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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ser gentil vale a pena


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À esq.tio Adolfo e tia Lady, eu sou a de boné ao lado da minha mãe, à frente meus dois irmãos.

Hoje é dia de falar em gentileza.

Então vou falar de pessoas especiais pra mim: tia Alady e tio Adolfo.

Eles são tios da minha mãe e foi com eles que ela morou parte da sua vida. Tia Alady (ou simplesmente Lady como a chamávamos) já partiu há alguns anos, mas deixou de herança muitas boas lembranças.

A tia era irmã da minha vó Santina. Pequenina e de aparência frágil, era no entanto uma mulher forte, de muita fibra, mas doce. Cada vez que íamos à Vacaria, a passagem pela casa dela era obrigatória e  lá sempre tinha guloseimas de todos os tipos. Também tinha a cama mais quentinha da cidade, com seus grossos acolchoados de penas.

Lembrar dela, me faz sentir o cheiro do café e do pão quentinho ou rir sozinha lembrando do banco de madeira que era um caixote onde ela guardava os biscoitos e roscas e que eu e meus primos achávamos que enganávamos ela dizendo que alguéma chamava para ela sair da cozinha e a gente ia "roubar" o tesouro de dentro do caixote.

Já o tio, é mais grosso que dedão destroncado. Tem um jeitão que a princípio me assustava. Ele ficava tão faceiro quando me via, que me mordia. Não eram mordidas fortes, eram tipo essas que eu mesma dou nos braços gorduchos das minhas filhas, mas ele me assustava.

Com o tempo, aprendi a relaxar e a perceber que por traz daquela grossura toda, tinha um coração gigante. Ele fazia tudo e mais um pouco pra me agradar.

Não vou à Vacaria pelo menos 18 anos. Sinto muita saudade dos meus tios e primos que ficaram por lá. E agora, falando neles, me deu uma saudade tão grande do tio Adolfo que meu coração chegou a doer.

Esse texto serve para demonstrar que mesmo pessoas tão simples quanto eles, de pouco ou nenhum estudo, que viveram uma vida inteira na roça e tem lá o seu jeitão meio bruto, podem ser tão ou mais gentis que a maioria que se diz instruída e culta.

E que ser gentil vale a pena. Deixa marcas profundas nas pessoas com quem convivemos.
Esta postagem é parte da Blogagem Coletiva proposta pela Rogéria Thompson, do blog "Um espaço pra chamar de meu", uma das pessoas mais gentis com quem tenho a honra de me relacionar nas redes sociais e na blogosfera. A idéia é fazer um post sobre esse assunto todos os meses, divulgando atos de gentileza, sejam da nossa parte ou de alguém que presenciamos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Escolhas e Renúncias


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Cada escolha que fazemos implica em alguma renúncia. Mas na ânsia de adquirir, de somar, de usufruir, quase sempre não nos damos conta disso. Pessoas como eu, impulsivas e passionais, nunca se dão conta disso.
Passada a euforia das conquistas, me deparo com as renúncias e nem sempre estou de acordo com as escolhas que eu mesma fiz, levada pelo calor do momento.
Durante muito tempo, me martirizei e culpei por algumas escolhas erradas que fiz, sofrendo além da conta por coisas que eu já não podia mudar.
Custei muito a aprender que se perdi algo, foi para ganhar outra coisa. A escolha pode não ter sido das melhores, mas o que ganhei me fez feliz em algum momento e talvez só tenha deixado de fazer quando fiquei me culpando pelo que perdi.
É um raciocínio meio confuso, mas cheio de lógica pra mim agora. De uns tempos pra cá quis mudar esse comportamento, essa maneira de pensar e agir.
Quando recebi o diagnóstico da EM e tive que repensar muitas coisas, essa foi uma das que mais me consumiu. Tomei a decisão de mudar, mas mudanças internas não acontecem assim de uma hora pra outra.
Antes que o meu pensamento se redirecionasse e tomasse um novo caminho, andei muito no sentido contrário. Me culpei e sofri mais do que de costume. Sofri até por coisas que não escolhi, mas que causaram mudanças grandes na minha vida, como a própria doença e as limitações que ela me impõe.
Mas em algum momento, isso começou a mudar. Talvez tenha sido até com o nascimento do blog, quando comecei a externar meus sentimentos de uma outra forma e a refletir sobre eles.
Muitas vezes, ao ler algum dos meus textos reflexivos, me considero incoerente, um blefe. Porque não ajo da maneira que falo. Mas eu penso da maneira que falo, e cada vez que faço essas reflexões, me aproximo mais de ser aquilo que pretendo ser, de agir como penso que é certo.
Então é isso. Quando escolhi escrever o blog, renunciei ao silêncio. Renunciei a parte da minha privacidade, mas ganhei mais consciência de mim mesma.
Cada escolha, uma renúncia. Mas quem disse que isso tem que ser ruim?




