Etc, etc, etc...

A questão nem é o conceito de liberdade, mas até onde ela vai. Quando criança, sempre escutei meus pais falarem que a liberdade de um termina onde começa a do outro e que para se ter liberdade é preciso ter responsabilidade. Achava que isso era papo de adulto, querendo tolher a liberdade alheia, no caso, a minha. Mas é só a gente começar a ter noção das coisas que percebe que isso é a mais profunda verdade.

Aqui em casa, uso sempre um exemplo simples (nojento, mas simples) de morar sozinho. A gente sempre pensa em quando for morar sozinha, quando tiver a casa da gente, vai ter liberdade pra fazer o que quiser. Verdade, dá até pra fazer cocô no meio da sala se quiser. Mas é preciso ter em mente que é você mesma quem vai ter que limpar o cocô do meio da sala, ou no mínimo, ter cacife pra pagar alguém que faça. E não pense que vai poder fazer isso todo dia, pois não há dinheiro que pague uma empregada para limpar cocô do meio da sala todo dia!

É a isso que me refiro. Só é livre pra fazer o que bem entende, quem tem responsabilidade para assumir as consequencias daquilo que faz. Só é livre pra fazer o que bem quer, quem respeita a liberdade do seu semelhante de não ter que aturar as suas maluquices. E é esse conceito que as pessoas não tem mais. Todo mundo quer ser respeitado na sua individualidade, mas para isso desrespeita o outro.

E é desrespeito que eu vejo nessa onda de politicamente correto que se instalou por aí. Se eu disser que não gosto de uma determinada pessoa, corro o risco de ser chamada de racista se ela for negra, de homofóbica se ela for gay, de intolerante se ela for de outra religião, corro o risco de ser linchada em praça pública ou ser presa por preconceito, quando na verdade eu não gosto dela só porque ela é fofoqueira.

Por exemplo, não acho que nenhuma das ditas "minorias" consiga ganhar respeito afrontando quem não as compreende e hostiliza, afinal isso também é hostilizar. Acho que eu só posso ter a liberdade de ser quem eu sou, se respeitar a liberdade do outro de gostar ou não de mim. Isso não dá ao outro o direito de me hostilizar ou prejudicar de qualquer forma, mas se eu fizer isso ao outro, que moral tenho pra exigir que me respeite?

E você, o que pensa sobre isso?

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Mudando um pouco de assunto, o bloguito anda abandonadinho, ando com uma preguiça de postar! Isso é sintoma do meu recente surto, efeito colateral da pulso, adicionado do recente calor e muita fadiga acumulada! Ainda por cima, já estou sentindo o peso de mais um ano chegando para se somar à minha idade, sempre fico meio macambúzia quando meu aniversário se aproxima, sinal das minhas reflexões costumeiras. Mas vai passar.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Momentos "ownn"...

Cada dia tem uma novidade por aqui. São tantas, que não dou conta de anotar e muito menos lembrar de tudo depois, mas a meninada tá cada dia mais esperta e isso me deixa sem ar às vezes.

A Aline, sempre muuuuuito chata pra comer, agora diz: "Não quero mais mamãe, obrigada." Diante de tanta educação, como forçar a barra?

Camila aprendeu a gritar. Não que antes não soubesse, mas agora ela grita "Socorro!" quando vou pentear seus cabelos. Faz o seu choroô habitual e grita por socorro. Qualquer dia o conselho tutelar vai bater à minha porta.

Letícia acompanha parelho as bagunças das irmãs, embora ainda não tenha cacife para fazer muitas coisas, mas tenta.

Esses dias resolvi levá-las à pracinha. Eu, sozinha, com as 3... Definitivamente não dá! Até que foram bem, mas na hora de brincar, a Letícia queria o balanço e as outras duas o trepa-trepa. Não podia sair de perto da Letícia porque não tem balanço pequeno nesta praça (e ela chamava desesperada cada vez que eu dava um passo pra trás) e as duas se pendurando no trepa-trepa me davam dor no estômago. Depois vejam no vídeo lá em baixo o que eu estou falando.

O pior é que em dado momento, a Letícia também quis ir ao trepa-trepa e queria subir lá em cima! Como ela ainda não consegue, subia no primeiro ferro e depois ficava gritando pra mim para que a colocasse lá em cima!

