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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pérolas e algumas historinhas

Domingo, frio, almoço na mesa. Resolvemos abrir um vinho. Aline olha a garrafa na mesa e diz: “mamãe, isso é sangue de Jesus”.

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Segunda feira. Decidi comprar cobertas novas pras meninas. As que tinham em casa além de gastas, estavam poucas para os dias de muito frio. Comunico as meninas disso. Depois de dizerem como queriam, que cores queriam e todos os tipos de detalhes possíveis (ó o espírito consumista despertando) Aline me faz o pedido derradeiro: “mamãe, me compra uma cauda de peixe (sereia) pra mim nadar.” Tá, vou tentar...

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Edredons novos nas camas. Entre os vários desenhos, algumas notas musicais. Segundos depois da 1ª olhada, Letícia me chamou, mostrou  uma das notas e cantou pra mim: “Ai lolé, ai lolé” (traduzindo: Ai olé, ai olé foi na loja do mestre André…) Galinha pintadinha ensinando algumas coisas…

Isso não tem uma cara de sapeca?

 

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Dia difícil. Passei o dia batendo perna na rua, mil coisas pra fazer. Mal cheguei em casa e já tive que sair de novo para uma reunião. Cheguei tarde em casa e as crianças ainda ferviam. Depois dos banhos, e já arrumadas na caminha, fui buscar as mamadeiras e dar boa noite. Enquanto espero a Aline terminar (ela é sempre a última), Camila pega minha mão e lasca: “Como você é linda mamãe. Te amo mamãe.” Valeu o dia.

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Meninas trouxeram da escola o “primeiro dever de casa”. Mamãe deveria ler uma historinha de um livro enviado pela professora, desenhar a história e se preparar para conta-la aos coleguinhas no dia seguinte. Detalhe: uma história diferente pra cada uma.

Contei as histórias separadamente e repetidas vezes. Depois, dei folhas em branco e os estojos para elas e… mão à obra! Elas compreenderam bem as histórias, cada uma contou a sua bem direitinho (no outro dia também para a professora e os colegas), mas não houve Cristo que as fizesse entender que só deveriam desenhar os elementos da sua história. Cada uma desenhou algo da história da outra junto. Mandei assim mesmo.

Trio fazendo dever de casa.

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Marido sempre busca as crianças na escola. Para evitar atrasos e que elas fiquem sozinhas esperando, quando necessário vou e busco primeiro a Letícia que sai mais cedo, depois vou junto com ela à escola das gêmeas. Aí esperamos pelo papai, ou vamos indo devagarinho e ele nos encontra no caminho. Dia desses ele me avisou que não poderia ir mesmo. Subi então a pé.

O trajeto não é tão longo e as gêmeas encaram bem. O problema é que tem um trecho de subida íngreme e a preguicenta da Letícia adora um colo. Devido ao meu problema de saúde, não posso dar colo pra elas na rua. Não tenho força e se eu forçar a barra, posso perder o equilíbrio ou ter uma crise intensa de fadiga que nem eu mesma consiga sair do lugar.

Fomos indo a pé numa boa. No comecinho da subida a pequena pede colo. Vou enrolando ela um pouco e apresso o passo. Ela começa a chorar. Como explicar não resolve, sigo em frente com ela aos berros e vou driblando ela. Quando entramos na nossa rua, ela simplesmente se senta na calçada. “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”. Não teve conversa, não teve ameaça, não teve choro de mãe que a demovesse do firme propósito de só seguir adiante no colo.

À essa altura, eu já nem podia comigo depois de subir a lomba driblando ela e carregando 3 mochilas nas costas. Nem que eu quisesse muito. Numa última cartada, resolvo “abandonar” ela sentada na calçada e seguir adiante. Estava certa de que então ela levantaria e viria atrás de mim. Falei que ia embora, dei tchau e me virei. As outras duas quase me mataram. Uma chorava desesperada e me agarrava pelo braço dizendo que eu não podia deixar a coitadinha ali sozinha. A outra se botou de tapa em mim numa cena de total desespero impedindo que eu desse sequer um passo. A solução foi ligar pra Yasmin e esperar ela chegar da escola pra dar colo pra medonha. A birra do século, e tripla! Posso com isso?

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Pra encerrar, umas fotinhos da visita do mano e o “amontoamento” delas em torno da “cunhada”. Gisele tem uma paciência de Jó, Deus conserve.

 

EntertimentoEstão tão juntas em torno da Gisele que mal saíram na foto.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Entre a paixão e o amor