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Com que idade ficamos velhos?


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Com que idade ficamos velhos? O que é mesmo a velhice?

Não dá pra negar a ação do tempo em nós. O corpo se modifica, por mais que se usem artifícios para disfarçar. A cabeça também muda, amadurecemos, aprendemos, passamos a dar importância ao que é realmente importante.

Mas isso nos torna velhos? Não, definitivamente. O que nos torna velhos é o cansaço, não o do corpo, mas o cansaço da vida, o cansaço de aprender, o cansaço de experimentar, o cansaço de querer, o cansaço de ousar.

Eu tenho momentos em que me sinto muito velha. Pra quem diz que a idade está na cabeça, a minha já pensou muito, já viveu, já errou, aprendeu, tornou a errar e aprender, sofreu com as perdas e tem consciência de todo o caminho percorrido, toda a vivência adquirida. Mas em contrapartida, todas essas experiências acumuladas na minha cabeça, são frutos da minha alma sempre afoita e livre, que já viveu muitas vidas em uma só, já percorreu muitos caminhos, já levou muita pancada, já chorou, já sorriu, já amou e ainda ama e é na alma que encontro a leveza. Meu espírito tem sede de experiências novas. Uma alma jovem presa num corpo que já não tem a mesma agilidade e leveza, comandados por uma cabeça que acumulou experiências e aprendeu.

E é o equilíbrio entre a idade cronológica, aquela que consta na nossa carteira de identidade, a idade da nossa cabeça, que eu calculo pelas vivências, experiências e sabedoria adquiridas ao longo dos anos e aquela da nossa alma, a que sentimos, é que realmente nos dá uma idéia da idade real, aquela que vivemos.

A idade de uma pessoa, 20, 40, 60 anos, só serve para nos dar um parâmetro do tempo vivido. Mas ser mais velho na idade nem sequer significa ter mais vivência, experiência ou sabedoria. Vivência só tem quem vive, experiência só tem quem experimenta e sabedoria só adquire quem erra.

Eu busco meu equilíbrio me olhando cada vez menos no espelho, porque esse corpo que ele reflete, mesmo que ainda jovem, não condiz com a idade que sinto que tenho, com a idade da minha alma. E a da cabeça? Essa é a que me impede de repetir os mesmos erros e um erro que estou aprendendo a não cometer mais é associar o cansaço do meu corpo doente à falta de vida que existe em mim. Porque a vida esta na alma, mas a alma não envelhece.
E você, qual o seu conceito de velhice?

*******

NOTA: Este assunto foi recorrente essa semana, primeiramente aqui em casa, depois entre amigos e nesta madrugada, num papo no facebook do qual eu não participei, mas acompanhei. (Viram isso Fê e Lia?). Este post foi escrito às 4 da madrugada, numa noite insone, de um dia exaustivo de muito calor, mas vai facar programado para publicação mais tarde. Essa explicação é porque meu corpo está cansado, minha cabeça já não funciona direito,mas minha alma achou o post bonitinho e não quer editar apesar de ter a clara sensação que não disse nada com nada.

 


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Rosane Marchetti


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Rosane Marchetti é figurinha carimbada nas telinhas de TV aqui no Sul há quase 20 anos. Apresentou diversos programas da RBSTV, afiliada da Rede Globo, como Campo e Lavoura, Bom dia Rio Grande, RBS notícias e por mais de 15 anos foi âncora do Jornal do Almoço, programa de muita audiência pelos gaúchos.
Ficou conhecida nacionalmente quando à partir de 2010 passou a fazer reportagens para a rede e também para o Jornal Nacional e Globo Repórter.