Outra coisa que elas tem feito com frequencia: seguram o meu rosto pra pedir minha atenção. "Mamãe, eu tô falando contigo, presta atenção!" e a Letícia briga com as irmãs, apontando o dedinho e gesticulando igual eu faço quando quero tento que entendam algo. Só vendo a cena.

Umas fotinhos fofas das traquinagens das meninas.

Aqui elas transformaram a toca num amontoado. E adoraram o "efeito".

Letícia dormindo abraçada com a Aline. Fofo né?

Letícia e Camila na janela da cozinha. Calma, papai está segurando atrás.

Momento pracinha. Aqui a prova de que a Aline é um filhote de macaco prego, sempre pendurada em alguma coisa.

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Aqui um vídeo da Letícia comendo cebola. Porque eu conto e o povo não acredita.

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E aqui a prova definitiva das macaquices da Aline. Aff...

Como não ficar de cabelos brancos?

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CONVERSAS - O (inesperado) SEXO DO BEBÊ!

Hoje nas CONVERSAS, tenho o prazer de contar com a participação especialíssima da Gabriela Teixeira. Ela escreve o blog Garoto Gabriel e a história que eu tenho com esse blog é quase inacreditável.

Esse blog é um daqueles que a gente acha por acaso, gosta, mas por algum motivo obscuro, esquece de favoritar ou seguir e nunca mais acha. Eu, como boa atrapalhada que sou, custo a ligar os pontos entre as carinhas que vejo no meu próprio blog, as twittadas aqui e ali e as amigas no face com os seus respectivos blogs. Aliás, sigo uma mesma pessoa no twitter e no face e só me dou conta que são a mesma pessoa depois de algum tempo. Essa sou eu. :( Apesar disso eu tinha o email da Gabriela num grupo de emails de mães e mandei um convite pra ela escrever aqui pro blog e ela me respondeu!

Sendo assim, deixei a preguiça de lado, e fui procurar pelo blog dela de novo até achar! Isso é a minha cara, a desorganização em pessoa! E agora já favoritei e estou seguindo, viu Gabriela?

O blog dela é cheio de amor dessa mãe pelo seu bebê, que além de nome de anjo, é um anjo de tão lindo! Um blog bem materno, assim como o belo texto que ela escreveu pra nossa "conversa".

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O (inesperado) SEXO DO BEBÊ! 


Lá em casa somos em 3 irmãs, eu sou a do meio... o único homem que habitava por lá era meu pai, a mulherada sempre dominou a área! Mais tarde minha irmã mais velha engravidou, mais uma menina na área, em seguida a minha irmã mais nova também ficou grávida e lá vem mais uma menina na família, todo mundo dizia que meu pai era um homem de sorte, viver no meio da mulherada não era tarefa fácil, coitadinho! 

10 anos se passaram... eu me casei, engravidei, e é aí que começou a história!
Não sei o porquê, só sei que na minha cabeça eu teria uma menina, TODAS lá em casa tiveram, pq eu não teria?!

Antes mesmo de fazer a ultra para saber o sexo do baby, eu e marido já havíamos escolhido o nome... seria ANANDA! O quarto lilás e branco.
Chegou o tão esperado dia de saber o sexo do bebê, marido foi até de camisa rosa, por incrível que pareça ele também estava preparado para uma menina!

-Opa, olha só que garotão, disse o médico!

Fiquei sem ar por uns segundos...

Liguei para minha mãe (o sonho dela era ter um menino) minha família e amigos amaram a idéia, todos diziam que eu fui a premiada, a única a ter um menino!

Chorei quando cheguei em casa, eu fiquei péssima com a notícia. Como cuidar de um menino? E agora? Meninos não são tão apegados como meninas. Eu sempre vivi no meio de mulheres. Pensei muita besteira, fiquei meio depressiva, sei lá.

Os meses se passaram, me conformei com a ideia, fiz planos, marido só falava em levar o menino para jogar futebol, escolhi todo o enxoval, quarto azul e branco, roupas em vários tons de azul fazia parte do guarda-roupa. 

EU REALMENTE FUI A PREMIADA!

Enfim, essa história toda serviu para me mostrar que filho é FILHO, independente de sexo, de cor.

Olhando para trás eu vejo o quanto fui hipócrita e egoísta, mas o q passou, passou. 

