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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pulsoterapia

Na semana passada estive em Porto Alegre para realizar as minhas 3 sessões de pulsoterapia, tratamento usual para as crises de E.M..

Desta vez, não quis me arriscar por aqui e minha decisão se mostrou bem acertada.

Tem a parte enjoada: a viagem, a ansiedade gerada por ela, o sono que fica muito prejudicado, ter que incomodar os outros para poder ficar por lá. Mas tem a parte boa: lá me sinto muito melhor assistida, mais segura. Isso reflete até mesmo na minha condição pós medicação.Com menos estresse, fico mais controlada.

No primeiro dia, como desembarquei direto no hospital, estava carregada com as tranqueiras que levei para 3 dias. Chegando no “Hospital Dia” uma grata surpresa: uma amiga, também “esclerosada”, também aguardava pela pulso. Não é legal ver os amigos passando por isso, mas adorei ter companhia.

Lá em Porto Alegre o procedimento é feito com muito cuidado e segurança. A medicação é posta em bomba de infusão como tem que ser. Peso, pressão arterial, glicose, temperatura são checados direitinho antes e depois das duas horas de duração da medicação e tem a vantagem de poder ficar com o acesso na veia os 3 dias. Tem gente que não gosta de ficar com o acesso, mas eu tenho veias chatas de pegar. Da outra vez, quando fiz aqui, em cada um dos 5 dias me judiaram mais de uma vez a procura das minhas veias, fiquei toda roxa. Dessa vez, um único furinho certeiro na mão esquerda, nem marca ficou.

Além desse cuidado todo, a enfermeira e as técnicas ficam todo tempo em redor da gente. Um médico também está presente. Fazem seu trabalho, mas também nos dão atenção e carinho. A companhia da Débora também foi primorosa, já que papeando o tempo passa mais rápido.
Eu e Débora, rindo nem sei do quê naquela situação...
Ainda ganhei uma carona da Debora e o marido até a casa do meu primo, onde fiquei hospedada. Melhor que a encomenda!

Mas como nem tudo é assim tão fácil, o corticoide inicia suas reações adversas assim que entra na corrente sanguínea, ou seja, instantaneamente. A primeira é o gosto de ferrugem na boca. Dá uma sede, mas não há nada que tire esse amargor da boca durante semanas. Rubor facial, taquicardia, dor no peito. Pressão arterial e glicose podem descontrolar. Inchaço, fraqueza muscular e fadiga também estão presentes.

Nos outros dois dias a rotina se repetiu. A quebra ficou por conta da visita da Bruna, que foi lá nos dar uma forcinha.

Para quem precisa fazer esta medicação, controlar a alimentação na semana que antecede e também logo depois é essencial. Diminuir a ingesta de sódio para evitar a retenção de líquidos e consequentemente um aumento da pressão arterial é importantíssimo.  Cuidar também o açúcar e os carboidratos para evitar o aumento da glicose.

Como não me comportei direitinho, minha glicose alterou um pouco no 2º dia, mas depois entrei nos eixos e no último ela já estava normal. A pressão que era o que mais me preocupava pois da última vez ela subiu muito, dessa vez ficou dentro da normalidade todo o tempo.

Dessa vez me senti até muito bem, os sintomas do surto já tinham iniciado remissão nos dias anteriores à viagem. As reações da medicação são chatas, mas da última vez, fiquei pior da pulso do que estava do surto.

Minha viagem rendeu além da pulso. Mas os outros aspectos da viagem são assunto pra outro post…


Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Hoje fiz minha quinta pulso, o quinto dia de
    solumedrol 1.000 por dia, e nada de parar pq os
    sintomas de formigamento e choques estão
    se agravando pela primeira vez fazendo pulso.
    Nunca aconteceu antes. Estou, tensa, depressiva,
    Inchada, cansada e passada, rsrs.
    Fiquem na torcida por mim, conto com vcs deste,
    Blog fofo que adoro. Bjinhux

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