Afastada da TV desde agosto de 2011, ela luta contra um câncer de mama descoberto precocemente durante um exame de rotina. (Leia mais sobre isso aqui)
Fiquei sabendo da doença dela pela minha madrinha, (falei sobre ela aqui e aqui) que na época ainda lutava contra a mesma doença, infelizmente vindo a falecer pouco depois. Mas porque estou falando nela?

Em primeiro lugar, queria destacar a repórter, ícone da TV gaúcha, pessoa de sorriso franco e capaz de conquistar a confiança de quem a assiste. Uma mulher bonita e conhecida, que se desfez da vaidade e apareceu publicamente com sua careca para alertar outras mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce. Uma pessoa bacana, amante dos animais, de alma leve que faz 50 anos hoje e merece de mim toda a reverência.
Sempre amei  programas jornalísticos e  os jornalistas costumam ser meus maiores ídolos. Tenho verdadeira paixão por essa profissão e por quem exerce com paixão e cuidado. Rosane entra na minha casa há anos, faz parte da minha rotina diária e tenho sentido a falta dela por aqui.
Hoje, no dia do aniversário dela,queria fazer uma homenagem sincera, porém singela. Dizer à ela que torço por sua recuperação e por sua volta à TV (e à minha casa), que desejo que Deus a presenteie com muita vida, saúde, alegrias, paz e bençãos.
Mas também, queria aproveitar essa história para mais uma vez alertar meus leitores, compostos na maioria de mulheres, mas também aos homens, que tem mãe, irmã, esposa, filha de que o diagnóstico precoce faz toda a diferença nesta doença. Fez a diferença pra minha madrinha, que demorou a procurar o médico, esta fazendo pra Rosane que descobriu bem cedo.
Fiquem atentas aos sinais que o corpo dá, façam o auto-exame regularmente e não se descuidem da saúde de um modo geral. Mantenham as consultas com o ginecologista em dia e os exames de praxe também.
Façamos isso em homenagem à vida e também em homenagem à mulheres como minha querida madrinha e à Rosane, às que perderam a batalha e às que a enfrentam com coragem e determinação.
Feliz Aniversário Rosane. Saúde!

Imagens: Daqui e daqui  

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Medo de avião


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Eu tenho certo fascínio por aviões, gosto herdado do meu pai que é um aficcionado. Quando criança, depois que iniciaram a remoção das árvores (uma verdadeira floresta) para a construção da av. Sertório, hoje uma importante avenida de Porto Alegre, conseguíamos enxergar a cabeceira da pista do aeroporto da esquina de casa.
 Depois, as construções tomaram conta e já não se via mais a pista, mas os aviões passando baixinho quando decolavam ou pousavam viraram um costume. Embora o barulho atrapalhasse muito, já estava tão acostumada com ele que nem davva mais importância.
Aí eu vim morar no interior. Aqui só se vê lá de vez em quando um avião agrícola, e os aviões à jato são só rastros de fumaça no céu longínquo. 
Mas em Santa Maria, cidade distante cerca de 120km daqui, há uma base militar e volta e meia os aviões da força aérea fazem voos rasantes aqui. Numa ocasião inclusive, ultrapassaram a barreira do som em um voo de baixa altitude, causando estragos e dando o que falar na cidade por meses.
E a questão é que minhas filhas não tem a menor intimidade com aviões e detestam o barulho que eles fazem.
Cada vez que os aviões fazem o seu voo rasante, correm três crianças em pânico, aos gritos, pra baixa das saias da mãe. Confesso que às vezes acho até engraçado.
Mas não é engraçado. O medo delas é real.Os coraçõezinhos parecem que vão saltar pela boca e o pavor fica estampado no rostinho delas. Ô dó.
A questão é que não há muito o que fazer. Os aviões não deixarão de passar por aqui, então elas terão que aprender a conviver com o barulho. Mas tá difícil, viu?
Difícil porque agora, até mesmo na hora de dormir elas perguntam do avião, se o avião não vai passar. Qualquer barulhinho que ouvem já vem correndo achando que é o tal do avião. Aff.
Enquanto isso, me resta abraçá-las bem forte e dizer-lhes que estou ali e nada de mal irá acontecer a elas. E esperar que confiem.
 