GABRIEL nasceu, o amor aconteceu... pensava eu que menina era meu forte, meu forte mesmo é MENINO, chutar bola, gritar gol, assistir desenhos de ação. Será mesmo que eu teria paciência de brincar de casinha? 


Se eu quero outro filho?! Quero sim... SÓ SE FOR MENINO! 

Ah... e pra encerrar essa história com chave de ouro, hoje nasceu mais uma mulher na família, minha irmã teve mais uma MENINA! 


Samira... nasceu hoje 04/11/2011. Então GABRIEL ainda é o único homenzinho da family. Agora sim, A CASA DAS 7 MULHERES ESTA COMPLETA!

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Gabi, amei a tua participação! Um texto cheio de humanidade de uma mãe que teve medos e que agora não tem medo em admitir. Maternidade real, verdadeira. E o Gabriel é uma graça, faz jus ao posto de príncipe (ou rei) da família. Parabéns também pela sobrinha Samira, que ela traga muitas alegrias à família!


Eu também vivi um pouco desta sensação quando esperava a Yasmin. Tive dois irmãos menores e um filho antes de engravidar dela e achava que não daria conta de menina. Depois dela vieram mais 3!


E você, viveu algo parecido? Conta aí pra gente...


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

domingo, 6 de novembro de 2011

Blogagem coletiva As músicas da minha vida

Esta BC foi sugerida pela Fê Iasi, do blog "Ah, se eu fosse você" para comemorar as bodas dos queridos Ingrid Strelow (Desconstruindo a mãe) e Paulo Lima (Incubando Ideias).

Em primeiro lugar, meus parabéns ao casal que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente. Felicidades, saúde, sucesso. Que este aniversário se repita por muitos anos, com muita união e companheirismo.

Bom, se for colocar aqui todas as músicas que foram importantes em algum momento da minha vida, o post vai ficar loooooongo e muito eclético. Mas vou tentar dar uma resumida, mas sem ordem cronológica, porque as fases se misturam.

Sessão Fábio Jr.:

Meu ídolo de infância. Tinha até um travesseiro que era "dele", que toda noite vinha dormir ao meu lado. Tudo muito inocente, pois eu devia ter uns 8 anos.


Sessão nostalgia profunda:

Essa música era o "momento casório" nas reuniões dançantes lá pelos idos de mil-e-novecentos-e-guaraná-de-rolha. Era o único LP (que entregação de velhice) que tínhamos com alguma música lenta. Inesquecível, até pelo número de vezes que ouvi tocar (umas 986574787563462372174879 vezes).


E esta, lembra uma fase muito bonita da minha vida, época de escola, algumas saudades e alguns amigos e amigas inesquecíveis, dentre eles, um professor que foi mais do que um amigo e que já não está mais entre nós.




Sessão Legião Urbana:

Pra quem viveu o início da adolescência em plenos anos 80, Legião é um clássico, não pode faltar. Dentre todas as musicas, destaco Vento no Litoral, (aqui em versão com Cássia Eller) música que era sucesso quando comecei a namorar o Carlos. Uma camiseta com a letra da música foi o primeiro presente que ele me deu. Tenho ela até hoje.
Poderia listar todas, pois além de gostar muito, são atemporais. Todas, em todas os tempos, fizeram e farão parte da minha vida.


Sessão descorno:

Tive uma fase meio trash, onde além de sertanejão, curtia mesmo era aquelas de descorno profundo. Uma fase onde morei em um lugar onde a rádio disponível só tocava isso. É trash, mas eu curto!


Ainda tem essa, que ainda hoje gosto muito de ouvir. Letra e música bonita.



Sessão instrumental:

Dependendo da situação, do momento e etc, também gosto de música clássica e/ou instrumental, as preferidas do meu pai. Aí entra também o namoro com o marido, pois ao saber disso, do gosto do véio e de uma adoração que eu tina pela música tema do filme Romeu e Julieta, o danado deu um disco do Richard Claydermann pro sogro, com a tal música para mim. Dois presentes em um. Esta é uma das músicas que tocaram no nosso casamento.



Sessão U2:

Mas as minhas preferidas em todos os tempos são o bom e velho rock, mas na sua versão mais light, pop. U2 lidera todas as listas.