Deixei passar em branco o dia dos namorados. Não tá fácil escrever, falta tempo, inspiração e até vontade. #prontofalei
Mas ontem, assistindo um trecho do programa Bem Estar com participação do médico ginecologista José Bento,   e do educador e filósofo Mário Sérgio Cortella de quem sou fã, ouvi algumas considerações que me fizeram pensar. (Quem quiser assistir, o link é esse: Globo - Bem Estar 12/06/12)
À luz da medicina e da filosofia, a paixão é um estado passageiro. Assemelha-se a qualquer droga, causa êxtase, mexe com nosso organismo, vicia. Não fosse passageira, não suportaríamos essa montanha russa de emoções.
Ou seja, não há nada que se possa fazer, a paixão tem prazo de validade. Findo este prazo ela acaba. A não ser que a transformemos em amor.
Isso não significa que quem ama não possa viver momentos de paixão, nem que não possa se apaixonar novamente pela mesma pessoa. Mas se isso não acontecer, também não significa uma vida sem graça.
Assim como existem viciados em adrenalina e viciados em drogas, também existem os viciados em paixão. Estas pessoas vivem intensamente o tempo do encantamento, mas não conseguem manter seus relacionamentos quando a paixão se extingue. Precisam dessa sensação permanentemente.
Mas aqueles que conseguem transformar a paixão em amor, se organizar em seus sentimentos, conseguem também ter relacionamentos mais longos e estáveis. A segurança é um bônus.
Como disse o professor, a paixão é o cérebro preenchido pelo coração, enquanto que o amor é o coração com o cérebro dentro.
O amor é a evolução da paixão. A paixão é um estado primitivo, o encantamento de dois seres visando a reprodução. Já somos mais do que isso, amar é a prova da nossa evolução.
Cada um sabe de si não sou eu quem vai dizer o que é melhor pra ninguém. Mas vou dizer o que é melhor pra mim. Já estive apaixonada, diversas vezes até. É muito bom, mas a gente também sofre muito. Em determinado momento, cansei desse sobe e desce de emoções. Foi então que descobri o amor.
De lá pra cá tenho sido feliz. Minha vida não é nem de longe uma estrada sem curvas, aclives e declives, e a paisagem também muda a todo instante. Mas ainda assim, é uma bela trajetória, um caminho gostoso de se percorrer.
Apesar de ter deixado passar o dia dos namorados e também o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, resolvi falar em paixão e amor, e digo que entre um e outro, eu fico com o amor. Fico com o meu amor.



P.S.: Este post faz parte da blogagem coletiva para o Dia dos Namorados, promovido pela Mulher e Mãe

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O banco


Todo mundo já se sentou em um banco de praça, ou em algum outro banco de rua.
Mas pra que serve um banco? Pra descansar de uma longa caminhada. Para uma pausa no dia e apreciar a paisagem. Para aproveitar o solzinho da manhã ou a quietude da tarde. Para ler um livro. Para cuidar da criança que brinca no parque. Para esperar o cãozinho dar seu passeio. Para flertar, namorar, beijar. Para esperar, ansiar, temer.
Já vimos e passamos por tantos! Certamente nos sentamos em muitos. Tanto que nunca pensamos nisso, tão corriqueiro que é.
Mas e quantas pessoas já passaram por um determinado banco? Aquele da praça já viu muita gente. Aquele da avenida principal também. Mas e aquele perdido numa ruazinha de bairro? E aquele do canteiro da avenida cinco?
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Aquele banco específico, viu tantos que já perdeu a conta. Gerações passaram por ele. Amizades começaram ali. Romances também. Alguns também tiveram fim naquele banco. Local de risos, de lágrimas, de brigas, de amores, de estudo, de cumplicidade, de segredos, de conflitos, de disputas, de ambiguidades, de discórdias, de vida. Muita vida em redor daquele banco.
Mas porque esse post inteiro falando de um banco? Porque o banco é o símbolo de um grupo de amigos que se conheceram e se reuniram durante anos em torno dele. Assim como é simbólico que o banco não estivesse mais lá quando depois de anos sem se verem, esses amigos se reencontraram.
Porque a vida seguiu seu curso, nós crescemos, seguimos nossas vidas, cada um foi pra um lado. Fora o nosso passado em torno desse banco, pouca coisa temos em comum hoje em dia. Mas a amizade permanece. E se a amizade permanece, não é a falta de um banco que irá nos distanciar novamente.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Diferentes, mas com alguma coisa em comum.

 

cores

 

Temos um pequeno grupo de casais com uma missão especial este ano. Cada um tem uma função específica, mas todos temos o mesmo objetivo.

Não escolhemos trabalhar juntos, nem a função que exerceríamos. Fomos escolhidos. Não tanto por méritos e conhecimento, mas porque precisávamos estar juntos. Este grupo, estas pessoas, precisavam se encontrar e estarem perto umas das outras.

No início, embora todos se conhecessem ao menos de vista ou de nome, éramos desconhecidos. Cada casal com suas particularidades, composto de indivíduos peculiares. Todos tão diferentes!

Uma apreensão, um nervosismo. Será que vai dar certo? Será que conseguiremos nos entender? Será que vamos gostar de estar junto dessas pessoas?

Passado quase metade do ano e com uma grande parte do nosso trabalho concluído ou bem encaminhado posso dizer que estamos indo bem.

Ainda falta muito, mas até aqui estamos tendo êxito. Nossas diferenças tem servido para nos aproximar e agora olho em volta e nos vejo todos tão parecidos!

É que apesar de todas as nossas diferenças, temos duas coisas importantes em comum: o objetivo e o guia. Estamos nos deixando guiar pelo Espírito Santo e a oração é nosso elo de ligação.

Temos nossas dificuldades, nossas limitações, nossos desejos de perfeição, nossas cobranças. Mas em cada nova dificuldade, surgida de nossas diferenças, unimo-nos naquilo que nos iguala: a fé!

E aos poucos vamos compreendendo os mistérios que existem por trás da formação desse grupo. O porque estarmos juntos, o porque termos nos encontrado, o porque cada um ser como é se encaixando naquilo que todos necessitam.

E assim vamos seguindo. Que Deus nos ajude, o Espírito Santo nos ilumine e que tudo continue dando certo…



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