 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Andréli, a estranha.


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Há pouco mais de um ano atrás, fomos convidados para um jantar na casa de um amigo do marido. Eu o conhecia e a esposa de vista, já havíamos nos falado superficialmente, mas só.  A princípio, pelo que eu soubesse, o jantar seria só eles e nós com as respectivas crianças.

Por si só essa situação já me deixava apreensiva, sou bicho do mato e me causava certo desconforto ir jantar com as crianças em casa de desconhecidos, mas respirei fundo e fui, crendo que poderia ser uma grande oportunidade de conhecer aquelas pessoas e fazer novas amizades.

Chegando a casa, a primeira surpresa: a casa estava cheia! Cheia de gente desconhecida! Mas, já estávamos lá na porta, o cheiro do churrasco já pairava convidativo no ar e novamente respirei fundo e resolvi me dar uma chance de me divertir.

Mas quando eu entrei na casa, a primeira criatura que vejo é uma moça, muito jovem, com o corpo todo tatuado, um piercing muito esquisito no nariz e uma maquiagem carregadíssima. Na hora pensei: onde é que fui amarrar o meu burrinho! Pra ser sincera, me deu vontade de sair correndo dali na hora.

Mas aí, já estávamos lá dentro. O dono da casa e o marido da moça estranha eram amigos do marido, sair de lá correndo definitivamente não era uma opção.

Foi aí que apelei para o meu espírito cristão e resolvi não fazer julgamentos. Estavam todos ali em família. Amigos, maridos e esposas, filhos, sogras, cachorros e tals. Decidi que tinha ido ali pra me divertir e que iria me esforçar pra isso. E afinal de contas, eu não conhecia aquela gente, como pensar que poderiam não ser legais?

Aos poucos fui relaxando e deixando a conversa fluir. Se eu olhei para aquela moça com estranheza, ela também me olhou do mesmo modo, eu também era uma criatura estranhíssima pra ela, e nem por isso ela me excluiu, debochou ou fez pouco caso de mim. Primeiro ponto pra ela.

Eu sempre adorei tatuagens e sempre quis fazer uma. Mas ainda não tinha conhecido ao vivo e a cores uma mulher que tivesse tantas. Fiquei observando e achei bonito. Perguntei a ela quem havia feito as dela e foi esse tatuador que procurei quando decidi fazer a minha. Sim, foi depois de conhecer a Andréli que decidi que não deixaria mais que a opinião dos outros fosse mais importante que a minha própria e que faria a minha tatuagem. Já fiz duas.

Ao final da noite, tinha me divertido, conhecido uma porção de gente bacana e aprendido mais uma lição: não deixe que as aparências atrapalhem teu senso de julgamento sobre o caráter das pessoas. Adorei todo mundo que conheci naquela casa, mas a moça estranha ficou no meu pensamento por dias, semanas, meses.

Porque ela podia ter um visual chocante para uma pessoa da minha idade, com hábitos e costumes conservadores e ranços de uma convivência com pessoas fortemente preconceituosas com relação a esse tipo de visual, mas era (e é!) uma moça querida, com uma boa cabeça, educada, divertida, com um sorriso fácil e risada gostosa, uma boa mãe, uma boa esposa, uma boa amiga. E se eu tivesse deixado me levar pelas aparências teria perdido a chance de conhecer essa pessoa tão bacana. Ela definitivamente é muito diferente de mim, mas só por fora. Por dentro ela é alguém como eu, como você. Uma menina, uma mulher, uma mãe.

Desde aquele dia, penso em escrever sobre isso. Fiquei tão impactada com a situação que queria compartilhar ela com vocês, mas como não encontrei mais com ela, achei que não devia. Mas ontem ela me achou no facebook. Conversamos muito, matamos as saudades e eu contei pra ela desse post, agora devidamente autorizado. E agora não vamos mais nos perder de vista!