Podia acrescentar aí minha fase MPB, a fase "Sandy e Júnior", sertaneja, a fase rebelde, a New Wave, a infantil (turma do balão mágico e etc) a heavy metal e tantas outras, mas ia faltar espaço pra escrever e paciência pra quem lê, sem falar que escolher algumas, entre tantas músicas que gosto e que tiveram importância na minha vida é muito difícil.

Então eu termino este post com a minha fase "Menudo". Sim, porque se é pra pagar mico, que seja um King Kong. 




E vc, que música (ou músicas) marcam a sua vida?

Bom domingo à todos!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Visitando as amigas

Hoje não estou em casa, fui lá visitar minha amiga Rogéria Thompson no blog dela Um espaço pra chamar de meu que tá fazendo níver e eu não podia perder essa festa.

 Vai lá você também!


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Como lidar com o medo das crianças?

Esses dias enfrentei uma situação inusitada: uma crise histérico-neurótica de uma das minha meninas. As gêmeas sempre tiveram muito medo de bichos, e nisso incluem-se desde minúsculas formigas até cachorros, cavalos e outros bichos maiores. Com isso, a pequena que não se assustava com nada, também começou a demonstrar medo. Cada vez que se deparam com uma mosca, gritam tanto que corremos esperando encontrar algum dinossauro feroz diante delas.


Estava com elas na frente de casa. Começaram a brincar de correr na grama e uma delas caiu. Ao se rolar na grama, encheu-se de pega-pega. Assustou-se um pouco achando que eram bichos, mas logo acalmei dizendo que eram as sementinhas da grama. Dali a pouco, a outra caiu. Encheu-se também dos pega-pega, mas nem viu, continuou brincando. Quando se deu conta, começou a gritar. Mas gritar mesmo, de desespero, e tentava fugir dos supostos bichos, todos grudados na sua roupa. 

A cena foi tão ridícula, que me deu um acesso de riso, mas mesmo assim tentei me controlar e fui tentar acalmá-la. Não obtive nenhum sucesso. A criatura gritava tanto, mesmo eu tirando as bolinhas e mostrando que eram da grama, ela não se convencia. Pior, ficou vendo bicho aonde não tinha. Qualquer coceirinha que sentia, voltava a gritar e dizer que estava cheia de bichos. Depois de algum tempo, procurando por alguma formiga ou outra coisa que pudesse por ventura estar picando ela e sem encontrar nada, arranquei toda a roupa e pus no banho. No chuveiro a histeria continuou, pois a água que escorria onde ela não via, achava que era algum bicho caminhando.

Abracei, tentei explicar, fiquei braba, dei uns gritos, o pai tentou acalmar, voltei a abraçar e dar colo. Nada resolvia. Acabei dando umas gotas de paracetamol e a mamadeira e colocando na cama, pois a essa altura já era hora de dormir. Aos poucos foi se acalmando e no outro dia não falou mais no assunto. Mas eu fiquei assustada com tamanha histeria.


Uns dois dias depois elas estavam brincando no quarto quando ela começa a gritar de novo, no mesmo volume altíssimo e mesmo nível de neurose. Em segundos estavam as 3 gritando. Corri para o quarto, pensando em algum bicho enorme (aqui tem muito inseto por causa da proximidade com o mato e quando esquenta eles começam a aparecer dentro de casa) mas não vi nada. Ela apontava para a porta do meu quarto e falava no lobo.

Custei a entender, achei que alguém tinha batido em alguma coisa e elas imaginavam o lobo das historinhas batendo na porta, até que me dei conta que a cortina do quarto delas, enrolada e colocada acima do trilho, produzia uma sombra na porta do meu quarto e a sombra parecia um lobo faminto com a boca aberta. Aff!
Até explicar para elas que focinho de porco não é tomada, foi um custo! Mas agora elas já brincam com o tal lobo e quando começam a achar que ele tá mesmo querendo pegá-las, apagam a luz do quarto porque aí o lobo some. Posso com isso?


Medo até que é normal, minha mais velha tinha medo de cachorro e de uma capivara entalhada em madeira que ficava (ainda fica) na porta de uma loja de artigos de caça. Toda vez que passava na frente da tal loja, a guria disparava quase pro meio da rua. Mas essas crises histéricas confesso que me tiram a razão, não sei como lidar. 