E vocês, já viveram alguma história assim? Já respiraram fundo, deixaram de lado todos os seus preconceitos e se permitiram conhecer (e amar) alguém muito diferente de vocês?



Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Há dois meses do 4º aniversário


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Hoje me dei conta da data: estamos há dois meses do 4ª aniversário das gêmeas! Gente, lá vai eu dizer isso de novo, mas como o tempo voa!
Ainda ontem elas eram dois bebezinhos frágeis e pequeninos naquelas incubadoras do hospital, agora já são projetos de mocinhas, treinando para serem independentes.
Olho pra elas e ainda não acredito no quanto cresceram, no quanto aprenderam, no quanto se desenvolveram e como isso tudo passou tão rápido!
Meus bebês cresceram, já não podem mais ser chamadas de bebês, mas pra mim o nascimento delas foi outro dia, como não achar que ainda são bebês?
Ainda lembro de maneira tão viva do dia em que cheguei com elas na nossa casa, depois de 36 dias de internação e mais alguns ainda em Porto Alegre na casa da minha madrinha (querida, como não me emocionar lembrando dela agora...), 50 dias fora da minha casa no total. 
Aline e Camila no colo da Yasmin, perdidas entre os ursos no dia em que chegaram em casa.
A Dinda nos trouxe pra casa no carro dela e quando chegamos tinha uma galera nos aguardando. A casa recém pintada, o quarto todo arrumadinho e aquelas coisinhas miúdas de uma hora pra outra enchendo a nossa casa. Me emocionei tanto naquele dia.
E agora já vai fazer 4 anos disso tudo. De lá pra cá, tanta vida aconteceu. E vai continuar acontecendo porque temos uma casa cheia! Cheia de choro e confusão, mas cheia de risos e diversão. Cheia de brinquedos espalhados pelo chão, mas cheia de carinhos e sorrisos pra aquecer meu coração.
Então, bora fazer a contagem regressiva!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Alguns momentos

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Alguns momentos registrados em fotos.

No fim de semana anterior fomos nas piscinas de um balneário aqui perto. As crianças se divertiram pra valer. Não tirei fotos delas nas piscinas, pois tinha que ficar junto e ia molhar a câmera. Mas registrei alguns momentos, entre a comilança do churrasquinho e as brincadeiras. A melhor delas foi esta aqui:

Aline e seu inseparável copo de refri presa num abraço coletivo com a Camila e a Letícia tentando fugir

Outro dia, as crianças brincando com as roupas e fazendo desfile de moda num troca-troca sem fim, Camila me aparece com esse figurino:

Calcinhas e botas. Detalhe: tava fazendo um calor de 40º 


E no último fim de semana fomos ao níver da fofa da Cecília, filha da minha amiga Cléo, como contei aqui. Só tirei esta foto com a minha máquina, pois não quis concorrer com a fotógrafa oficial do evento, só para registrar nosso encontro. Eu, ela e o grande e luminoso sorriso dela.

Cléo é beeeem mais alta que eu,por isso ela tá assim toda encolhida.



Esse foi só um registro de alguns momentos.

Boa semana à todos!


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O susto

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Hoje à tarde o sr.Blogger me deu um sustão: desativou meu blog!

Entrei em pânico, me escabelei, chorei. Pensei em algo que pudesse ter feito de errado, ferindo algum termo de uso, mas não consegui chegar a nenhuma conclusão.

Inicialmente não tinha nem mesmo acesso à minha conta, havia perdido tudo. Me restou mandar uma mensagem pra eles e aguardar.

Em seguida, consegui recuperar o acesso à conta. Abri meu email, o painel do blogger, meu google+, mas não conseguia mais visualizar meu blog, abrindo uma mensagem que dizia que o blog havia sido desativado.

Desanimei total. Chorei de raiva e frustração. Saí pra rua, fui até o mercado pra respirar e organizar as idéias, lamentei não estar com meus backups em dia.

Quando voltei, tudo normal. Tinham me "devolvido" meu bloguinho. Ai que alívio!
Esse blog começou como uma maneira de desabafar minhas angústias e para me ajudar a não enlouquecer em um período muito difícil da minha vida. Ele é amador, não tem um layout bonito, não posto com regularidade, mas ele é muito importante pra mim.

E é importante porque é o meio que tenho de expor o que eu penso e sinto, me ajuda a organizar meus pensamentos e sentimentos e principalmente porque ele me proporcionou muitas amizades e contatos com pessoas legais e bacanas, vocês,meus leitores.

Não seria justo logo agora quando começo a me organizar melhor e estou cheia de planos pra ele,que ele seja arrancado de mim.

Graças à Deus, tudo não passou de um susto. Um grande e aterrorizante susto.

Mas estamos aqui. O blog vive!

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sábado, 7 de janeiro de 2012

Extra!!!


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Há dias venho detectando uma mudança de comportamento na Aline.

Estranhei, cheguei a pensar que pudesse ser um traço de depressão pelo fim da escolinha, afinal ela sempre gostou tanto de  ir.

Tá mais calma, tranquila, comportada. Mas tá brincando como sempre, arteira e espoleta. Não, definitivamente ela não está deprimida.


Eis que hoje ela me disse o que estava havendo.

Depois de me ouvir chamar a atenção da Camila pela 13485974ª vez por ter mexido em algo que não era pra mexer, Aline me olha com a sua cara mais sapeca e diz: "Eu não peguei mamãe, eu já sou mocinha agora".

Morri de amor.

Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Você ama seus filhos da mesma forma? Eu não.


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Antes que alguém me apedreje, ou que meus filhos venham me fazer cobranças, eu explico: amo cada um deles com tamanha intensidade que nem sei o que fazer com tanto amor. Mas amo cada um deles de forma diferente sim, porque cada um é diferente e essas particularidades me encantam de formas diferentes.

Há vários dias vinha pensando neste post, mas dia desses, depois de uma conversa de insones às 2 e meia da madruga no facebook com a Lia Sérgia, ela me disse algo parecido. Falávamos de nossas meninas  e de como cada uma tem seu jeitinho, suas "marcas". Tanto eu como ela temos as nossas "palhaças", as nossas "pensantes", as nossas "dengosas" e cada uma delas nos encantam em momentos diferentes.

Eu tenho 5 filhos, em idades e fases distintas, eles têm muitas semelhanças, tanto físicas quanto de personalidade, mas cada um é único e por isso mesmo especial.

Allyson
O mais velho é meu único menino. É inegável que tenho por ele um amor diferente do que tenho pelas meninas. Sem falar que é meu primogênito, quem me ensinou o que é ser mãe e me fez descobrir esse amor sem limites. Já é um rapaz, não mora mais conosco, trabalha, faz faculdade, namora firme. O fato de ele não estar por perto faz minha preocupação aumentar. Adoro quando nos encontramos e ele me dá aquele abraço gostoso, apertado, cheiroso. Cheiro de filho é algo inexplicável.

Yasmin
Minha filha número 2 já é também uma moça. Quando fiquei grávida dela, tinha medo de não conseguir dar a ela o mesmo amor que tinha pelo meu filho. Amava tanto aquela criatura que achava impossível amar outra criatura com tanta intensidade. Mas ela me fez descobrir que amor é assim, quanto mais se dá, mais se tem.  Tenho muito ciúmes dela com o pai e isso atrapalha nossa relação. Mas apesar dela estar numa idade infernal (quem associou adolescência com aborrescência é um gênio), ela é doce, meiga e conhece os caminhos do meu coração. É tão hábil em ser queridinha, que é impossível ficar braba com ela, mesmo quando ela merece.

As gêmeas são iguais na forma, mas diferentes no conteúdo (já disse isso zilhões de vezes aqui) e são as diferenças que as tornam únicas.

Aline
Uma é puro instinto. Intuitiva, aprende por osmose. É atrapalhada, maluquinha, agitada. Mas com tudo isso, é dengosa e carente de atenção. Não importa quanto colo ganhe, está sempre choramingando por mais. Debochada e escrachada contrapõem isso com sua imensa generosidade  e meiguice. Fala pelos cotovelos, conta histórias, canta e dança. É artística, cheia de imaginação e criatividade.