Alguma dica? Socorro....#comolidar


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

O retiro, o encontro consigo, o prazer de ser útil

Neste final de semana, minha filha adolescente fez um retiro de jovens. O retiro é da Igreja Católica, mas antes de ser uma pressão pela escolha definitiva da sua religião, nossa intenção ao colocá-la no retiro foi a de que ela se encontrasse mais consigo mesma, passasse a dar valor a coisas que ela não enxerga nela mesma e também na família.

A Yasmin é uma menina abençoada, uma filha querida, amada, especial. Mas temos nossas rusgas, nossas diferenças. Isso é normal e vem do fato de que queremos o melhor para os nossos filhos e queremos que eles aprendam através do nosso amor e não através da dor, o que é certo e qual caminho seguir. Isso às vezes nos torna onipotentes e intransigentes, acabamos inevitavelmente nos colocando acima da razão e nos julgando sempre certos, e como é difícil admitir que às vezes estamos errados, cria-se certos impasses.

O retiro então teve essa intenção, de nós, como pais, nos reavaliarmos, e ela como filha, nos compreender e aceitar.

Ela adorou, contou maravilhas, estava feliz ao final do encontro, mesmo tendo ido completamente desconfiada, acompanhada do primo Leonardo igualmente desconfiado. Mas os dois terminaram felizes.

Yasmin e o primo Léo ao término do retiro
Mas eu, ah meus amigos, eu revivi o meu retiro de jovens que fiz aos 12 anos de idade. Nunca nesses últimos anos (uns 20 pelo menos) esse encontro esteve tão vivo na minha memória.
Relembrei todos os grandes momentos, as descobertas acerca de mim, o conhecimento mais aprofundado sobre as questões da Igreja, os amigos que fiz e que mesmo não encontrando mais, lembro como se os tivesse visto ontem. 

Lembrei da minha ansiedade ao retornar do encontro, procurando desesperada pelos meus pais na Igreja, perdidos entre aquela multidão. Só queria vê-los e abraçá-los! Lembro da chuva de pétalas de rosas ao entrarmos na Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, no bairro IAPI em Porto Alegre, e digo à vocês que ainda hoje (já se passaram 28 anos) fecho meus olhos e me sinto lá no interior daquela igreja que fez parte de  uma boa parcela da minha adolescência e onde aprendi o valor da família, da amizade, da partilha e o prazer do trabalho comunitário.

Igreja N. Srª de Fátima, saudades desse lugar e das emoções que vivi ali.
Lembrei de uma ocasião em que perdi um final de semana trabalhando por outros jovens como eu, e de uns três sacos enormes de laranjas que espremi com minhas mãos até ficarem comidas pelo ácido da fruta, e me diverti tanto com isso! Amei fazer aquilo e queria fazer novamente várias outras vezes.

Lembrei de outra ocasião em que planejamos e ajudamos a organizar uma festa para angariar fundos. Me diverti muito na festa, mas também trabalhei feito bicho, carregando mesas e cadeiras, engradados de bebidas, pratos de comida. Após o término da festa, quando todos estavam já em suas casas dormindo e descansando, eu e mais uma pequena turma ficamos lá, limpando o salão, carregando mais mesas e cadeiras, colocando tudo em ordem antes de ir pra casa. Me lembro de cochilar em pé na parada do ônibus, com o dia já amanhecendo, quando fui pra casa. 

Lembrei do quanto são prazerosas essas coisas, a gente se sentir útil, indispensável. Da gente trabalhar em grupo, entre amigos, e divertir-se com isso. Lembrei da diversão ser a maior e melhor remuneração que já recebi por qualquer trabalho que tenha feito na vida.

Depois de adulta, voltei a sentir essas sensações, quando voltei a frequentar a igreja e me dispor a trabalhar pela comunidade. E digo sem sombra de dúvida: o prazer e alegria que sinto nessas pequenas tarefas, ainda é o mesmo. A gente cansa, mas a alma descansa, fica leve!

Por isso, continuo frequentando a igreja. Posso discordar em muito da doutrina católica, porque tenho alma questionadora, mas é lá que tenho o trabalho mais prazeroso do mundo e a melhor remuneração, que é simplesmente ser feliz, sentir-se bem, ser útil. Não é o que todo mundo deseja, trabalhar com o que lhe dá prazer? 


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira
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