Camila
A outra é mais cerebral. Observa, analisa, estuda. Aprende por observação e por isso mesmo é mais eficaz nos seus intentos. É mais independente, detesta ajuda, quer fazer tudo sozinha e acha que é gente grande. Tem por mania cuidar das irmãs, fazer as coisas por elas. É prestativa a ponto de ser chata. Tem um sorriso que destrói qualquer coração. Adora fazer e receber carinho, mas só quando ela quer. Também adora histórias e música, dança com muita graciosidade, é feminina, mas também é forte.

Letícia
A pequena leva a vantagem de ser a caçula. Temos curtido muito suas "bebezices" porque sabemos que quando elas acabarem, não haverá mais bebês por aqui. Mas ela não nos ganha só por ser a menor. É a palhaça da casa. Impossível não estarmos rindo na sua presença. É claro que ela também é a mais braba e fica realmente chata quando está com fome ou sono. E não adianta dar de comer ou por pra dormir, quando ela resolve chatear é campeã. Mas depois ela compensa com aquele sorriso gracinha, com um abraço apertado, beijinhos e com suas impagáveis tiradas cômicas.

Enfim, cada um com suas qualidades, seu jeitinho, suas características cativantes. Admiro cada um por sua essência. Embeveço-me ao ver o quanto podem ser parecidos comigo e ao mesmo tempo tão melhores que eu. Embriago-me de paixão com cada sorriso e, apesar de sentir uma pontinha de dor, vê-los crescer e conquistar o mundo é o que há de mais belo nesta vida.

Amo cada um dos meus filhos de forma intensa e sem limites. Mas cada um amo de um jeito diferente. Não amo mais nem amo menos, só diferente.




Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O que há de novo no ano novo?


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E 2012 chegou. É ano novo. Mas o que há de novo?

Na teoria tudo. Na prática, só o carnê do IPTU. 

Tenho o costume de fazer reflexões profundas no fim do ano. Quando chega novembro, se aproxima meu aniversário e eu já me retraio mais, é automático, e fico refazendo mentalmente os acontecimentos do ano, separando as coisas boas, positivas e construtivas das "outras". 

Não teci planos este ano, mas é inegável que tenho expectativas e desejos. Também sei que alcançar alguns objetivos depende quase que exclusivamente de mim, mas que pra ter êxito são necessárias algumas mudanças.

Essas mudanças não são externas. Nada que possa ser resolvido com um novo corte de cabelo, maquiagem e roupa nova. São mudanças internas, mudanças de atitudes, de hábitos. São as mais difíceis.

Não é simples mudar. Saber que é necessário é um passo. Saber o que é o certo a se fazer é outro e enorme passo. Mas saber o que tem que ser feito não significa saber COMO fazer. 

Você sabe que precisa ser mais positiva diante da vida e encarar as coisas com mais leveza, mas aprendeu a vida inteira a sofrer por coisas que não pode modificar. Então você sofre por não conseguir mudar isso. 


Você sabe que precisa  gritar menos, ter mais paciência, ser mais carinhosa com quem ama. Mas se pega invariavelmente gritando, sendo ríspida e insensível. E faz sofrer aqueles que você mais ama, e sofre por ter feito tudo errado de novo. É um ciclo. Curar-se disso é como curar alcoolismo, tabagismo, drogadição. Sente-se uma necessidade física de agir como sempre. Têm-se crises de abstinência que causam muito sofrimento. Às vezes achamos que não vamos conseguir.

E é possível que não se consiga mesmo. Curar-se de um vício na maioria das vezes necessita mais do que só força de vontade. Muitas vezes é necessário terapia, auxílio, alguém que te lembre (delicadamente, carinhosamente) que você decidiu se modificar.

O que é de hábito faz-se sem sentir. São gestos, atitudes e palavras que simplesmente fazem parte de quem somos, é intrínseco, natural. Para fazermos diferente, precisamos lembrar-nos de fazer, pensar e fazer um esforço todas às vezes, até que a nova maneira se torne também um hábito, intrínseco e natural.

Essas são as minhas resoluções de ano novo, o que quero que seja realmente novo em minha vida. Ainda não sei se vou conseguir, mas estou realmente tentando.
Vocês me ajudam?

* Imagem: daqui


Por: Tuka Siqueira / @TukaSiqueira

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